quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Tons Coletivo estreia com exposição que explora diferentes significados da cor roxa


Primeira mostra do coletivo reúne oito artistas contemporâneos em torno das diferentes simbologias da cor roxa


Tons Coletivo estreia no circuito de artes visuais com “ROXO em TONS”, exposição que reúne oito artistas contemporâneos em torno de uma investigação sobre as múltiplas simbologias da cor roxa. Com curadoria de Audrey Barbosa, a mostra acontece de 3 a 9 de outubro de 2026, no Vazio Criativo, em São Paulo, reunindo trabalhos em fotografia, pintura, desenho, escultura, arte têxtil e linguagens híbridas. 

Historicamente associada ao poder, à espiritualidade, ao mistério, à memória e à transformação, a cor roxa deixa de ser apenas um elemento visual e se torna o ponto de partida para um diálogo entre diferentes trajetórias artísticas. Em “ROXO em TONS”, cada artista desenvolve uma pesquisa autoral a partir da cor, revelando como uma mesma tonalidade pode despertar narrativas, sensações e interpretações diversas. 

A exposição se organiza em quatro núcleos — Memória; Corpo e Afeto; Mistério e Espiritualidade; e Ruptura e Transformação — que conduzem o visitante por diferentes relações entre cor, matéria e experiência humana. O percurso reúne obras que exploram a memória inscrita nos objetos, as relações entre corpo e identidade, a conexão entre natureza e humanidade, além de processos de transformação presentes nos materiais e nas próprias trajetórias dos artistas. 

As obras atravessam questões da contemporaneidade como identidade, resistência, sustentabilidade, tecnologia, espiritualidade e relações humanas, evidenciando a potência da arte contemporânea em unir reflexão crítica e experimentação estética. 

Entre os destaques da mostra, Luiz Queiroz apresenta a série “Feminicídio”, composta por retratos de mulheres manipulados digitalmente —  sem recorrer à inteligência artificial —  para investigar os limites entre presença, memória e deformação da imagem. Alessandra Stona leva à exposição tecelagens autorais, esculturas e aquarelas que exploram as conexões entre corpo e natureza, incluindo a série “Glifo”, desenvolvida durante um tratamento de saúde. Paulo H Vieira apresenta pinturas da série “Conectados”, inspiradas nas relações entre o cotidiano urbano e a presença crescente da tecnologia nas experiências humanas. 

Na pintura, Helder Alves investiga corpo, identidade e pertencimento por meio de autorretratos e referências à trajetória das lutas queer. As esculturas inéditas em cerâmicas de Fabienne Lodomez exploram relações entre matéria, luz e percepção, enquanto Luiz Maymone articula desenho, colagem e escultura em trabalhos voltados à memória, empatia e identidade.

Eduardo Rondon transforma resíduos industriais em esculturas e relevos encapsulados em resina acrílica, propondo reflexões sobre permanência e memória coletiva. Já Rosane Viegas desenvolve uma pesquisa que aproxima gravuras, esculturas e livros de artista, investigando as relações entre movimento, matéria e transformação.

Embora partam de linguagens e trajetórias distintas, os oito artistas compartilham o interesse pela experimentação de materiais e processos criativos. Em “ROXO em TONS”, a cor se transforma em território de encontro, revelando diferentes formas de perceber, construir e habitar o mundo.

“Quando começamos a pensar na primeira exposição do Tons Coletivo, percebemos que o roxo tinha a capacidade de aproximar pesquisas muito diferentes sem uniformizá-las. A cor se tornou um ponto de encontro entre artistas, materiais e experiências, permitindo que cada obra preservasse sua identidade. A mostra convida o visitante a construir seu próprio percurso e descobrir as múltiplas camadas de significado que uma mesma cor pode revelar”, afirma Audrey Barbosa. 

Serviço

“ROXO em TONS”

Entrada gratuita

Abertura: 3 de outubro, sábado, das 13h às 17h

Período de visitação: de 3 a 9 de outubro de 2026

Local: Vazio Criativo | Rua Lavradio, nº 573 - Barra Funda, São Paulo/SP

Horário de funcionamento: segunda a domingo, das 10h às 17h 

Flying Low estreia "Em Revoada", espetáculo que reúne break dance, mitologia e a busca por liberdade


Temporada gratuita no Teatro Galpão do Folias, em São Paulo, inspira os limites da liberdade a partir da ideia do voo coletivo


O grupo Flying Low estreia Em Revoada, espetáculo que tem nos próprios movimentos do corpo a investigação dos limites da liberdade e a possibilidade de construção de um voo coletivo. A montagem estreia em 18 de setembro e segue até 4 de outubro, no Teatro Galpão do Folias – Espaço Reinaldo Maia, em São Paulo. A entrada é gratuita, com possibilidade de contribuição voluntária. Em cena, são 12 artistas, sendo sete deles convidados especialmente para a montagem, com música ao vivo de Tiago Penalva e Jorge Boog.

A partir do encontro entre dança e teatro, o “Em Revoada” aproxima a mitologia de Ícaro da cultura das batalhas de break dance, linguagem essa que está na origem da pesquisa do grupo. A sincronicidade dos movimentos conduz a construção de uma narrativa de voo coletivo, em que os corpos atravessam memórias, sonhos e territorialidades para instigar as fronteiras visíveis e invisíveis que moldam seus movimentos.

Entre o impulso de voar e a inevitabilidade da queda, a obra transforma a dança em metáfora da existência e contrapõe o desejo individual de alcançar o sol à possibilidade de construir um voo compartilhado. Nesse percurso, o corpo aparece não apenas como instrumento de expressão, mas como lugar de continuidade, memória e relação.

“Penso que o “Em Revoada” propõe um diálogo sobre liberdade: o breaking, como linguagem, funde-se a uma construção narrativa em que as dimensões mitológica e urbana se encontram em um argumento poético. O corpo, a memória e o desejo se encontram na tensão entre o impulso de voar e os limites impostos pela realidade. É nessa encruzilhada de pesquisas e linguagens, entre o blues e o breaking, entre a memória e a presença, que busco no corpo um território de escuta, criação e liberdade”, afirma Marina Esteves, diretora artística do espetáculo.

Ficha técnica

Direção artística: Marina Esteves, com a colaboração de Emerson Silva, Manuel Victor e Ricardo Ura

Coreografia: Emerson Silva e Ricardo Ura, com a colaboração de Carol Gracindo, Fioot Diamond, Jhow Wallace, Lee Anderson, Manuel Victor, Marina Esteves, Maya Souza, Moises Matos, Odri Campos, Pac Lari e Vaguinho Ferreira

Núcleo de estudos dramatúrgicos: Emerson Silva, Fioot Diamond, Lee Anderson, Marina Esteves, Manuel Victor, Ricardo Ura e Willian Sampaio

Elenco: Carol Gracindo, Emerson Silva, Fioot Diamond, Jhow Wallace, Lee Anderson, Manuel Victor, Maya Souza, Moises Matos, Odri Campos, Pac Lari, Ricardo Ura e Vaguinho Ferreira

Dramaturgismo: Willian Sampaio

Figurino: Clara Prates

Assistência de figurino: Gustavo Zanela

Desenho e operação de luz: Bruna Tovian

Criação e interpretação musical ao vivo: Jorge Boog e Tiago Penalva

Fotografia: Hernandes

Design Gráfico: Ricardo Ura

Assessoria de imprensa: Marrese Assessoria

Assessoria jurídica: Lai Machado

Coordenação de produção e gestão de projeto: Lai Machado | Monstra Produções

Assistência de produção: Ana Carolina Yamamoto

Idealização: Grupo Flying Low e Monstra Produções

Este projeto foi contemplado pela 38ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Serviço

Em Revoada” | Grupo Flying Low

Entrada gratuita e com sugestiva à contribuição voluntária

Quando: dias 18, 19 e 20 de setembro; 25, 26 e 27 de setembro; e 1º, 2, 3 e 4 de outubro 

Horários: quinta, sextas e sábados às 20h; e domingos às 18h

Onde: Teatro Galpão do Folias – Espaço Reinaldo Maia | R. Ana Cintra, 213, Campos Elíseos, São Paulo/SP

Classificação indicativa: Livre


Centro Cultural FIESP encerra programação especial da exposição "Cartunistas" com oficina sobre ilustração e caricaturas ao vivo


Últimas atividades relacionadas à mostra dedicada ao humor gráfico brasileiro acontecem nos dias 13 e 20 de setembro

 

O Centro Cultural FIESP promove, em setembro, as duas últimas atividades da programação especial que integra a exposição “Cartunistas”, dedicada ao humor gráfico brasileiro. Gratuitas e abertas ao público, as atrações oferecem uma oportunidade de contato direto com profissionais reconhecidos da área dos quadrinhos e da ilustração, ampliando a experiência dos visitantes da mostra, que permanece em cartaz até 20 de setembro, na Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP, na Avenida Paulista.

No dia 13 de setembro (domingo), às 16h, o cartunista e ex-professor do Senac por muitos anos, Fernando Carvall conduz a Oficina de Ilustração, voltada para o público jovem interessado em desenho, ilustração e mercado de trabalho criativo. A atividade propõe uma reflexão sobre os desafios e as oportunidades da profissão em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial, além de compartilhar experiências e técnicas do universo da criação visual.

Encerrando a programação, no dia 20 de setembro (domingo), das 13h às 17h, o cartunista Luiz Carlos Fernandes realiza uma sessão de caricaturas ao vivo no foyer do teatro do Centro Cultural FIESP. O público poderá acompanhar o trabalho do artista e receber caricaturas feitas na hora.

As atividades integram a programação educativa da exposição “Cartunistas”, que reúne mais de 140 retratos de artistas brasileiros do humor gráfico, produzidos pelo fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto. A mostra apresenta um panorama da produção nacional por meio de retratos de importantes nomes do cartum, da charge, da caricatura e dos quadrinhos, acompanhados por vídeos exclusivos com depoimentos dos artistas e bastidores dos ensaios fotográficos.

Entre os homenageados estão mestres do humor gráfico brasileiro, como Mauricio de Sousa, Ziraldo, Angeli e Laerte, ao lado de representantes da nova geração, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas, evidenciando a diversidade e a relevância dessa linguagem artística para a cultura brasileira.

Todas as atividades são gratuitas. Para participar das oficinas e das ações com vagas limitadas, é necessário realizar inscrição prévia pela plataforma MEU SESI.

 

SERVIÇO

Programação especial – Exposição “Cartunistas”

Oficina de Ilustração com Fernando Carvall

Data: 13 de setembro de 2026 (domingo)

Horário: 16h

Local: Mezanino do Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1.313

Classificação: Para o público jovem

Entrada: Gratuita

Inscrição:  MEU SESI

 

Caricaturas ao vivo com Luiz Carlos Fernandes

Data: 20 de setembro de 2026 (domingo)

Horário: das 13h às 17h

Local: Foyer do Teatro do Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1.313

Classificação: Livre (crianças acompanhadas por responsável)

Entrada: Gratuita

Inscrição: MEU SESI

 

Exposição “Cartunistas”

Período: Até 20 de setembro de 2026

Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h

Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP – Av. Paulista, 1.313

Classificação: Livre

Entrada: Gratuita (não é necessário reservar ingresso)

Agendamento de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

 

Mercadão recebe exposição que transforma sucessos de Michael Jackson em obras de graffiti



"O Rei do Pop na Pop Arte" reúne trabalhos de dez grafiteiros inspirados em músicas que marcaram a trajetória do cantor e fica em cartaz de 2 de setembro a 1º de outubro

São Paulo, 01 de setembro de 2026 – A Mercado SP recebe no Mercado Municipal Paulistano (Mercadão), a partir de 2 de setembro, a exposição “O Rei do Pop na Pop Arte”, que apresenta novas interpretações da obra de Michael Jackson por meio do graffiti. A mostra reúne trabalhos de dez artistas que vivem no entorno das unidades das Fábricas de Cultura – Setor A e poderá ser visitada até 1º de outubro, no Hall de Gastronomia e Cultura

A exposição integra o mês temático dedicado ao cantor, realizado durante setembro, com uma programação que reúne espetáculos musicais, ações de colorir, contação de histórias, filmes e jogos. A proposta é ampliar as possibilidades de contato do público com a obra e o legado de um dos maiores nomes da cultura pop. 

Como parte da iniciativa, dez grafiteiros foram convidados a transportar para as telas, por meio da linguagem do graffiti, dez músicas que marcaram a trajetória de Michael Jackson e atravessaram gerações. Ritmo, memória, movimento, identidade e imaginário são transformados em traços, cores e composições, valorizando a liberdade criativa e as diferentes formas de interpretar o universo do artista. 

“Receber uma exposição que aproxima música, graffiti e diferentes gerações reforça o Mercadão como um espaço aberto a diversas manifestações culturais. É uma oportunidade de oferecer ao público uma nova experiência e de colocar a arte em diálogo com um lugar tão presente na vida e na história de São Paulo”, afirma Aldo Bonametti

A abertura será realizada no dia 2 de setembro, às 11h, e contará com apresentações de Nego Jackson e Miguel Jesse, artistas covers de Michael Jackson vencedores do festival cover realizado pela unidade da Vila Curuçá. Também participa Alex Smith, artista cover que já se apresentou nas Fábricas de Cultura e produtor do projeto Michael Replay

Entre as músicas revisitadas estão Billie Jean, recriada por PlexusThriller, por SowSmooth Criminal, por MolucoBeat It, por RocketBad, por Tia Bob; e “They Don’t Care About Us”, por Vannucci

A mostra também apresenta trabalhos de Mayk, inspirado em “Don’t Stop ’Til You Get Enough”PP Silva, com “Black or White”Hell, a partir de “Remember the Time”; e Nany Dias, com “Human Nature”

Mais do que reproduzir visualmente as canções, “O Rei do Pop na Pop Arte” celebra o encontro entre música e graffiti e propõe diferentes leituras sobre a obra de Michael Jackson a partir do olhar e da identidade de cada artista. 

Serviço 

Exposição “O Rei do Pop na Pop Arte” 
Abertura: 2 de setembro de 2026 
Horário da abertura: 11h às 12h 
Período da exposição: 2 de setembro a 1º de outubro de 2026 
Local: Mercado Municipal Paulistano (Mercadão) – Hall de Gastronomia e Cultura 
Endereço: Rua Cantareira, 306 – Centro Histórico – São Paulo 



Museu da Língua Portuguesa celebra seus 20 anos com a mostra Luz da Língua e disponibiliza glossário no acervo digital em setembro


Instituição lança a publicação Palavra-Chave: glossário de termos do Museu da Língua Portuguesa e realiza atividades especiais, como oficina de escrita de cartas, em seus espaços expositivos

Setembro começou com uma grande novidade no Museu da Língua Portuguesa: o público já pode visitar a Luz da Língua, exposição temporária que celebra os 20 anos da instituição por meio de fotografias, reportagens e documentos originais. Junto à essa atração, atividades especiais dentro da mostra, incluindo oficinas de escritas de carta e de hip-hop, tendo a língua como tema, vão ocorrer até novembro. Localizado na histórica Estação da Luz, o Museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. 

O Museu funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, com entrada permitida até as 16h30. Os ingressos custam R$ 25 (inteira) e R$ 12,50 (meia-entrada). Às terças e aos domingos, a entrada é gratuita para todos os públicos. No feriado prolongado da Independência do Brasil, o Museu funcionará normalmente no sábado e no domingo, mas estará fechado no dia 7 de setembro – às segundas-feiras, a instituição fecha para manutenção. 

Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz, a exposição Luz da Língua celebra o 20º aniversário do Museu ao explorar destaques de seu acervo, como vídeos com artistas e pesquisadores declamando poesias ou fazendo reflexões sobre a língua portuguesa. Entre eles, Xênia França, Maria Bethânia e Tom Zé. Há uma linha do tempo que narra a trajetória da instituição, revelando as ideias iniciais para a criação de um Museu dedicado a um patrimônio imaterial como a língua. Fotografias das primeiras exposições do Museu, que homenagearam escritores como Clarice Lispector, Fernando Pessoa e Machado de Assis, também podem ser vistas. 

Um dos destaques são as atividades especiais oferecidas aos visitantes na sala três da exposição, onde podem participar de oficinas diversificadas, como oficina de escritas de cartas ou de criação de narrativas escritas por meio de recortes de jornais. A programação é divulgada semanalmente no Instagram do Museu. Luz da Língua ficará em cartaz até 8 de novembro. 

Plataforma Conexões  
O coletivo FMG – Five Mask Gang apresenta o show Made In ZL – Vozes da Quebrada no dia 26 de setembro (sábado), a partir das 12h, no Saguão Central da Estação da Luz. A performance musical une rap, funk e expressão corporal para retratar o dia a dia da juventude periférica da zona leste de São Paulo.  

Gratuita, a atração integra o projeto Plataforma Conexões, que, em 2026, selecionou trabalhos com o tema Culturas Urbanas, englobando, também, os ritmos musicais da cidade e sua diversidade cultural.  

Novidade no acervo digital 
A publicação Palavra-Chave: glossário de termos do Museu da Língua Portuguesa já está disponível para o público no acervo digital da instituição (clique aqui). A obra reúne uma série de termos utilizados pelo Museu desde sua fundação, em 2006. 

Por meio da leitura deste material, será possível descobrir as diferenças dos significados de palavras como línguaidioma dialeto, entender a relação entre norma-padrão e norma culta ou até mesmo entender o que é multilinguismo

Lançado em março deste ano, o acervo digital do Museu reúne e organiza informações sobre as exposições, os itens do acervo e as publicações da instituição. O acesso é gratuito – é possível realizar o download de muitos dos materiais disponíveis. 

Especial para as crianças 
Aos domingos, das 11h às 16h, a Caravana Lúdica espalha jogos tradicionais pelo Pátio A e pela calçada do Museu, tornando esses locais em espaços de livre brincar. Não é necessário retirar e nem mesmo reservar ingresso com antecedência. Basta chegar e começar a se divertir.  

No dia 19 de setembro (sábado), a visita ao prédio da Estação da Luz será voltada a crianças a partir dos 4 anos acompanhadas de seus responsáveis. Neste passeio, elas conhecerão detalhes do histórico edifício sede do Museu por meio da extração de desenhos e texturas em um caderno de frottage. Ao fim da atividade, poderão levar o material para casa. Gratuita, a ação terá início às 11h – o grupo de até 20 pessoas será formado por ordem de chegada, próximo à bilheteria, no Pátio A. 

Residência na França: pesquisa sobre línguas indígenas 
Pessoas interessadas em participar de uma residência na França desenvolvendo projetos relacionados à pesquisa ou criação artística sobre valorização, circulação e história das línguas e conhecimentos indígenas no mundo têm até o dia 30 de setembro para se inscrever. A iniciativa é do Museu da Língua Portuguesa e da Cité Internationale de la langue française.  

O edital selecionará duas pessoas – uma do Brasil e outra da Guiana Francesa. Será dada atenção especial a indígenas, preferencialmente da região de fronteira entre Brasil e Guiana Francesa. As pessoas selecionadas ficarão um mês na Cité, que fica na cidade de Villers-Cotterêts, a 80 km de Paris, desenvolvendo a pesquisa. As informações completas sobre esse projeto podem ser consultadas neste link

 

SERVIÇO  
Museu da Língua Portuguesa  
Praça da Luz, s/n – Luz – São Paulo  
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h) 
R$ 25 (inteira); R$ 12,50 (meia)  
Grátis às terças-feiras e aos domingos  
Grátis para crianças até 7 anos  
Acesso pelo Portão A  
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet  

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

MASP apresenta coletiva internacional Histórias Latino-Americanas

Antonio Caro, Colombia, 1980. Foto: Museo de Arte Moderno de Bogotá, cortesia Casas Riegner

 4 de setembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027

 

O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand inaugura, no dia 4 de setembro, a coletiva internacional Histórias latino-americanas. Ocupando cinco galerias expositivas do Edifício Pietro Maria Bardi, a exposição reúne 187 trabalhos de 148 artistas provenientes de 20 países. A mostra analisa como colonização, migração, movimentos de resistência e projetos de nação contribuíram para a criação de diferentes narrativas sobre a América Latina.
 

Com curadoria de Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Julieta González, curadora-adjunta, MASP, obras do período pré-colonial ao contemporâneo dialogam a partir de problemas compartilhados, como a colonização, o extrativismo, os projetos de progresso, as formas de organização coletiva, as migrações, as diásporas e as aspirações de futuro. Pinturas, documentos, mapas, esculturas, fotografias, instalações, têxteis e vídeos revelam o uso de imaginários e símbolos para inventar, governar e disputar a região ao longo do tempo.

 

“A América Latina está interligada por múltiplos processos históricos, como a invasão colonial, o genocídio de populações, a herança do colonialismo europeu, o imperialismo estadunidense. Também se conecta por meio de formas coletivas de transformar a adversidade em criação, pela produção e pelo consumo de telenovelas, por festividades massivas e ritmos complexos que respondem a muitos intercâmbios. A região é uma zona de conflito e criação. A exposição não pretende encerrar a discussão, nem oferecer uma narrativa total sobre o continente. Ao contrário, seu gesto é abrir a percepção sobre regimes visuais, temporalidades e questões”, diz Amanda Carneiro.

 

A exposição está organizada em cinco núcleos: O mundo ao revés, Retórica do progresso, Sociedades americanas, Estamos em salsa e A queda do céu.

 

O mundo ao revés parte do conceito andino pachakuti, que nomeia uma inversão radical da ordem do mundo. Para inúmeros povos indígenas, a invasão europeia das Américas produziu uma ruptura dessa natureza, alterando relações com o território, o tempo e o conhecimento. O conjunto de obras reflete como a colonização inventou um mito de paraíso tropical repleto de riquezas naturais que estaria à disposição para ser explorado pela Europa, e a versão latino-americana do Barroco.

 

Retórica do progresso examina como projetos de urbanização e industrialização moldaram uma narrativa latino-americana do século 20, revelando promessas e contradições. A cidade, a fábrica, a rodovia, a arquitetura e o planejamento urbano despontam como uma vitrine de uma modernidade anunciada, mas também como instrumentos de controle, desigualdade e devastação ambiental. A expografia permite que uma das janelas do Edifício Pietro Maria Bardi revele a vista da Avenida Paulista, estabelecendo um diálogo entre a capital paulista e a exposição. Nesse núcleo, a obra comissionada Nuremberg Map of Tenochtitlan, da artista mexicana Mariana Castillo Deball, ocupa parte do piso do espaço expositivo. A instalação reproduz em grande escala um dos primeiros mapas europeus feitos de Tenochtitlan — então capital do Império Asteca e atual Cidade do México. Deball evidencia como a cartografia colaborou para classificar, administrar e dominar o território indígena. A mostra apresenta ainda outras obras comissionadas de JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube), Marcela Cantuária, Marcelo Cidade, Manuel Chavajay, Maurício Lupini e Podeserdesligado.

 

Em Sociedades americanas, a exposição olha para formas de organização comunitárias, como quilombos, cooperativas, movimentos camponeses e pedagogias populares, que pensam a construção de alternativas concretas às promessas não cumpridas do desenvolvimento.

 

Estamos em salsa faz referência à canção homônima lançada em 1978 pelo músico nova-iorquino de origem porto-riquenha Wayne Gorbea. Formada por matrizes afro-caribenhas, o estilo musical surge do encontro entre migrantes, gravadoras, bailes e comunidades latinas, consolidando-se em Nova York. Obras como Inserções em circuitos ideológicos: Projeto Coca-Cola (1970), de Cildo Meireles, e Colombia (1980), de Antonio Caro, abordam as relações entre dependência econômica e repertório cultural por meio de produtos como Coca-Cola, petróleo, banana, dendê, milho e taco. Meireles grava mensagens políticas sobre garrafas retornáveis e as devolve às prateleiras, infiltrando sua crítica na logística do varejo. Caro, por sua vez, subverte a logomarca do refrigerante, forçando a identidade de seu país a se moldar aos signos de uma mercadoria global.

 

O último núcleo, A queda do céu, é nomeado em referência ao livro escrito por Davi Kopenawa e Bruce Albert. No livro, publicado em 2010, os autores revelam como a destruição da floresta amazônica pela invasão garimpeira desencadeia uma catástrofe que ultrapassa a noção de crise ambiental e nomeia o colapso concreto das relações que mantêm a vida de pé. O núcleo articula o sonho e o mito, compreendidos como formas de conhecimento alternativas às utopias de progresso. A coexistência e a sobreposição de territórios e linhas do tempo também orientaram a expografia da mostra. O público pode seguir a sequência proposta para percorrer a exposição ou pode estabelecer seus próprios caminhos, criando associações e leituras diversas. A pintura Metaesquemas (1956‒1958), de Hélio Oiticica, foi uma referência para painéis, blocos de cores e cortes diagonais que evitam uma separação rígida entre as seções, favorecendo a continuidade e o diálogo entre diferentes trabalhos.
 

Histórias latino-americanas é o tema do ciclo curatorial de 2026. A programação do ano também inclui as mostras de Jesús Soto, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Carolina Caycedo, Sol Calero, Damián Ortega, Colectivo Acciones de Arte, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Santiago Yahuarcani e Sandra Gamarra Heshiki.
 

A mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”, palavra que engloba ficção e não ficção, relatos pessoais e políticos, narrativas privadas e públicas, possuindo um caráter especulativo, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido, entre os programas anuais e as exposições anteriores, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017), Histórias Afro-Atlânticas (2018), Histórias das Mulheres, Histórias Feministas (2019), Histórias da Dança (2020), Histórias Brasileiras (2021–22), Histórias Indígenas (2023), Histórias LGBTQIA+ (2024) e Histórias da Ecologia (2025).

 

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.
 

CATÁLOGO

Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição. O livro tem organização editorial e textos de Adriano Pedrosa, Amanda Carneiro e Julieta González.
 

LOJA MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais, que incluem cadernos, blocos, postais, ímãs e marca-páginas.

 

REALIZAÇÃO

Histórias latino-americanas é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem patrocínio master de Nubank e patrocínio Vivo.
 

SERVIÇO

Histórias latino-americanas

Curadoria: Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Julieta González, curadora-adjunta, MASP,

com assistência de Teo Teotonio, assistente curatorial, MASP

 

4.9.2026 — 31.1.2027

Edifício Pietro Maria Bardi, 2º ao 6º andar

 

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta

e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das

18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h);

fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos

produtos selecionados da Loja MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.
 

Com Carlos Francisco e Elisa Lucinda, filme ‘Barulho’ é um dos destaques do 37º Kinoforum, em SP



Curta ainda faz estreia internacional e participa de mais seis festivais de cinema em agosto
 

Dirigido pela cineasta Karen Suzane, o filme ‘Barulho’ concorre no 37º Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, um dos principais espaços de exibição, reflexão e circulação de curtas-metragens no Brasil e no mundo. O evento reúne 260 filmes de 58 países em uma programação gratuita que vai de 20 a 30 de agosto, na capital paulista. ‘Barulho’ compõe a Mostra Brasil 3 - Chagas In-silentes e será exibido logo no dia da abertura, às 20h45, na Cinemateca - Sala Oscarito; no dia 22, às 20h30, no CineSesc; e dia 26, às 18h, no Museu da Imagem e do Som.
 

“Barulho tem trilhado um caminho lindo no circuito de festivais, tanto no Brasil quanto no exterior. É a primeira vez que um projeto dirigido por mim estreia em um evento com a dimensão do Kinoforum, um espaço do qual sempre sonhei fazer parte”, celebra Karen Suzane, diretora do filme.
 

Estrelado por Carlos Francisco, o filme aborda o luto, a amizade e o poder transformador da música e é um dos 127 filmes nacionais que participam do festival, entre os 845 inscritos nesta edição. Na história, Humberto, um viúvo solitário e preso à dor da perda, vê sua rotina silenciosa ser abalada pela chegada de dois vizinhos sambistas. Entre o peso do silêncio e a leveza do samba, inicia-se uma batalha invisível que o força a encarar o luto, até que a música prevalece.
 

Com elenco inteiramente negro, Barulho conta com a participação especial de Elisa Lucinda. Ao lado dos veteranos, atuam Dan Ferreira, Vitor Britto, Anne Belize, Joyce, Mihh Moraes, Veto Martins e Alicia dos Anjos, atriz trans que interpreta a personagem Lúcia, uma mulher cis e filha de Humberto.


Maratona por Festivais de Cinema
Além de participar do 37º Kinoforum, ‘Barulho’ foi selecionado para outros sete festivais, em agosto. Iniciou o mês concorrendo no 2º Festival Internacional Goitacá de Cinema (RJ) e no 3º FestFlavio – Festival Nacional de Curtas Flavio Migliaccio (RJ). Nesta segunda metade do mês, o filme segue em circulação pelos seguintes eventos: 2º Festival de Cinema Itapaty (SP), 18º MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar (RJ), 3, Cine Jardim – Festival de Cinema de Belo Jardim (PE) e Cine Callejero | Cineclube El Caracol (ES). Em setembro, o curta segue para o 8º Festicine Pedra Azul (ES).
 

Com roteiro de JulyFrans, Leonardo Lumas e Caio Pudenzi, sendo os dois primeiros também coprodutores da obra, o curta-metragem também faz a sua estreia internacional no 3º FINCI – Festival Internacional de Nuevo Cine Independiente. O evento ocorre em Buenos Aires, Argentina, até o dia 29.
 

“Ver esse filme ultrapassar fronteiras e ganhar o mundo em tantos festivais é a realização de um sonho que começou no papel. Saber que nossa história está ressoando em tantas telas e tocando públicos tão diversos mostra a força do cinema independente e dá um sentido enorme a cada detalhe que escrevemos”, comenta JulyFrans, roteirista do curta.


A estreia de ‘Barulho’ por festivais aconteceu em março deste ano, durante uma sessão especial do Cine 72, em Minas Gerais, onde voltou a ser exibido em junho. A produção também participou do II Festival Curta Aparecida, em Goiás, e do Festival Avoador, na Paraíba.
 

'Barulho' é patrocinado pela BB Seguros, produzido pela Maruti Blue Produções, com produção associada de Tina Tigre e distribuição da Tarrafa.


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