quarta-feira, 19 de agosto de 2026

MASP apresenta coletiva internacional Histórias Latino-Americanas

Antonio Caro, Colombia, 1980. Foto: Museo de Arte Moderno de Bogotá, cortesia Casas Riegner

 4 de setembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027

 

O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand inaugura, no dia 4 de setembro, a coletiva internacional Histórias latino-americanas. Ocupando cinco galerias expositivas do Edifício Pietro Maria Bardi, a exposição reúne 187 trabalhos de 148 artistas provenientes de 20 países. A mostra analisa como colonização, migração, movimentos de resistência e projetos de nação contribuíram para a criação de diferentes narrativas sobre a América Latina.
 

Com curadoria de Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Julieta González, curadora-adjunta, MASP, obras do período pré-colonial ao contemporâneo dialogam a partir de problemas compartilhados, como a colonização, o extrativismo, os projetos de progresso, as formas de organização coletiva, as migrações, as diásporas e as aspirações de futuro. Pinturas, documentos, mapas, esculturas, fotografias, instalações, têxteis e vídeos revelam o uso de imaginários e símbolos para inventar, governar e disputar a região ao longo do tempo.

 

“A América Latina está interligada por múltiplos processos históricos, como a invasão colonial, o genocídio de populações, a herança do colonialismo europeu, o imperialismo estadunidense. Também se conecta por meio de formas coletivas de transformar a adversidade em criação, pela produção e pelo consumo de telenovelas, por festividades massivas e ritmos complexos que respondem a muitos intercâmbios. A região é uma zona de conflito e criação. A exposição não pretende encerrar a discussão, nem oferecer uma narrativa total sobre o continente. Ao contrário, seu gesto é abrir a percepção sobre regimes visuais, temporalidades e questões”, diz Amanda Carneiro.

 

A exposição está organizada em cinco núcleos: O mundo ao revés, Retórica do progresso, Sociedades americanas, Estamos em salsa e A queda do céu.

 

O mundo ao revés parte do conceito andino pachakuti, que nomeia uma inversão radical da ordem do mundo. Para inúmeros povos indígenas, a invasão europeia das Américas produziu uma ruptura dessa natureza, alterando relações com o território, o tempo e o conhecimento. O conjunto de obras reflete como a colonização inventou um mito de paraíso tropical repleto de riquezas naturais que estaria à disposição para ser explorado pela Europa, e a versão latino-americana do Barroco.

 

Retórica do progresso examina como projetos de urbanização e industrialização moldaram uma narrativa latino-americana do século 20, revelando promessas e contradições. A cidade, a fábrica, a rodovia, a arquitetura e o planejamento urbano despontam como uma vitrine de uma modernidade anunciada, mas também como instrumentos de controle, desigualdade e devastação ambiental. A expografia permite que uma das janelas do Edifício Pietro Maria Bardi revele a vista da Avenida Paulista, estabelecendo um diálogo entre a capital paulista e a exposição. Nesse núcleo, a obra comissionada Nuremberg Map of Tenochtitlan, da artista mexicana Mariana Castillo Deball, ocupa parte do piso do espaço expositivo. A instalação reproduz em grande escala um dos primeiros mapas europeus feitos de Tenochtitlan — então capital do Império Asteca e atual Cidade do México. Deball evidencia como a cartografia colaborou para classificar, administrar e dominar o território indígena. A mostra apresenta ainda outras obras comissionadas de JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube), Marcela Cantuária, Marcelo Cidade, Manuel Chavajay, Maurício Lupini e Podeserdesligado.

 

Em Sociedades americanas, a exposição olha para formas de organização comunitárias, como quilombos, cooperativas, movimentos camponeses e pedagogias populares, que pensam a construção de alternativas concretas às promessas não cumpridas do desenvolvimento.

 

Estamos em salsa faz referência à canção homônima lançada em 1978 pelo músico nova-iorquino de origem porto-riquenha Wayne Gorbea. Formada por matrizes afro-caribenhas, o estilo musical surge do encontro entre migrantes, gravadoras, bailes e comunidades latinas, consolidando-se em Nova York. Obras como Inserções em circuitos ideológicos: Projeto Coca-Cola (1970), de Cildo Meireles, e Colombia (1980), de Antonio Caro, abordam as relações entre dependência econômica e repertório cultural por meio de produtos como Coca-Cola, petróleo, banana, dendê, milho e taco. Meireles grava mensagens políticas sobre garrafas retornáveis e as devolve às prateleiras, infiltrando sua crítica na logística do varejo. Caro, por sua vez, subverte a logomarca do refrigerante, forçando a identidade de seu país a se moldar aos signos de uma mercadoria global.

 

O último núcleo, A queda do céu, é nomeado em referência ao livro escrito por Davi Kopenawa e Bruce Albert. No livro, publicado em 2010, os autores revelam como a destruição da floresta amazônica pela invasão garimpeira desencadeia uma catástrofe que ultrapassa a noção de crise ambiental e nomeia o colapso concreto das relações que mantêm a vida de pé. O núcleo articula o sonho e o mito, compreendidos como formas de conhecimento alternativas às utopias de progresso. A coexistência e a sobreposição de territórios e linhas do tempo também orientaram a expografia da mostra. O público pode seguir a sequência proposta para percorrer a exposição ou pode estabelecer seus próprios caminhos, criando associações e leituras diversas. A pintura Metaesquemas (1956‒1958), de Hélio Oiticica, foi uma referência para painéis, blocos de cores e cortes diagonais que evitam uma separação rígida entre as seções, favorecendo a continuidade e o diálogo entre diferentes trabalhos.
 

Histórias latino-americanas é o tema do ciclo curatorial de 2026. A programação do ano também inclui as mostras de Jesús Soto, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Carolina Caycedo, Sol Calero, Damián Ortega, Colectivo Acciones de Arte, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Santiago Yahuarcani e Sandra Gamarra Heshiki.
 

A mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”, palavra que engloba ficção e não ficção, relatos pessoais e políticos, narrativas privadas e públicas, possuindo um caráter especulativo, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido, entre os programas anuais e as exposições anteriores, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017), Histórias Afro-Atlânticas (2018), Histórias das Mulheres, Histórias Feministas (2019), Histórias da Dança (2020), Histórias Brasileiras (2021–22), Histórias Indígenas (2023), Histórias LGBTQIA+ (2024) e Histórias da Ecologia (2025).

 

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.
 

CATÁLOGO

Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição. O livro tem organização editorial e textos de Adriano Pedrosa, Amanda Carneiro e Julieta González.
 

LOJA MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais, que incluem cadernos, blocos, postais, ímãs e marca-páginas.

 

REALIZAÇÃO

Histórias latino-americanas é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem patrocínio master de Nubank e patrocínio Vivo.
 

SERVIÇO

Histórias latino-americanas

Curadoria: Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Julieta González, curadora-adjunta, MASP,

com assistência de Teo Teotonio, assistente curatorial, MASP

 

4.9.2026 — 31.1.2027

Edifício Pietro Maria Bardi, 2º ao 6º andar

 

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta

e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das

18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h);

fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos

produtos selecionados da Loja MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.
 

Com Carlos Francisco e Elisa Lucinda, filme ‘Barulho’ é um dos destaques do 37º Kinoforum, em SP



Curta ainda faz estreia internacional e participa de mais seis festivais de cinema em agosto
 

Dirigido pela cineasta Karen Suzane, o filme ‘Barulho’ concorre no 37º Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, um dos principais espaços de exibição, reflexão e circulação de curtas-metragens no Brasil e no mundo. O evento reúne 260 filmes de 58 países em uma programação gratuita que vai de 20 a 30 de agosto, na capital paulista. ‘Barulho’ compõe a Mostra Brasil 3 - Chagas In-silentes e será exibido logo no dia da abertura, às 20h45, na Cinemateca - Sala Oscarito; no dia 22, às 20h30, no CineSesc; e dia 26, às 18h, no Museu da Imagem e do Som.
 

“Barulho tem trilhado um caminho lindo no circuito de festivais, tanto no Brasil quanto no exterior. É a primeira vez que um projeto dirigido por mim estreia em um evento com a dimensão do Kinoforum, um espaço do qual sempre sonhei fazer parte”, celebra Karen Suzane, diretora do filme.
 

Estrelado por Carlos Francisco, o filme aborda o luto, a amizade e o poder transformador da música e é um dos 127 filmes nacionais que participam do festival, entre os 845 inscritos nesta edição. Na história, Humberto, um viúvo solitário e preso à dor da perda, vê sua rotina silenciosa ser abalada pela chegada de dois vizinhos sambistas. Entre o peso do silêncio e a leveza do samba, inicia-se uma batalha invisível que o força a encarar o luto, até que a música prevalece.
 

Com elenco inteiramente negro, Barulho conta com a participação especial de Elisa Lucinda. Ao lado dos veteranos, atuam Dan Ferreira, Vitor Britto, Anne Belize, Joyce, Mihh Moraes, Veto Martins e Alicia dos Anjos, atriz trans que interpreta a personagem Lúcia, uma mulher cis e filha de Humberto.


Maratona por Festivais de Cinema
Além de participar do 37º Kinoforum, ‘Barulho’ foi selecionado para outros sete festivais, em agosto. Iniciou o mês concorrendo no 2º Festival Internacional Goitacá de Cinema (RJ) e no 3º FestFlavio – Festival Nacional de Curtas Flavio Migliaccio (RJ). Nesta segunda metade do mês, o filme segue em circulação pelos seguintes eventos: 2º Festival de Cinema Itapaty (SP), 18º MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar (RJ), 3, Cine Jardim – Festival de Cinema de Belo Jardim (PE) e Cine Callejero | Cineclube El Caracol (ES). Em setembro, o curta segue para o 8º Festicine Pedra Azul (ES).
 

Com roteiro de JulyFrans, Leonardo Lumas e Caio Pudenzi, sendo os dois primeiros também coprodutores da obra, o curta-metragem também faz a sua estreia internacional no 3º FINCI – Festival Internacional de Nuevo Cine Independiente. O evento ocorre em Buenos Aires, Argentina, até o dia 29.
 

“Ver esse filme ultrapassar fronteiras e ganhar o mundo em tantos festivais é a realização de um sonho que começou no papel. Saber que nossa história está ressoando em tantas telas e tocando públicos tão diversos mostra a força do cinema independente e dá um sentido enorme a cada detalhe que escrevemos”, comenta JulyFrans, roteirista do curta.


A estreia de ‘Barulho’ por festivais aconteceu em março deste ano, durante uma sessão especial do Cine 72, em Minas Gerais, onde voltou a ser exibido em junho. A produção também participou do II Festival Curta Aparecida, em Goiás, e do Festival Avoador, na Paraíba.
 

'Barulho' é patrocinado pela BB Seguros, produzido pela Maruti Blue Produções, com produção associada de Tina Tigre e distribuição da Tarrafa.


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

CAIXA Cultural São Paulo promove temporada gratuita de MPB com Marcelo Jeneci, Elba Ramalho, Chico César e Tulipa Ruiz

 


Entre os dias 20 e 30 de agosto, o Festival Palco Brasil retorna à São Paulo, assinando oito shows intimistas de voz e violão com grandes nomes da música brasileira.

A maior temporada de shows da Música Popular Brasileira retorna à CAIXA Cultural São Paulo, entre os dias 20 e 30 de agosto, sempre às 19h, para a nova edição do Festival Palco Brasil. Nas vozes de Elba Ramalho, Chico César, Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz, as noites intimistas de MPB prometem encantar os fãs com sucessos e clássicos que atravessam gerações. Sujeitos à lotação do espaço, os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis para retirada uma hora antes de cada espetáculo.

A abertura dos shows em São Paulo será conduzida pelo cantor, sanfoneiro e tecladista Marcelo Jeneci, que sobe ao palco no dia 20 (quinta-feira). Orquestrando a união entre a sanfona, presente do mestre Dominguinhos, com melodias e letras marcantes, o artista apresenta o repertório do show "Pra Sonhar". Autor do sucesso homônimo e do hit Felicidade, Jeneci inaugura os encontros do Festival Palco Brasil em uma experiência repleta de emoção, musicalidade, memória e poesia. 

Nos dias 21 (sexta-feira), 22 (sábado) e 23 (domingo), Elba Ramalho leva ao palco da CAIXA Cultural São Paulo toda a força e a tradição da música nordestina. Com mais de 40 anos de carreira, dois Grammys Latinos e uma trajetória marcada pela voz em “De Volta Pro Meu Aconchego”, Elba é uma das maiores intérpretes do país. Assinando três noites de shows, a cantora percorre faixas que marcaram gerações, celebrando o forró, o xote e o frevo, transformando o Grande Salão em um encontro de celebração das raízes nordestinas e da diversidade da música brasileira. 

Na última semana do mês, Chico César assume o palco nos dias 27 (quinta-feira) e 28 (sexta-feira). Em diálogo com seu mais recente trabalho, FOFO, décimo primeiro álbum de carreira, o cantor e compositor paraibano revisita canções que atravessam memórias, juventude e redescobertas, ao lado de composições como Ererré, Pobre Vila Rica e ‘Saudade Senhora Dona’. Marcado pela sensibilidade, experimentação e a riqueza cultural, Chico César convida o público a conhecer faixas compostas em sua adolescência, e que nunca haviam sido gravadas em sua discografia.

Encerrando a programação do Festival Palco Brasil em São Paulo, Tulipa Ruiz se apresenta nos dias 29 (sábado) e 30 (domingo), com o espetáculo Tulipa Noire, em um acústico que detalha a potência lírica e a força de suas composições. Vencedora do Grammy Latino e uma das principais vozes da música brasileira contemporânea, a cantora revisita canções de seus quatro discos ao lado do violão de Gustavo Ruiz, em uma apresentação marcada pela delicadeza, virtuosismo e pela conexão entre a intérprete e o público. Inspirado no show audiovisual dirigido pela cineasta Laís Bodanzky, as últimas noites do Palco Brasil SP prometem hits com a sensibilidade, criatividade e a emoção únicas de Tulipa Ruiz.

PALCO BRASIL
Um dos mais relevantes circuitos de difusão da música brasileira.


O Palco Brasil é um projeto de música e memória que valoriza grandes nomes e novos talentos da cena brasileira em apresentações intimistas e encontros com o público. Desde 2017, o projeto ocupa os teatros da CAIXA Cultural, em diferentes capitais do país, promovendo o acesso democrático à música e ao pensamento artístico.

Sob curadoria da produtora cultural Fernanda Bezerra, o Festival Palco Brasil já realizou mais de 90 apresentações entre as cidades de Salvador, Brasília, Recife, São Paulo e Fortaleza, reunindo grandes nomes como Roberta Sá, Sandra Sá, João Bosco, Fernanda Takai, Karol Conká, Zélia Duncan, Paulinho Moska, Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Hyldon, Chico César, Zezé Motta, Joyce Alane, Jota.pê, Adriana Calcanhotto, Geraldo Azevedo, Leci Brandão e Marcelo Jeneci.

Em 2026, o projeto retorna em sua nova edição na cidade de São Paulo, levando ao público uma programação plural e representativa, com nomes que marcaram e seguem influenciando a trajetória da nossa música.


Em shows comentados, em que o palco se transforma em espaço de troca, escuta e afeto, o evento apresenta formato que une música ao vivo e bate-papo, revelando histórias, processos criativos e vivências que ajudam a entender a diversidade da cultura brasileira. Para saber mais sobre essas e outras programações, acesse o site da CAIXA Cultural ou o Instagram @caixaculturalsp.


SERVIÇO:

[Festival Palco Brasil]

Local: CAIXA Cultural São Paulo: Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo - SP

Datas: entre os dias 20 de agosto e 30 de agosto de 2026

  • Dia 20 (quinta) – Marcelo Jeneci (show com acessibilidade em Libras)

  • Dia 21 (sexta) – Elba Ramalho

  • Dia 22 (sábado) – Elba Ramalho

  • Dia 23 (domingo) – Elba Ramalho

  • Dia 27 (quinta) – Chico César (show com acessibilidade em Libras)

  • Dia 28 (sexta) – Chico César

  • Dia 29 (sábado) – Tulipa Ruiz

  • Dia 30 (domingo) – Tulipa Ruiz


Horário: 19h
Ingressos: gratuitos (retirada uma hora antes do início de cada apresentação)
Classificação indicativa: 16 anos
Acesso a pessoas com deficiência

Jornada do Patrimônio reúne atividades para crianças e famílias nos dias 15 e 16 de agosto


Programação reúne atividades lúdicas em museus, bibliotecas, centros culturais e espaços públicos
 

São Paulo, agosto de 2026 – A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, reúne programação para o público infantil, durante o Festival do Patrimônio Histórico, deixando mais lúdico e divertido a história da cidade. O público pode participar de oficinas, espetáculos, visitas mediadas e experiências imersivas gratuitas para famílias, entre os dias 8 e 16 de agosto.

O Centro Cultural Banco do Brasil transforma o patrimônio em espaço de descoberta, com a atividade “Tardes Brincantes: Edificando o Centro”, que reúne visitas mediadas, contação de histórias e oficinas de arquitetura, no sábado (15) e domingo (16), a partir das 12h.
 

Na Casa de Cultura da Freguesia do Ó, a oficina “Graffitt Kids – Sonhos Pintados em Muros" será realizada no sábado (15), às 9h, apresentando o grafite como uma manifestação artística presente na paisagem urbana da cidade. Também no sábado (15), às 10h, a Biblioteca Hans Christian Andersen, no Tatuapé, recebe a oficina “Plantas e Memórias”, que convida crianças a explorar o entorno do bairro, observar a vegetação e criar registros utilizando a técnica da cianotipia.
 

Inspirado na literatura de cordel, a intervenção “Na Calçada da Paulista” reúne histórias, música e brincadeiras no sábado (15), às 11h. A sala de leitura infantil Lizette Negreiros, na Liberdade, recebe a contação “É o Bicho! Histórias do Reino Animal”, que reúne contos da literatura infantil.
 

O Museu da Língua Portuguesa leva a criançada para Visita ao Prédio da Estação da Luz no domingo (16),às 11h, propondo um percurso de observação do edifício histórico por meio de atividades práticas. Já o roteiro “È arayè Olubajé, Olubajé ajeumbó, realizado no Ilê Axé Omo Ajunsun, em Guaianases,aproxima crianças a tradições afro-brasileira no sábado (15), às 10h.


O Festival do Patrimônio reúne mais de 500 atrações gratuitas, entre os dias 8 e 16 de agosto, em todas as regiões da cidade, entre elas, visitas guiadas a edifícios históricos, roteiros, oficinas, cursos, shows, museus, feiras criativas e gastronômicas integram a programação, que reúne a 12ª Jornada do Patrimônio, a 4ª edição do Patrimônio à Mesa e a Semana de Valorização do Patrimônio.
Festival do Patrimônio: de 8 a 16 de agosto São Paulo terá mais de 500 atrações gratuitas entre roteiros, cursos e shows
 

MIACENA- Mostra Internacional de Artes Cênicas em Espaços Não Convencionais e Alternativos
 

O festival Miacena completa a programação do Festival do Patrimônio. O espetáculo “Flores e Delicadezas” acontece no sábado(15), às 11h, no Espaço Tula Pilar Ferreira, da Biblioteca Mário de Andrade, unindo palhaçaria, dança e brincadeiras em uma celebração da diversidade.
 

No Instituto Cervantes, o espetáculo colombiano “Clownti”, acontece no sábado (15) e domingo (16), às 14h, resgatando o universo da infância por meio da linguagem do circo e do teatro físico.


 

”Os Monstros que os Medos Criam" será encenado no domingo (16), às 13h, no Mosteiro de São Bento, com uma reflexão lúdica sobre os medos da infância. Encerrando os destaques, “O Barco das Memórias”, do Grupo Esparrama, se apresenta no Minhocão no domingo (16), às 14h, em uma peça teatral interativa encenada pela janela, enquanto o público acompanha pela rua.
 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cinemateca Brasileira recebe mostra em homenagem ao centenário do mestre polonês Andrzej Wajda

 © Orlando K Junior/Divulgação

 Evento integra as celebrações mundiais do Ano de Andrzej Wajda e apresenta uma curadoria que traça um paralelo entre a obra do cineasta e a gênese do Cinema Novo

 

MATERIAL IMPRENSA


 

Caça às moscas






















Terra prometida

 

O grande intérprete da alma polonesa e um dos realizadores mais influentes da história da sétima arte será celebrado em São Paulo. Entre os dias 14 e 16 de agosto, a Cinemateca Brasileira recebe a mostra Andrzej Wajda: O Romântico, uma parceria com a Embaixada da Polônia, o Consulado Geral da Polônia e a distribuidora polonesa Manãna. O evento integra a programação do Ano de Andrzej Wajda, que marca simultaneamente o centenário de seu nascimento e o décimo aniversário de sua morte, prestando uma grande homenagem internacional ao diretor.

 

A mostra apresenta uma seleção criteriosa de seis filmes do mestre, propondo um diálogo direto e fascinante com obras e figuras icônicas do cinema brasileiro. Para o espectador nacional, a palavra "romantismo" costuma evocar paixão e idealismo, mas para compreender Wajda, é preciso entendê-lo como uma força dramática: o confronto entre o indivíduo e o destino, o sacrifício e a busca da beleza em meio às ruínas da história.

 

A curadoria destaca essas ressonâncias entre a cinematografia polonesa e a brasileira por meio de aproximações singulares. A solidão urbana, por exemplo, é explorada em FEITICEIROS INOCENTES (1960), que retrata uma juventude marcada pelo isolamento. Já a relação entre arte e luto guia TUDO À VENDA (1968), uma elegia realizada após a morte do ator Zbigniew Cybulski.
 

Tudo à venda
As donzelas de Wilko

 

A visão implacável sobre a metrópole apresenta a Łódź industrial em TERRA PROMETIDA (1974). Wajda se debruça sobre a desconstrução do herói na sátira CAÇA ÀS MOSCAS (1969), que desmonta o heroísmo masculino por meio do humor. As reflexões sobre o tempo, a memória e a nostalgia conduzem, com delicadeza poética, AS DONZELAS DE WILKO (1979). Fechando a seleção, o conflito entre técnica e inspiração pauta O MAESTRO (1980), que explora o universo musical.

 

A obra de Wajda continua atual porque demonstra que o romantismo significa enfrentar os grandes dilemas da existência, debatendo liberdade, memória e história, transformando o cinema em um espelho da condição humana. No Brasil, é notável um paralelo de sua obra com a gênese do Cinema Novo. Cineastas como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirszman encontraram no diretor e na Escola Polonesa de Cinema a prova de que um cinema nacional podia ser, ao mesmo tempo, politicamente engajado, inovador e universal, ajudando nossa cinematografia a fortalecer sua vocação metafórica e consolidar uma linguagem própria.

 


CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

 

Horário de funcionamento

Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h

Salas de cinema: conforme a grade de programação.

Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados

 

Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)

Sala Oscarito (104 lugares)
Espaço Alberto Cavalcanti (Área externa) (300 lugares)

Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão


 

Sexta-feira, 14 de agosto

17h30_ Sala Grande Otelo: Feiticeiros inocentes [Niewinni czarodzieje – 1960, 83 min]

20h_ Sala Grande Otelo: Tudo à venda [Wszystko na sprzedaż – 1968, 94 min]

 

Sábado, 15 de agosto

15h_ Sala Grande Otelo: Caça às moscas [Polowanie na muchy – 1969, 104 min]

17h30_ Sala Grande Otelo: Terra prometida [Ziemia obiecana – 1974, 162 min]

 

Domingo, 16 de agosto

15h_ Sala Grande Otelo: As donzelas de Wilko [Panny z Wilka – 1979, 116 min]

17h30_ Sala Grande Otelo: O Maestro [Dyrygent – 1979, 102 min]

 


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Peça Única, da House of Hands Up (MS), chega ao Sesc 24 de Maio pela programação do Palco Giratório

 

 

 Com nove artistas em cena, espetáculo combina criação coletiva e improvisação em performance marcada pela experimentação e pela afirmação de existências LGBTQIAPN+

Créditos: Pablo Pacheco | Fotos divulgação

 


São Paulo, agosto de 2026 – O Sesc 24 de Maio recebe, nos dias 19 e 20 de agosto, às 20h, o espetáculo Peça Única, da House of Hands Up (MS). Inspirada na cultura ballroom, na técnica de dança vogue e na moda como linguagem artística, a montagem investiga os limites da beleza, da imagem e das formas de organização coletiva.

 

Com nove performers em cena, o espetáculo desafia a ideia de uma obra acabada ou fixa. A performance se constrói no atrito, no improviso e na gambiarra, assumindo a precariedade como escolha estética e política. Ao tensionar códigos relacionados à dança, à identidade e à afirmação de existência, Peça Única cria um espaço onde pessoas LGBTQIAPN+ tentam sonhar o ordinário e demarcar suas existências.

 

Sobre o grupo

 

Fundada em 2016, a House of Hands Up MS é uma referência na cultura ballroom no Centro-Oeste brasileiro. Primeiro coletivo sul-mato-grossense vinculado ao movimento ballroom, desenvolve pesquisas, criações e ações de difusão relacionadas ao voguing e às diversas estéticas e linguagens que compõem essa cultura.

 

Sobre o Palco Giratório

Criado em 1998, o Palco Giratório é um projeto do Sesc dedicado à difusão e ao intercâmbio das artes cênicas. Por meio da circulação de espetáculos selecionados por uma curadoria coletiva de profissionais de diferentes regiões do país, reúne artistas, públicos e territórios em torno de múltiplas linguagens, estéticas e modos de criação. A programação também contempla atividades formativas e encontros que ampliam o diálogo entre os participantes e fortalecem a circulação da produção artística brasileira.
 

A edição de 2026 homenageia os 40 anos do Grupo Sobrevento, referência internacional no teatro de animação. Fundado no Rio de Janeiro e radicado em São Paulo, o coletivo desenvolve, desde a década de 1980, uma trajetória marcada pela pesquisa e experimentação com bonecos, objetos e formas animadas, contribuindo para a consolidação dessa linguagem no cenário artístico brasileiro.
 

Mais informações em www.sesc.com.br/palcogiratorio
 

FICHA TÉCNICA

Coreografia e Direção: Roger Pacheco

Direção Artística e Dramaturgia: Marcos Mattos

Operação de luz: Breno Lucas

Figurino: Roger Pacheco

Confecção dos Figurinos: Fernando Frateliê

Ateliê de Costura Intérpretes: Tarso Aguillera, Flávio dos Santos, Gabriela Benitez, Yara Maria, Daniel de Andrade, Hednilthon Moraes, Greydson Clink, Johnny Mike, Roger Pacheco.

Paratexto: Febraro de Oliveira

 

Veja:

YouTube

 

Serviço

Peça Única

Com House Hands UP (MS)

Data: 19 e 20/8, quarta e quinta, às 20h

Local: Teatro do Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 14 anos

Ingressos: no site sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 11/8 e nas bilheterias das unidades Sesc SP, a partir de 12/8 - R$40 (inteira), R$20 (meia) e R$12 (Credencial Sesc).

Duração: 45 minutos

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

 

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300

 

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