segunda-feira, 25 de maio de 2026

Bate Fundo leva roda de samba gratuita ao Sesc 24 de Maio

 


Com entrada gratuita, apresentação integra o projeto Samba do Comerciário e ocupa o térreo da unidade com clássicos do gênero no Centro de São Paulo

Na foto: Grupo Bate Fundo | Créditos: André Luiz Silva 
 


 

São Paulo, maio de 2026 – No dia 29 de maio, às 18h, o projeto Samba do Comerciário, no Sesc 24 de Maio, recebe a roda de samba do grupo Bate Fundo, em uma celebração da essência do samba raiz. A apresentação reúne tradição, comunidade e alegria em um encontro gratuito e aberto ao público.

 

Com o batuque de tantãs, pandeiros e cavaquinhos, o grupo apresenta clássicos do samba, valorizando a cultura popular brasileira e promovendo uma experiência coletiva no coração do Centro de São Paulo.

 

O show integra o projeto Samba do Comerciário, que realiza rodas de samba gratuitas na última sexta-feira de cada mês. A iniciativa busca fortalecer o gênero e ampliar o acesso à cultura, convidando passantes e frequentadores da unidade a vivenciar o samba em sua forma mais autêntica.

 

A próxima edição já está confirmada: no dia 26 de junho, o Sesc 24 de Maio recebe o grupo Samba de Ganga, em uma grande roda de samba de terreiro.

 

Acesse:

Instagram – @batefundooficial

 

Serviço

Bate Fundo

Data: 29/5, sexta, às 18h

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: Livre

Grátis: sem retirada de ingressos
Duração: 90 min

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

 

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300

 

A Feira do Livro e ArPa transformam o Pacaembu em polo cultural no fim de semana

Praça Charles Miller recebe, em edições simultâneas, A Feira do Livro e a ArPa, conectando artes visuais, literatura e lazer no complexo da Mercado Livre Arena Pacaembu

 

O último fim de semana de maio e a primeira semana de junho têm endereço certo: a praça Charles Miller, no Pacaembu. Ali, livros, arte, esporte e lazer dividem o mesmo pedaço da cidade — reunidos por A Feira do Livro e pela ArPa, iniciativas que, coincidentemente, nasceram em um escritório no largo do Arouche e chegam cada uma à sua 5ª edição, integradas ao complexo Mercado Livre Arena Pacaembu.

Criada em 2022, A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet

Já a ArPa, criada no mesmo ano, se consolidou como uma das principais feiras de arte contemporânea do país, com a participação de galerias do Brasil e do exterior em projetos curatoriais que priorizam consistência, pesquisa e experimentação. A 5ª edição reúne diferentes setores que articulam mercado, formação e reflexão crítica.

O festival literário paulistano começa em 30 de maio e se estende até 7 de junho. Já a feira de arte contemporânea abre em 27 de maio e vai até 31. Em seu primeiro final de semana, A Feira do Livro divide o espaço com a ArPa a poucos passos de distância. 

Entre artistas plásticos e galerias, quem visitar a praça vai encontrar n’A Feira do Livro 2026 escritores nacionais e internacionais, como Carla Madeira, Jeferson Tenório, Adriana Negreiros, Bel Coelho, Bianca Santana, Camila Appel, Chukwuebuka Ibeh (Nigéria), Daniel Munduruku, Daniela Catrileo (Chile), Erika Palomino, Eustáquio Neves, Fernando Morais, Giovana Madalosso, Inés Bortagaray (Uruguai), Julia Kumpera, Kauê Lopes dos Santos, Luiz Antonio Simas, Mariana Salomão Carrara, Natalia Timerman, Nei Lopes, Noemi Jaffe, Pedro Bial, Pilar Quintana (Colômbia), Rute Costa, Sandro Veronesi (Itália), Silviano Santiago, Stefano Mancuso (Itália), Tracy Mann (EUA) e muitos outros.

Na ArPa, o público encontrará uma programação estruturada em diferentes núcleos. O Setor Principal reúne galerias consolidadas do Brasil e do exterior; o Setor UNI, dedicado a exposições solo e projetos curatoriais experimentais; o Setor Base combina exposições e debates mediados; o Setor Editorial, dedicado à produção gráfica e ao pensamento crítico em arte; e o Setor Institucional — voltado a organizações que promovem pesquisa, memória, formação e acesso à arte — completa a programação. 

Tanto n’A Feira do Livro quanto na ArPa, haverá as editoras independentes e especializadas, como Lovely House, Ubu, Cobogó e Seloceleste, fortalecendo o livro como plataforma essencial no circuito artístico.

No intervalo entre uma visita e outra, o complexo Mercado Livre Arena Pacaembu oferece piscina olímpica, quadra poliesportiva para futsal, basquete, vôlei ou handebol, quadras de saibro e rápida para tênis, além de uma pista de atletismo de 400 metros gratuita. Mas o caminho também pode acontecer no sentido inverso: quem frequenta a Arena para nadar, correr, jogar ou treinar encontra, ao redor, uma programação cultural ampla e pulsante, com arte contemporânea, encontros literários e atividades que transformam a atividade esportiva em um programa ainda mais completo pela cidade. No mesmo espaço estão a Loja Live!, The Coffee, Café Cultura, Bacio di Latte, Panini e a Academia Bio Ritmo, distribuídos entre o largo e a alameda Oeste. 

O Museu do Futebol e o restaurante Bubu também ocupam o mesmo espaço — assim como a feira livre, que ocorre às terças, quintas, sextas e sábados, para quem quiser esticar o passeio para além do fim de semana.

SERVIÇO

A Feira do Livro

30 de maio a 7 de junho de 2026

Horários:

Finais de semana e feriado prolongado: 10h às 20h

Dias úteis (segunda, terça e quarta): 14h às 21h

Praça Charles Miller, Pacaembu, São Paulo

https://www.afeiradolivro.com.br/

@afeiradolivro

 

ArPa
27 a 31 de maio de 2026
Rua Capivari (portão 23) ou Praça Charles Miller, Pacaembu, São Paulo

https://arpa.art/

@arpa__art

 

Mercado Livre Arena Pacaembu

Complexo: todos os dias, das 6h às 22h

Piscina: terça a domingo, das 7h às 18h50

Reservas pelo app Mercado Livre Arena Pacaembu

@mercadolivre.arenapacaembu

Museu do Futebol lança livro gratuito com vencedores do Concurso de Crônicas e Contos 2025

 

O lançamento acontece no dia 31 de maio, às 15h, dentro do Museu do Futebol. A edição bilíngue (português e espanhol) apresenta 20 textos inspirados no tema futebol sul-americano.

Com os 20 textos vencedores de seu Concurso de Crônicas e Contos de 2025, o Museu do Futebol lança no dia 31 de maio (domingo), o livro ¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa, que sai em edição bilíngue (português e espanhol), com distribuição gratuita. O lançamento acontece a partir das 15h na sala Jogo de Corpo, dentro do Museu, com acesso também gratuito para quem for ao evento. Além do livro físico, editado pela Patuá, haverá também o lançamento do audiobook e do ebook, estes produzidos em parceria com o aplicativo Skeelo, um dos maiores ecossistemas de leitura digital da América Latina. Localizado no Estádio do Pacaembu, o Museu do Futebol é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo.  
O título do livro faz referência à exposição temporária que inspirou o tema do concurso. Assim, os 20 textos selecionados traçam um panorama da paixão sul-americana pelo esporte. No encontro entre literatura, jornalismo e esporte, a região é retratada em suas festas, dramas, nuances e contradições. São histórias de viagem e de imigração, lembranças de torcedores, resistência feminina, memórias de guerras, traumas de ditadura e causos de rivalidade nas fronteiras. Há momentos de muito riso, de raiva e de tristeza profunda – como em qualquer boa partida de futebol.   
O Concurso de Crônicas e Contos do Museu do Futebol teve sua primeira edição em 2022 e, desde então, recebeu mais de 2.200 inscrições de todos os estados brasileiros. Ele foi criado com o objetivo de estimular a produção de narrativas curtas sobre o futebol, gênero que imortalizou grandes escritores e grandes ídolos. O sucesso do concurso estimulou a equipe do Museu do Futebol a ampliar a iniciativa, o que culminou na ampliação do número de vencedores em 2024 – de três para vinte – e a publicação do primeiro livro Na ponta das canetas, com todos os ganhadores dos três primeiros anos de realização. Assim, o livro ¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa é o segundo volume relacionado à iniciativa. 
O livro apresenta os trabalhos de Anna Laura Chepp, Antonio Gomes de Jesus Neto, Bibiana Lucas, Cassio Giorgetti, David Ehrlich, Dudu Machado, Francesco Jordani Rodrigues, Gabriel Bortulini, Gabriel Mamani Magne, Leo Lepri, Leonardo Catto, Leticia Quadros, Maira Yesenia Trujillo Vanegas, Maria Elisa Savaget Carneiro, Maria Fernanda Moraes, Mateo Olivera Santivañez, Reginaldo Pereira, Roberto Vieira, Sidney Dupeyrat e Weslley da Silva. Eles foram escolhidos entre mais de 700 inscritos vindos de todas as regiões do país. Por conta do tema, excepcionalmente foram aceitos também textos em espanhol, de forma a contemplar a comunidade migrante vivendo no Brasil.  
A comissão julgadora foi composta pela escritora Luiza Romão, vencedora do Prêmio Jabuti em 2022; pelo jornalista Matias Pinto, que faz o podcast O Som das Torcidas; pelo jornalista Klaus Richmond, repórter da revista Placar – parceira oficial do Concurso de Crônicas e Contos do Museu do Futebol; e Renata Beltrão
Distribuição gratuita 
Depois do lançamento, o livro ¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa pode ser retirado gratuitamente na biblioteca do Museu do Futebol, de terça a sábado. Durante A Feira do Livro, que acontece de 30 de maio a 7 de junho na Praça Charles Miller, haverá exemplares disponíveis também no estande da editora Patuá. Já o audiobook e ebook estarão disponíveis gratuitamente no aplicativo Skeelo, através deste link.  
FICHA TÉCNICA  
Livro 
¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa 
Organização de Museu do Futebol. 
Tradução de Sandra Martha Dolinsky.  
São Paulo: Patuá, 2026. 
Vários autores 
Edição bilíngue: português/espanhol 
140p.; 16 X 23 cm.  
ISBN 978-65-281-0415-4 
Ebook 
Copyright © Museu do Futebol, 2026. 
¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa – Crônicas 
e Contos do Museu do Futebol © dos autores, 2026. 
Editores: Alessandro Romio, Eduardo Lacerda, 
Franklin Valverde, Ricardo Escudeiro 
Assistentes editoriais: Amanda Vital, Angélica Marques, 
Gabriel Santana, Içara Bahia, João Vitor Nascimento, 
Rafael Arms, Ricardo Escudeiro 
Traduções: Sandra Martha Dolinsky 
Capa, projeto gráfico e diagramação: 
Alessandro Romio | Instagram: @romioland 
Ilustração de capa a partir de fotos de 
Ljupco Smokovski, Art_Photo e Master1305/ Shutterstock 
Revisão: Ricardo Escudeiro 
Administrativo e comercial: Pricila Gunutzmann 
Assistente Administrativo: Sofia Fernandez Gunutzmann 
Estágio em Comunicação: Letícia Rossi 
Eventos: Flavio Rodrigues 
Expedição: Felipe Gomes 
Versão digital: Rafael Alt 
ISBN 978-65-87184-16-6 
Audiolivro 
¡Cancha Brava! Futebol sudamericano en disputa – Crônicas e Contos do Museu do Futebol 
Crónicas e Cuentos del Museo del Fútbol 
Vários autores, Editora Patuá 
ISBN do Audiolivro: 978-65-87184-17-3 
Narradoras: Raíssa Bueno e Victoria Ansera 
Produção: Studios Wave e Reading u 
Distribuição: Skeelo 
Duração Total: 03h 06min 15s 
Ano de Lançamento: 2026 
Formato de Distribuição: .MP3 (Alta qualidade, taxa de bits 256 kbps, taxa de amostragem 44.1 kHz)   
 
Acesse através deste link
Museu do Futebol  
Praça Charles Miller, s/n - Pacaembu - São Paulo  
De terça a domingo, das 9h às 18h (entrada permitida até as 17h)  
Toda primeira terça-feira do mês, até as 21h (entrada até 20h)  
R$ 24,00 (inteira) e R$ 12,00 (meia)  
Crianças até 7 anos não pagam  
Grátis às terças-feiras  
Garanta o ingresso pela internet:  
Estacionamento com Zona Azul Especial — R$ 6,95 por três horas  
 

Memória do Teatro Oficina ganha novo foco com a conservação de pinturas do pernambucano.

 

Pintura inspirada no espetáculo Mistérios Gozosos (1983) - Por Alessandra Cavaco

Casa de Acervo.Oficina anuncia restauro de quadros do artista visual e compositor Surubim Feliciano da Paixão

Espaço de preservação da memória do Teatro Oficina ganha novo foco com a conservação de pinturas do pernambucano. Iniciativa de projeto de continuidade, após final de aporte do ProAC, surge com provisão orçamentária vinda de locações, visitas guiadas, brechó e bilheteria de peças da companhia

O sobrado da Bela Vista que guarda três décadas de memória viva do Teatro Oficina acaba de ganhar um novo capítulo. A Casa de Acervo Oficina, espaço inaugurado em 2023 para abrigar figurinos, adereços e objetos de cena da histórica companhia – fundada por José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi, Carlos Queiroz Telles, Jairo Arco e Flecha, Amir Haddad e Moacyr do Val – anuncia agora o início do restauro de um conjunto de pinturas de Surubim Feliciano da Paixão, artista nascido em 1940, em Machados, no agreste pernambucano, e morto em São Paulo, em 1991.


Zelador, cirandeiro, músico, compositor e artista visual, Surubim trabalhou no Oficina a partir do retorno de vários integrantes da companhia do exílio, em 1979. No início dos anos 1980, participou de eventos musicais realizados pelo teatro, capitaneando um conjunto de ciranda e o grupo Forró do Avanço, além de integrar o circo comandado por Verônica Tamaoki e todos os movimentos forjados pela trupe do Oficina. 


Surubim também é autor de Tupi or not Tupi, uma das músicas mais emblemáticas da versão cinematográfica de O Rei da Vela, projeto iniciado em 1971 e interrompido em 1974 pela ditadura, quando seus idealizadores foram presos e exilados. Finalmente concluído em 1982, o filme teve direção de Zé Celso e Noilton Nunes, com Renato Borghi, José Wilker, Esther Góes, Henriqueta Brieba, Carlos Gregório e Maria Alice Vergueiro, entre outros, no elenco. Em 1985, com parte dos direitos autorais obtidos com a venda do filme para a Alemanha, Surubim produziu e gravou seu único disco autoral, Tupi or not Tupi, acompanhado do grupo Caboclos Cirandeiros e Os Tupis do Oficina e reafirmando a canção como um dos hinos da companhia.


Ao longo de 12 anos, Surubim foi também parte de uma geração que incluiu Edgard Ferreira, Sandy Celeste e Zuria – artistas que estiveram na linha de frente de um processo fértil para a construção do espetáculo Os Sertões – e foi ainda uma personagem chave no processo de tombamento e desapropriação do Teatro Oficina.


“Zelador, cirandeiro, músico compositor, artista visual, liderança política e artística: a obra de Surubim Feliciano da Paixão nasceu do chão do teatro, da convivência com os atores, da música e da fé que ele trazia de Pernambuco”, afirma Elisete Jeremias, diretora geral da Casa de Acervo Oficina. “Restaurar seus quadros é devolver a uma de nossas inspirações e um dos nossos mestres o devido lugar de destaque.”


Os quadros – o mais famoso deles, O Fantástico Cavalo Azul – foram criados por Surubim ao longo da década de 1980, especialmente durante as leituras e ensaios que antecederam a montagem de Mistérios Gozósos (1983). Pintadas sobre suportes improvisados como tampos de madeira, as telas sintetizam o espírito livre e a simbiose entre palco, arquitetura e imaginário popular que marcaram a retomada do Oficina após a volta de Zé Celso do exílio em Portugal e Moçambique.


O projeto de conservação será coordenado pela restauradora Valéria de Mendonça, que atuou na Pinacoteca do Estado de São Paulo, por 14 anos, e é referência na área de pintura de cavalete e na implantação de reservas técnicas em instituições públicas.


“Quando a Valéria veio aqui e viu os quadros do Surubim, ela se apaixonou na hora. Esse restauro não foi um trabalho encomendado – foi um encontro”, conta o ator Victor Rosa, coordenador geral da Casa de Acervo Oficina e integrante do Teatro Oficina desde 2018. “Ela reconheceu a precariedade radical da pintura, o artista que usava o que tinha, e disse: ‘Temos que fazer de qualquer jeito!’. Agora o Surubim é o próximo movimento natural desse organismo vivo que é a Casa de Acervo Oficina.”


Em 23 de Abril de 2026, dia de São Jorge, a sede do Bixiga da Casa de Acervo Oficina foi tomada pelo grupo de trabalho composto por Elisete Jeremias, Bianca Terraza, Joel Carlos, Alessandra Cavaco, Victor Rosa e Valéria de Mendonça, que deram início aos processos de pesquisa e restauração dos quadros de Surubim – ação coletiva que seguirá um cronograma de três meses, com atividades às segundas e quintas-feiras.


Balanço do ProAC

Ao longo de 12 meses, o aporte financeiro do ProAC transformou a Casa de Acervo Oficina do que seus coordenadores descreviam como um “depósito” para uma reserva técnica organizada e acessível. Mais de 3.500 peças foram catalogadas (superando a meta inicial de 3 mil), e mais de 2 mil itens foram digitalizados na plataforma Tainacan (UnB/Ibram), disponibilizando imagens e fichas técnicas para pesquisadores, escolas de moda, artistas e público geral interessado – tudo isso de forma gratuita graças a iniciativas públicas como o ProAC.


A equipe do projeto envolveu cerca de 20 artistas da própria companhia – atores, camareiras, cenotécnicos – sob a direção de Elisete Jeremias e coordenação de Victor Rosa. A camareira Cida Melo, há mais de 25 anos guardiã voluntária dos figurinos, foi peça-chave na preservação que permitiu que a coleção chegasse ao patamar atual, e a formação da trupe que conduz o dia a dia da Casa de Acervo Oficina foi potencializada com uma oficina de Conservação Têxtil com a consultora Cláudia Nunes, referência internacional, que ministrou técnicas de acondicionamento e higienização.


“Nosso trabalho com o ProAC nunca foi só cumprir metas. Foi provar que um acervo de grupo pode ser tratado com grande rigor técnico, sem perder a alma de teatro vivo”, explica Henrique Pina, gestor de projeto da Casa de Acervo Oficina. “Isso mostra o que o fomento público bem aplicado pode fazer: não apenas organizar o passado, mas lançar pontes para o futuro. É a prova de que, quando o poder público confia nos artistas, o retorno é concreto, público e duradouro. Agora, o grande sonho é termos um espaço com sede própria e uma central técnica unificada e acessível, que contemple todo o acervo do Teatro Oficina – mas esse primeiro passo já é histórico”, comemora.


O sobrado de três pavimentos que sedia a Casa de Acervo Oficina também passou por adequações de infraestrutura (segurança patrimonial, equipamentos contra incêndio e outros), e no espaço foram produzidos conteúdos audiovisuais de memória oral para o canal de YouTube do Teatro Oficina. A Casa de Acervo Oficina também incrementou, ao longo dos 12 meses de aporte do ProAC, o volume de visitas guiadas e segue realizando locações de peças da própria companhia e para projetos externos, teatrais, mas também audiovisuais e de eventos – gerando difusão do acervo e sustentabilidade.


“O restauro das obras do Surubim dá visibilidade a parte de uma vasta história do Teatro Oficina. Memória não é acúmulo. É responsabilidade. Com Vadim Nikitin e Catherine Hirsch aprendemos que a cena não termina na estreia – o trabalho continua, se refaz, se sustenta. Dar continuidade a esse legado é assumir um compromisso: não apenas guardar, mas cuidar, ativar e transmitir. Queremos escolas de moda, artistas, técnicos, estudantes. Queremos troca, circulação, sem exclusão. A Casa de Acervo Oficina aponta para um modelo de teatro que cuida do que produz. Preservar arte é uma escolha de futuro”, conclui Elisete jeremias.


Além das visitas e das locações, a Casa de Acervo Oficina também conta com um brechó e um ponto de vendas das mercadorias da companhia, além de receber uma porcentagem da bilheteria de espetáculos do Teatro Oficina que usem peças do acervo, para a viabilização da continuidade da rotina da casa, que pode ser acompanhada no perfil do Instagram @casadeacervo.oficina Mesmo com os avanços recentes, a manutenção do espaço ainda é frágil. A locação e manutenção do sobrado e a remuneração de profissionais dependem de novos apoios. Desde 2016, a companhia não conta com patrocínio regular. Por isso a Casa de acervo Oficina aceita doações e colaborações pela chave Pix casadeacervo.oficina@gmail.com


Campanha convida população a escutar as aves da Mata Atlântica em parques de SP

 


Programação gratuita une observação de aves, educação ambiental e conscientização sobre conservação da biodiversidade
 


Antes mesmo de serem vistas, muitas aves da Mata Atlântica são percebidas pelo som. O canto vindo das copas, o movimento entre as árvores e a presença discreta da fauna ajudam a lembrar que, mesmo em meio às grandes cidades, a floresta ainda resiste e continua pedindo atenção. É com esse convite à escuta e à conexão com a natureza que a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), por meio das diretorias de Parques Urbanos e de Biodiversidade e Biotecnologia, participa da campanha nacional “Escute as Aves da Mata Atlântica”, lançada oficialmente no próximo dia 27 de maio, das 8h30 às 16h.

Ao longo da semana, os parques estaduais receberão atividades gratuitas de educação ambiental, observação de aves, rodas de conversa, trilhas guiadas, exposições e oficinas voltadas à conscientização sobre preservação da fauna e dos habitats naturais. A proposta é aproximar o público da biodiversidade presente nos parques urbanos e estimular a conexão das pessoas com a Mata Atlântica por meio da escuta, da observação e da experiência direta com a natureza.

Durante as atividades, os frequentadores serão orientados a manter silêncio para contemplar o som das aves, permitindo que o canto natural da fauna se destaque e proporcionando uma imersão sensorial mais profunda. Essa prática, além de enriquecer a experiência dos visitantes, reduz o estresse e favorece a observação das espécies em seu comportamento habitual.

No Parque Jequitibá, na divisa entre São Paulo e Cotia, a programação inclui atividades lúdicas com crianças sobre a redução da cobertura original da Mata Atlântica, plantio de mudas nativas, trilhas de avistamento de fauna e oficinas de bombas de sementes (argila e sementes de ipê). Já o Parque Ecológico do Tietê, no núcleo Engenheiro Goulart, na zona Leste da capital, promoverá a atividade “Asas do Tietê”, dedicada à observação de aves e à conscientização sobre a importância ecológica das várzeas urbanas.

No Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu, na zona Leste, os visitantes poderão participar de exposições sobre espécies ameaçadas da Mata Atlântica, caminhadas para reconhecimento de plantas nativas e atividades de avistamento de fauna. A programação também prevê ações no Parque Estadual Chácara da Baronesa, em Santo André, no ABC paulista, com rodas de conversa sobre identificação de aves, escuta de cantos em campo, trilhas de observação e atividades artísticas voltadas ao público infantil. As atividades foram estruturadas para dialogar com diferentes públicos e reforçar, de forma acessível, temas como conservação dos habitats, combate ao tráfico de animais silvestres e valorização da biodiversidade brasileira.

Conservação e conscientização

A campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica” foi criada de forma colaborativa por instituições públicas, pesquisadores, universidades e organizações da sociedade civil que integram o PAN Aves da Mata Atlântica. A iniciativa aborda temas como perda de habitat, caça e tráfico de animais, espécies exóticas invasoras e soltura inadequada de fauna silvestre, buscando ampliar o engajamento social em torno da conservação das aves do bioma.

“A participação da Semil nessa mobilização reforça o papel da educação ambiental na conservação da biodiversidade. Os parques urbanos são espaços estratégicos para aproximar as pessoas da natureza e despertar esse olhar de pertencimento e cuidado com a Mata Atlântica e suas espécies”, afirma Patrícia Locosque Ramos, diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil.

Para Ana Lúcia Seabra, diretora de Parques Urbanos, as atividades também ajudam a fortalecer a relação da população com os espaços verdes da cidade. “Os parques estaduais são ambientes de convivência, aprendizado e conexão com a biodiversidade. Ao promover ações de observação de aves e sensibilização ambiental, mostramos que esses espaços também são fundamentais para a conservação da fauna e para a qualidade de vida da população”, destaca.

Conservar para manter a vida
 

A Mata Atlântica abriga cerca de 890 espécies de aves, sendo mais de 200 exclusivas desse bioma. Apesar de sua importância ecológica, climática e hídrica, a floresta sofre pressão constante do desmatamento, da fragmentação de habitats e do tráfico de animais silvestres. A campanha pretende justamente ampliar a conscientização da sociedade sobre esses impactos e incentivar a participação da população na proteção da biodiversidade brasileira.
 

Serviço: Campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica”
Dia 27 de maio
Das 8h30 às 16h

Endereços dos parques:

Núcleo de Lazer Maria Cristina Hellmeister de Abreu - Av. Kumaki Aoki, nº 1389 - Jardim Helena - São Paulo. Telefone: (11) 2823-2475

Parque Ecológico do Tietê - Núcleo de Lazer Engenheiro Goulart - Rodovia Parque Nº 8055, Vila Santo Henrique - São Paulo. Telefone: (11) 2823-2250 / 2823-2266

Parque Jequitibá - Rua Sapucai 320-776 - Gramado - Cotia - São Paulo. Telefone: (11) 4613-6651

Parque Estadual Chácara da Baronesa - Avenida José Fernando Medina Braga, 8 - Santo André - SP, Bairro Jardim Las Vegas. Telefone: (11) 4422-9081

Gladys Maldaun retrata a memória urbana de São Paulo em nova exposição no Centro Cultural Olido

 

A mostra "Cidade Postal - Pinturas de Gladys Maldaun" convida o público a um percurso visual pelas transformações do centro da metrópole

“Pico do Jaraguá,” 2009, Gladys Maldaun

A memória de uma cidade é um tecido em constante mutação, moldado pelas escolhas de preservação e reconhecimento de sua história coletiva. Em São Paulo, uma metrópole marcada por intensas transformações urbanas, a arte emerge como um testemunho essencial. É nesse contexto que a exposição "CIDADE POSTAL – Pinturas de Gladys Maldaun" se apresenta, estabelecendo um diálogo profundo entre a produção artística, a memória urbana e as contínuas mudanças no coração da capital paulista.

Gladys Maldaun retorna com mais de 20 obras, incluindo pinturas, aquarelas e pastéis, a mostra oferece um panorama das paisagens urbanas, monumentos, estações ferroviárias, fábricas e cenas cotidianas que delinearam a cidade ao longo das últimas décadas. A escolha do Centro Cultural Olido, na Sala Mario Pedrosa, para abrigar a exposição, confere uma camada adicional de significado. Localizada em uma região central que passa por um importante processo de revitalização, a galeria se torna um ponto de encontro entre passado e presente, onde as obras de Gladys Maldaun permitem ao visitante compreender as permanências e transformações que atravessam São Paulo, reforçando o papel da ocupação cultural na construção de novos vínculos com o centro da cidade.

Os trabalhos expostos revelam uma São Paulo observada com sensibilidade e precisão. Peças como "Praça Ramos", "Viaduto do Chá", "Construção do Metrô", "Plataforma dos Trens", "Fábricas do Brás", "Beirando a Estação" e "Estação dos Trens – Brás" destacam a vitalidade dos espaços de circulação, trabalho e convivência que forjaram a identidade paulistana. As obras dedicadas à região do Brás revelam ainda um olhar atento para territórios historicamente ligados à imigração, ao trabalho e à formação industrial da capital, registrando espaços que hoje atravessam processos acelerados de transformação urbana. Em contraponto, trabalhos como "Porões e Poesias" e "Ousadia da Artista" introduzem uma perspectiva mais subjetiva e afetiva sobre a experiência de viver na cidade.

“Viaduto do Chá” por Gladys Maldaun (Foto: J.Mantovani.)

Gladys Maldaun, nascida em 1943, possui uma trajetória artística robusta, desenvolvendo pesquisas em desenho, pintura, pastel e aquarela desde o início da década de 1960. Sua formação inclui estudos com mestres como Lubra, Amadeo Scavone e Chen Kong Fang, além de aprofundamento na Escola Superior de Belas Artes de San Fernando, em Madri. Seu trabalho, predominantemente figurativo e frequentemente realizado in loco, tornou-se um importante documento visual da cidade, registrando bairros operários, transformações urbanas e espaços em risco de desaparecimento, especialmente na região do Brás. Ao longo de décadas, a artista construiu uma espécie de cartografia afetiva de São Paulo, transformando cenas cotidianas em testemunhos visuais da memória coletiva paulistana.

Com curadoria de Barbara Ivo de Freitas, produtora cultural, a exposição propõe uma reflexão sobre memória urbana, patrimônio e transformação da cidade, aproximando o olhar de Gladys Maldaun das discussões contemporâneas sobre revitalização e ocupação cultural do centro de São Paulo.

“Estação dos Trens - Brás” e “Construção do Metrô” por Gladys Maldaun (Foto: J.Mantovani.)

A exposição também dialoga com debates contemporâneos sobre revitalização urbana, preservação do patrimônio e reocupação cultural do centro de São Paulo. Ao reunir cenas de circulação, trabalho e convivência registradas ao longo de décadas, as obras de Gladys Maldaun evidenciam não apenas as transformações físicas da cidade, mas também as camadas afetivas, sociais e simbólicas que compõem a experiência urbana. Nesse contexto, "CIDADE POSTAL" convida o público a revisitar São Paulo não apenas como espaço físico, mas como território de experiências, histórias e pertencimento.

Gladys Maldaun com sua série “Praça Ramos I e II”, 1903  (Foto: J.Mantovani.)

A realização da mostra no Centro Cultural Olido reforça ainda o papel das artes visuais como instrumento de aproximação entre memória e cidade contemporânea, reafirmando a cultura como elemento fundamental na preservação da identidade urbana e na reocupação simbólica dos espaços centrais da capital paulista.

Serviço:

Exposição: CIDADE POSTAL – Pinturas de Gladys Maldaun

 

Abertura: 30 de maio de 2026, a partir das 11h

 

Período de visitação: 30 de maio de 2026 a 04 de julho de 2026

 

Local: Centro Cultural Olido – Galeria Olido | Sala Mario Pedrosa

 

Avenida São João, 473 – Centro Histórico, São Paulo/SP

Entrada gratuita

segunda-feira, 11 de maio de 2026

“AMAZÔNIA E MODERNISMO: A REVOLUÇÃO QUE VEM DA FLORESTA” CURSO ONLINE GRATUITO DESTACA PROTAGONISMO AMAZÔNICO NA LITERATURA BRASILEIRA

 


 
Novo curso livre do Sesc São Paulo propõe uma revisão crítica do Modernismo no Brasil, destacando a Amazônia como eixo fundamental dessa transformação cultural. 
 
Inscrições gratuitas em ead.sesc.digital

 

Paulo Vieira ressalta o protagonismo da Amazônia na literatura modernista brasileira. Foto: Particular Filmes (Altamira, PA)

 


 

O Modernismo brasileiro costuma ser associado à Semana de Arte Moderna de 1922, frequentemente apontada como seu ponto de origem. Mas forças decisivas de outras regiões do Brasil também impulsionaram a renovação estética e cultural do País. No curso online AMAZÔNIA E MODERNISMO: A REVOLUÇÃO QUE VEM DA FLORESTA, realizado e oferecido pelo Sesc São Paulo, o professor e poeta Paulo Vieira propõe deslocar esse olhar, revelando o protagonismo da Amazônia, seus autores e suas histórias, como território fértil de criação, pensamento e ruptura. Inscrições gratuitas e ilimitadas, disponíveis permanentemente.

Ao longo de cinco aulas, o curso convida o público a compreender como mitos, lendas, paisagens e experiências amazônicas, caboclas, indígenas e ribeirinhas atravessaram obras fundamentais da literatura brasileira, contribuindo para a construção de uma identidade nacional plural. Revela que, em paralelo aos movimentos do Sudeste, autores do Norte também estavam produzindo obras modernistas. Partindo do contexto histórico da região — do Brasil colônia ao ciclo da borracha e ao Modernismo local —, o curso percorre a produção de escritores como Bruno de Menezes, Eneida de Moraes e Dalcídio Jurandir, além de estabelecer conexões com obras centrais como Macunaíma, de Mário de Andrade, e Cobra Norato, de Raul Bopp. As aulas também apontam como a primeira fase modernista paraense influenciou outros autores mais tarde, como Maria Lúcia Medeiros, Edyr Augusto e Max Martins.

Para Paulo Vieira, poeta, engenheiro florestal e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Modernismo brasileiro deve ser compreendido como uma rede de influências e trocas, e não como um movimento centralizado. “A floresta não é cenário, mas força criadora. É dela que emergem narrativas, imagens e modos de pensar que transformaram profundamente a literatura brasileira”, aponta. As aulas foram gravadas na Amazônia, às margens do rio Xingu. A proposta do curso, segundo ele, é ampliar o repertório crítico e sensível dos participantes, conectando literatura, território e biodiversidade em uma abordagem acessível e interdisciplinar.

A cada aula, referências fundamentais do pensamento amazônico ajudam a aprofundar o debate, como Benedito Nunes e Vicente Salles. O conteúdo é enriquecido por materiais complementares — entre artigos acadêmicos, dissertações e teses —, além de leituras dramatizadas e registros visuais que aproximam o público das paisagens e da biodiversidade da floresta, integrando palavra e experiência sensível.

Aberto a diferentes públicos — de leitores interessados a estudantes, professores e pesquisadores —, o curso não exige conhecimentos prévios. As aulas são acompanhadas por conteúdos adicionais que expandem a reflexão e incentivam o aprofundamento nos estudos sobre o Modernismo e suas múltiplas origens.

Com vagas ilimitadas, o curso é gratuito e assíncrono, permitindo que cada participante organize seu próprio ritmo de aprendizagem. Ao final, o conteúdo sistematizado oferece um panorama crítico que convida à revisão de narrativas consolidadas, destacando a Amazônia como elemento central na construção da cultura brasileira. Não há emissão de certificado.
 

Currículo do curso

Aula 1 – A árvore do Modernismo brasileiro tem suas raízes na Amazônia
Aula 2 – Belém do Grão-Pará: Bruno de Menezes e o livro Batuque 
Aula 3 – Oswald Canibal, Macunaíma e a Cobra Grande
Aula 4 – Eneida, apenas Eneida
Aula 5 – De Dalcídio Jurandir a Max Martins: frutos do Modernismo na floresta

 

SOBRE O EDUCADOR

Paulo Vieira é poeta, engenheiro florestal, doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Pará (UFPA), no campus de Altamira, onde leciona desde 2016. Autor de 15 livros entre poesia, contos, literatura infantojuvenil, romance e crítica literária, recebeu diversos prêmios e teve obras traduzidas para o espanhol e o francês. Desenvolve uma prática pedagógica que entrelaça literatura, território e saberes da floresta, utilizando a palavra como instrumento de reflexão e defesa da Amazônia.

 

SERVIÇO

AMAZÔNIA E MODERNISMO: A REVOLUÇÃO QUE VEM DA FLORESTA
Curso EAD – Sesc São Paulo
Educador: Paulo Vieira
Formato: 5 videoaulas assíncronas, com materiais complementares
Vagas: ilimitadas
Plataforma: EAD Sesc Digital
Classificação indicativa: Livre
Inscrições e informações: ead.sesc.digital

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