sexta-feira, 19 de junho de 2026

Últimas semanas de O Diabo com Tetas de Dario Fo no Teatro Commune


Dia 28 de junho encerra a temporada da comédia O Diabo com Tetas de Dario Fo e Franca Rame, no Teatro Commune. “Estamos muito satisfeitos com o sucesso de público e crítica dessa deliciosa comédia”, comenta Augusto Marin, diretor geral do espetáculo.

Integram o elenco: Augusto Marin, Armando Liguori Junior, Natalia Albuk, Carlos Capelette, Fabrício Garelli, Juliano Dip, Isabela Prado, Mariana Blanski e Fabio Godinho. Sérvulo Augusto recriou as canções de Dario Fo que são executadas, ao vivo, com sanfona, violão e percussão, por Paulo Dantas e Pedro Mendes, que também atuam na peça.

Sinopse: A trama se passa em uma cidade medieval renascentista. Na trama, um diabo resolve entrar no corpo de um juiz severo e moralista para corrompê-lo, mas acaba entrando no corpo da empregada do juiz, criando uma confusão dos diabos!

"O Diabo com Tetas" é uma comédia satírica, provocante, irreverente, escandalosamente divertida, que tem como temas principais a justiça, a corrupção e a hipocrisia moral como males encarnados em nossa tradição. Um espelho das crises éticas atuais. Aborda também o preconceito e os julgamentos sobre as diferenças.

Uma comédia vibrante de Dario Fo, escrita em 1997, que tem como base a Commedia Dell´ Arte, mas adaptada para os dias atuais e para o Brasil, com um olhar contemporâneo.

Usando a linguagem grotesca da ironia, sarcasmo, confusões hilárias, trocas de corpos, máscaras, musicas, dança, linguagem física exuberante e o gramelô (linguagem inventada), Dario Fo expõe a fragilidade das instituições, a corrupção enraizada e o preconceito social.

Embora escrita há décadas, a obra se revela surpreendentemente atual, com cardeais corruptos, testemunhas falsas, repleta de servas e demônios que conduzem a trama para o paradoxo e o absurdo, reforçando a potência do texto de Dario Fo e sua capacidade de tratar temas sociais e políticos importantes de forma popular e cômica.

No elenco, um time de atores comediantes de primeira que fazem parte de Ubu Rei, de Alfred Jarry e Otelo, de John Mowat, do repertório do grupo, além de convidados especiais, como, Carlos Capelette, um dos maiores atores brasileiros.

Como afirma Dario Fo: “Qualquer semelhança com as notícias dos dias de hoje atuais é mera coincidência. Vocês sabem que os antigos sempre copiaram descaradamente escândalos e personagens de nossos eventos atuais!”

“Este ano comemora-se o centenário de Dario Fo e quisemos homenageá-lo com esse seu texto satírico, político e atual”, comenta Augusto Marin. Nosso agradecimento à Domitilla Ruffo (in memoriam), agente de Dario Fo, na Itália e toda a equipe da Agenzia Danesi Tolnay e da ABRAMUS.

A realização é da Commune e o projeto foi contemplado pela 41ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Parceria com o Istituto Italiano di Cultura di San Paolo.

Dario Fo o autor

Dario Fo (1926-2016), autor, diretor e protagonista em mais de cem farsas e comédias, músicas e monólogos como Mistério Bufo, além de ter sido pintor, cenógrafo, figurinista, encenador, militante político e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1997.

Em 1999, Augusto Marin entrevistou Dario Fo e participou da Exposição Bonecos com Raiva e Sentimento e da passeata Contra as Tragédias, feita por Dario Fo e Franca Rame de Brescia a Roma, na Itália.

Uma Commune Teatral

A Commune é uma Companhia Teatral, fundada em 2003, que desenvolve pesquisa, produção, formação e intercambio teatral, tendo recebido diversos prêmios e se apresentado em Portugal e na Argentina. Seu repertório inclui: Ubu Rei, de Alfred Jarry, com Esther Góes, Nem Todo Ladrão vem para Roubar, de Dario Fo, Na Cama com Molière, baseado em O Doente Imaginário, e Otelo, de Shakespeare, ambos com direção de John Mowat, Anti Comics, uma paródia dos Super Heróis, de Sonia Daniel (coprodução internacional com apoio do IBERESCENA). Em 2014, foi declarada Patrimonio Cultural do Município de São Paulo, pelo CONPRESP. Desde 2005, é um Ponto de Cultura e desenvolve o Projeto Teatro Cidadão, que já formou mais de 2.000 jovens através de oficinas e da montagem de espetáculos.

Ficha Técnica

O Diabo com Tetas, de Dario Fo

Tradução: Danilo Alba e Augusto Marin

Direção Geral: Augusto Marin

Diretor: Armando Liguori Junior

Codireção: Matheus Melchionna

Elenco: Augusto Marin, Armando Liguori Junior, Natalia Albuk, Carlos Capelette, Fabrício Garelli, Juliano Dip, Isabela Prado, Mariana Blanski, Fabio Godinho, Paulo Dantas e Pedro Mendes (também músicos).

Cenários e Figurinos: Maria Ezou e Augusto Marin

Imagens e Desenhos: João Garcia Miguel (Portugal)

Cenotécnico e Adereços: Paulo Dantas, Nilton Araujo e Eder Pires

Costureiras: Celly Martins, Daniela Ferreira, Marilene Paraíso e Mônica Rocha

Música Original e Direção Musical: Sérvulo Augusto

Desenho de Luz: André Lemes

Operação de Luz e Som: André Lemes, Eder Pires e Matheus Melchionna

Máscaras: Helo Cardoso

Coreografias: Valéria Franco

Fotos: Carlos Garcia e Gustavo Zanetti

Vídeos: Gustavo Zanetti

Designer Gráfico: Natacha Ventura (Portugal)

Assessoria de Imprensa: Miriam Bemelmans

Direção de Produção: Luciane Ortiz e Augusto Marin

Administração, Contabilidade e Redes Sociais: Luciane Ortiz

Assistente de Produção: Anderval Areias, Mateus Pavão e Matheus Melchionna

Realização: Commune

Serviço:

O Diabo com Tetas, de Dario Fo

Temporada de 1º de maio a 28 de junho

Em junho, Quintas, Sexta e Sábado, às 20h e Domingo, às 19h30 - Não haverá sessões nos dias 19 (sexta) e 27 (sábado) em virtude dos jogos da Copa.

Teatro Commune @teatrocommune – São Paulo
Rua da Consolação, 1218, Consolação -  01302-001, São Paulo/SP
Fone: (11) 97665 2205
São Paulo - São Paulo

Próximo ao Metrô Higienópolis-Mackenzie
Capacidade: 98 lugares + 1 Cadeirante e 1 obeso

 

Ingressos R$ 40,00 e meia-entrada, pelo Sympla https://www.sympla.com.br/evento/o-diabo-com-tetas-de-dario-fo/3395392

Gênero: Comédia

Duração: 1h30

Classificação indicativa: 14 anos

 

Espetáculo sobre pernas de pau transforma trilha do Jaraguá em percurso poético pela memória da floresta

 



Em uma caminhada guiada pela mata, árvores ganham voz, cipós conduzem histórias e o público é convidado a enxergar a floresta com outros olhos. Novo espetáculo do Grupo Flamingos ocupa o Parque Estadual do Jaraguá com uma experiência itinerante sobre a preservação da flora da Mata Atlântica.


Grupo Flamingos estreia "Trilha do Silêncio" com apresentações no Parque Estadual do Jaraguá e na Fábrica de Cultura Núcleo Taipas


De 18 e 23 de junho de 2026, com entrada gratuita e tradução em LIBRAS, o Grupo Flamingos (@flamingos.pernaltas) estreia seu novo espetáculo "Trilha do Silêncio", através do projeto contemplado pela 22ª edição do Programa VAI I da Prefeitura de São Paulo. As sessões acontecem no Parque Estadual do Jaraguá, tendo a própria paisagem como cenário, e também na Fábrica de Cultura Núcleo Taipas.


A montagem acontece ao longo da Trilha do Silêncio, percurso acessível do parque, e incorpora informações compartilhadas por monitores ambientais e pesquisadores da região. O resultado é uma experiência que aproxima arte e educação ambiental sem abrir mão da imaginação, da escuta e do encantamento.


O espetáculo itinerante combina circo, teatro e música para conduzir o público por uma narrativa inspirada na flora nativa do Pico do Jaraguá, um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da capital paulista.


Na história, Fifi, uma imponente Figueira Branca, enfrenta uma crise alérgica provocada pela presença de espécies invasoras. Sozinha em meio à mata, encontra ajuda em Se-pá-quê, um cipó paulistano que a acompanha em busca de Samambaião, guardiã de antigos saberes capaz de revelar caminhos de cura escondidos no silêncio da floresta.


A narrativa ganha corpo literalmente nas alturas. Sobre pernas de pau, os artistas transformam árvores, cipós, raízes e elementos da vegetação em personagens vivos. A floresta deixa de ser apenas cenário e passa a ocupar o centro da cena. Os movimentos ampliam a escala dos corpos, criando imagens que dialogam com a verticalidade das árvores e com a dimensão quase invisível dos processos naturais que sustentam a vida.


O espetáculo nasceu a partir da relação construída pelo grupo com o Parque Estadual do Jaraguá. Durante pesquisas realizadas na região, os artistas mergulharam na história ambiental do território, em suas espécies nativas e nos movimentos de preservação que atuam na defesa da Mata Atlântica. Entre eles está o Projeto Pró Juçara, referência na recuperação de áreas degradadas e na valorização da biodiversidade local.


O projeto "Duo nas Pernas de Pau: Trilha do Silêncio" dá continuidade à trajetória iniciada pelo Grupo Flamingos no Programa VAI. Em sua pesquisa anterior, desenvolvida na edição 2024/25, o coletivo investigou a extinção de espécies animais do Pico do Jaraguá. Agora, o foco se volta para a vegetação nativa, sua resistência e sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas urbanos.


Informações: www.instagram.com/flamingos.pernaltas




Serviço: Estreia - Espetáculo “Trilha do Silêncio”

Com Grupo Flamingos

Sinopse: Em uma noite úmida no Pico do Jaraguá, Fifi, uma enorme Figueira Branca, percebe que está com uma crise alérgica por conta de espécies invasoras da região. Fifi, uma árvore sozinha, não tem a quem recorrer. No entanto, uma figura muito desenrolada aparece em seu caminho: Se-pá-que, um cipó paulistano disposto a ajudá-la a achar Samambaião, a anciã que com sua sapiência será capaz de mostrar à Fifi como encontrar no silêncio da mata a sua cura. Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis. Acessibilidade: Tradução em LIBRAS nos dias 20 e 21 de junho.


Onde: Parque Estadual do Jaraguá - Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539, Vila Chica Luisa, São Paulo/SP

Espaço Aberto. Estacionamento: Sim. 

18 de junho de 2026 (quinta-feira) - Sessões às 11h e 15h

21 de junho de 2026 (domingo) - Sessão às 14h

23 de junho de 2026 (terça-feira) - Sessões às 11h e 15h


Onde: Fábrica de Cultura Núcleo Taipas - Rua Joaquim Pimentel, 200, Cohab Taipas, São Paulo/SP

Espaço Aberto. Não possui estacionamento.

20 de junho de 2026 (segunda-feira) - Sessão às 15h30


Ficha Técnica - Direção Geral: Grupo Flamingos (Geovane Rega, Nádia Rodrigues e Yasmin Rainho). Elenco: Yasmin Rainho, Geovane Rega, Nádia Rodrigues, Giuliano Garutti. Dramaturgia: Isabela Rossi. Orientação Cênica: Dinho Hortêncio. Orientação Acrobática: Antônio Carneiro. Composição: Giuliano Garutti. Designer Gráfico: Adi Alves. Captação de Foto e Vídeo: Pedro Piai. 

Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini de Souza. Interpretação em Libras: Luana Sales. Figurinos: Samantha Macedo.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Sesc Santana recebe espetáculo Memória Matriz sobre heranças familiares e construção da identidade feminina


Montagem da Cia. Lumiato reúne teatro de sombras, dança e fotografia analógica para abordar memórias entre mãe e filha e refletir sobre papéis de gênero.


















Nos dias 19, 20 e 21 de junho de 2026 o Sesc Santana apresenta o espetáculo Memória Matriz, da Cia. Lumiato. A montagem acompanha a relação entre uma mãe e uma filha, tendo como ponto de partida os legados transmitidos entre gerações e os impactos dos contextos históricos na constituição da identidade feminina. Por meio das lembranças familiares, a protagonista revisita o passado e confronta experiências que influenciam suas possibilidades de escolha no presente.
 

A obra utiliza elementos simbólicos para abordar temas ligados à formação da identidade de gênero das mulheres. A narrativa propõe reflexões sobre os modelos familiares, os papéis socialmente atribuídos às mulheres e as formas como esses referenciais são reproduzidos ao longo das gerações. O espetáculo também trata de questões relacionadas à representação do corpo feminino e às violências historicamente direcionadas a ele.
 

Fundada em 2008, a Cia. Lumiato desenvolve pesquisa em teatro de sombras contemporâneo e combina diferentes linguagens em seus processos criativos. Em Memória Matriz, a companhia reúne intervenção em fotografia analógica, dança e recursos de projeção para construir uma encenação voltada à investigação da memória e das relações familiares. A direção é de Ana Alvarado, com criação e atuação de Soledad Garcia e Thiago Bresani.
 

Ao colocar em diálogo imagens, movimento e projeções, o espetáculo transforma recordações pessoais em elementos de cena, aproximando experiências individuais de questões presentes no debate contemporâneo sobre gênero, família e memória.
 

FICHA TÉCNICA


 

Direção: Ana Alvarado


 

Dramaturgia e Encenação: Soledad Garcia e Thiago Bresani

 


Intérpretes criadoras: Katiane Negrão e Soledad Garcia


 

Direção de movimento: Giselle Rodrigues


 

Trilha Sonora Original: Fernanda Cabral


 

Manipulação de luzes e Projetores: Soledad Garcia e Thiago Bresani


 

Cenografia: Maria Villar e Soledad Garcia


 

Iluminação: Diego Bresani e Rodrigo Lelis


 

Figurino: Soledad Garcia


 

Assessoria dramatúrgica: Ana Alvarado


 

Técnico de luz e Contrarregra: Rodrigo Lelis

 

 

Produção executiva: Mirella Dias

 

SERVIÇO 

Data dos eventos: 19, 20 e 21. Sexta às 15h, sábado às 20h e domingo às 18h.

Classificação indicativa: a partir de 14 anos.

Acessibilidade: Libras, audiodescrição e recursos táteis. Podem participar da

atividade públicos com e sem deficiência.

Ingressos: R$60,00 Inteira/ R$30,00 Meia / R$18,00 Credencial Plena

Local: teatro – 330 lugares

Duração: 60 minutos.

 

SESC SANTANA:

Endereço: Av. Luiz Dumont Villares, 579

Jd. São Paulo – São Paulo

Telefone: (11) 2971-8700

sescsp.org.br/Santana

 

Transporte Público

Metrô Jardim São Paulo-Ayrton Senna (850m, linha azul)

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Debate no TUCA reúne especialistas para repensar o futuro econômico e social do Brasil

 

Evento na PUC-SP promove uma reflexão abrangente sobre a reconstrução de um “Projeto Nacional de Desenvolvimento”, com foco no combate à desindustrialização, no fortalecimento da democracia e na redução das desigualdades.


No próximo dia 17 de junho, às 19h, o emblemático Teatro TUCA abrirá suas portas para o encontro “Desenvolvimento, Democracia e Mudança Estrutural: Diálogos sobre um Projeto Nacional de Desenvolvimento para o Brasil”. Esta iniciativa imperdível reúne pesquisadores, estudantes, representantes da sociedade civil e formuladores de políticas para um diálogo construtivo sobre os rumos do nosso país.


O Brasil lida hoje com um triplo desafio: a persistência das desigualdades sociais, a baixa produtividade e os fortes impactos da desindustrialização. Superar essa realidade exige, com urgência, a construção de um novo modelo. Por isso, o evento buscará ir muito além da simples análise de conjuntura. A intenção é estimular a elaboração de estratégias de longo prazo capazes de conciliar o desenvolvimento econômico com a verdadeira inclusão social e a ação coordenada do Estado.


A temática do encontro encontra forte ressonância nos debates acadêmicos recentes sobre o “social-desenvolvimentismo” brasileiro. Assim como em momentos históricos nos quais o ativismo estatal foi visto como imperativo para viabilizar mudanças estruturais rumo à (re)industrialização, o painel refletirá sobre como reconstruir essas alavancas hoje, priorizando a transformação social em um ambiente amplamente democrático.


O debate ganha ainda mais relevância diante das profundas incertezas do cenário internacional contemporâneo. A visível transição na geopolítica global, marcada pelo questionamento e gradual abandono — inclusive por parte dos Estados Unidos — da Ordem Mundial estabelecida no pós-Segunda Guerra, redefine as fronteiras do comércio, dos fluxos de capital e da cooperação internacional.


Para economias emergentes como a brasileira, historicamente expostas à volatilidade dos ciclos externos de liquidez e de preços de commodities, essa fragmentação da globalização impõe desafios inéditos e reduz o espaço de manobra para a formulação de políticas econômicas domésticas independentes.  


Nesse ambiente de instabilidade, discutir um Projeto Nacional de Desenvolvimento deixa de ser um exercício puramente acadêmico e se transforma em uma necessidade de sobrevivência institucional e soberana. O encontro examinará como o país pode se posicionar estrategicamente frente a essa nova realidade, com o desenvolvimento de saídas que fortaleçam a infraestrutura e a indústria local, além de proteger a sociedade contra choques externos, sem abrir mão dos pilares democráticos.

 

🎤 Quem Participa

O evento reunirá grandes nomes do pensamento econômico e da gestão pública brasileira, divididos em três momentos centrais de diálogo:


Mediação:

Cristina Helena Pinto de Mello: Professora e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Economia da PUC-SP.


Exposições Principais:

 José Dirceu: Ex-Ministro da Casa Civil do Brasil.

 Fernando Haddad: Ex-Ministro da Fazenda.

 Luiz G. de Mello Belluzzo: Professor da FACAMP e Economista.

Comentários e Contrapontos:


Para enriquecer o debate e trazer pluralidade acadêmica e de mercado, a mesa contará com:

 Juliane Furno: Professora da Faculdade de Economia da UFF.

 Laura Carvalho: Professora da FEA-USP e Economista.

 Samuel Pessôa: Pesquisador do BTG Pactual e do FGV IBRE.

 Rosa Maria Marques: Professora Doutora da PUC-SP.

 Luiz Fernando de Paula: Professor de Economia do IE/UFRJ.


🕒 Programação e Dinâmica

A dinâmica do encontro foi pensada para garantir profundidade e pluralidade de ideias:

19h00: Recepção e Abertura Oficial.

19h15: Introdução ao tema e condução pela mediadora Cristina Helena Pinto de Mello.

19h30: Painel de Exposições Principais – Diagnósticos e propostas estruturais apresentados por José Dirceu, Fernando Haddad e Luiz G. de Mello Belluzzo.

21h00: Rodada de Comentários e Contrapontos – Análise crítica das exposições com Juliane Furno, Laura Carvalho, Samuel Pessôa, Rosa Maria Marques e Luiz Fernando de Paula.

22h00: Considerações finais e encerramento.


🕒 Serviço: Agende-se!

 O quê: Debate “Desenvolvimento, Democracia e Mudança Estrutural”

 Data: 17 de junho

 Horário: 19h

 Onde: Teatro TUCA – PUC-SP

 Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes,

 São Paulo (SP)

 

Mais informações: Acesse o link oficial para conferir a programação completa e garantir sua presença (gratuita): https://eventos.pucsp.br/desenvolvimento-democracia-mudanca-estrutural/



segunda-feira, 15 de junho de 2026

Roça Nova apresenta o álbum “Corta Quebranto” no Sesc 24 de Maio

 

Grupo mineiro apresenta seu mais recente trabalho em espetáculo que une tradição caipira e sonoridades contemporâneas  
 

 Créditos: Deborah Linhares| Fotos Divulgação 
 

São Paulo, junho de 2026 – O Sesc 24 de Maio recebe a banda mineira Roça Nova, no dia 18 de junho, quinta-feira, às 20h, para apresentação do álbum Corta Quebranto, no teatro da unidade. Com referências à música caipira, ao cancioneiro popular brasileiro e à MPB, o grupo constrói uma sonoridade que aproxima tradição e contemporaneidade.
 

Formada em 2020 no interior da Zona da Mata mineira, a Roça Nova desenvolve um trabalho autoral que conecta elementos das tradições da música popular brasileira às paisagens sonoras do interior do país. Em 2021, lançou o álbum Tramoia e, em 2025, apresentou o disco Corta Quebranto.
 

Com estética marcada por chapéus, galochas e instrumentos tradicionais, a banda aposta em uma sonoridade híbrida, em diálogo com o passado e o presente da música brasileira.
 

A formação atual reúne Pedro Tasca (voz e violão), Marco Maia (guitarra), Hector Eiterer (baixo), João Manga (bateria e voz), Tiago Croce (viola caipira, rabeca e guitarra), Bernardo Leitão (percussão) e Thalles Oliveira (percussão).

 
Acesse: 

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Serviço 

Roça Nova 
Datas: 18/06, quinta-feira, às 20h
Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: disponíveis no site sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP - R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc).

Duração do show: 90 minutos

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

 

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Sesc 24 de Maio 

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Circulação da peça Nitrido ou a dramaturgia de Cavalo em junho

 Nitrido significa Ato de Relinchar

Em junho, a peça Nitrido ou a dramaturgia de Cavalo passa pelo Teatro Arthur Azevedo (12 e 14) e pelo Centro Cultural Penha (18, 20 e 21). A Dramaturgia e Direção Cênica é de Laís Cafari. O espetáculo provoca uma identificação territorial com a beleza da cena dramática, o teatro existindo nas bordas e nas bordas encenadas. Grátis!

Sinopse: a peça intenciona ocupar as margens como movimento que ganha espaço, e que expande territórios. Os atuadores Jefferson Silvério, Dante Preto, João Carlos, Abraão Kimberley e o rapper Janderson Fundação iniciam na plateia com o brilho de sua encenação, proporcionando ao público uma pequena proporção da experiência do que seria estar nas margens de forma ativa. Instrumentos musicais compõem a encenação trazendo rezas e batuques.

Nitrido significa Ato de Relinchar e esse nome não foi escolhido à toa. Nitrido ou a dramaturgia de Cavalo nasce da periferia, das margens e é na borda que a encenação acontece.

Laís Cafari fez uma ampla pesquisa sobre a alimentação na periferia, com foco em sua região, no Jardim Romano, onde a falta de tempo e dinheiro dificulta a ingestão de alimentos frescos e feitos na hora, como frutas, verduras, legumes e a absorção maior de ultraprocessados, mais baratos e mais práticos para o consumo. Também as frutas, verduras e legumes que chegam na periferia nem sempre tem o mesmo aspecto que bairros nobres.

No palco, os atores retratam os cavalos com uma intensa coreografia em meio aos alimentos, caixas de feira e objetos de locomoção.

O EU corpo- humano, tem uma forte presença de cena, assim como o corpo-cavalo ambos sendo revezado por todes atuadores do drama, assim como as luzes brincando com o que é o atuador, o que é o cavalo e o que é o público. O lugar do “palco” será o centro, ocupado por lixos em montanhas no breu, que apenas é revelado no segundo ato. A ocupação do espaço é uma composição com a dramaturgia, pois a estética e o território é o próprio drama encenado. Encenamos as margens periféricas não só em palavras, mas com os rappers, mandando a letra ao vivo, os tambores, o trompete, o corpo negro e indígena, a pele exposta, a pichação.

Essa justificativa está sendo narrada, pois a vivenciadora em pesquisa territorial tomou para si a própria narrativa. "Cavalo" é uma dramaturgia que deriva da vida e o olhar sobre ela. Como se aprende com a rua: não é possível trabalhar sozinho. Assim, a montagem dessa peça possibilitou juntarmos narrativas com vozes ativas, sendo de fato a própria voz, o corpo em cena a estrutura do drama, da música, a estética, o figurino, a produção, a direção. Nos juntamos como potências para criar e falar de políticas, de direitos, de territórios roubados, e de terrenos semeados.

Cavalo: “Chegamos até aqui, o rio é a borda desse bairro e a linha férrea também. Navegando por esses espaços chegamos até o lado de cá. Cestas básicas foram nos oferecidas com bastante óleo de soja e açúcar refinado, entupindo nossas veias, deixando nossos batimentos cardíacos cada vez mais lentos", de Laís Cafari.

Estamos escolhendo o seu teatro para fazer nossa feira, para desmontar nossa cerca e na relação com espaço relinchar também a palavra textual que nesse momento, chamamos dramaturgia, mas que, no texto, chamamos de portal. Nosso povo tem morrido pela boca, ingerindo aquilo que nunca se estraga, mas é também pela boca que enfeitiçamos. Se a palavra é o alimento da alma, a cena alimenta nosso desejo.

É pelo desejo de comer que a gente alimenta a visceralidade que é emoção, que é teatro. Estrear nesse espaço nos traz a dimensão da corrida contra o vento, da corrida pelo vento a favor da pele, onde correm bolas e os pés desachuteirados e patas deferidas. Esperamos que o olhar de quem nos assistir possa invadir a realidade com o sonho da corrida voluntária. Crianças, adultos, cavalos, éguas e potros em velocidades trotadas. Nossas subjetividades foram unidas da forma mais originária, em uma esquina de quebrada, junto aos postes, aos troncos e raízes. Como exemplo dessa parceria, a escrita desse texto pôde ser desenvolvida no projeto "Jardim de narrativas" do Coletivo Estopô Balaio, que proporcionou espaço para que sementes pudessem brotar e nutrir o território, com a criação da dramaturgia "Cavalo". Do encontro do texto com a produção, nasce a criação "Morango sem doce" um grupo-esquina que inicia sua trajetória dos encontros de duas estudantes da cena na F26 da Escola livre de Teatro de Santo André, Laís e Trinity desenvolveram juntas o projeto Cavalo, contemplado pelo ProAC 2025. Que hoje tem como propósito a estreia junto a uma temporada de Nitrido ou a dramaturgia de Cavalo.

Laís Cafari, nascida, criada e crescida na periferia do extremo leste de São Paulo, especificamente no Jardim Romano, território de Ururay. Desde cedo, envolvida nas cenas artísticas de rua, atuadora compondo ativamente como parte do elenco de "Reset Brasil", um espetáculo itinerante do Coletivo Estopô Balaio que percorre as ruas de São Miguel Paulista. Se reconhecendo como pessoa originaria em retomada, ganhando essa identificação através do seu trabalho e da arte, circulando pelos espaços culturais da Grande São Paulo e colaborando com o coletivo Estopô Balaio na intervenção provocativa "Algum desses é seu parente?". Paralelamente, participou da oficina "Cinema no Romano - Oficina de Elaboração de Projetos de Curta-Metragem", promovida pela Arenga Filmes, onde está desenvolvendo seu primeiro roteiro intitulado "Na Faca". É criadora da dramaturgia de "Cavalo", um projeto originado no edital Jardim de Narrativas do Coletivo Estopô. Cia Livre Cia Livre - Marcha Das Mulheradxs no Período: 2024 - 2025 atuante da residência artística no projeto Marcha das Mulheradxs representando o Coletivo Estopô Balaio. Atualmente, está aprendiz do quarto ano na Escola Livre de Teatro de Santo André, integrando o corpo discente da Formação 26 e participando ativamente como parte do Grupo de Produção Geral do "Sarau da Permanência", um evento idealizado e realizado pelas aprendizes da escola. Gravação do filme tamanduateí: rio de muitas voltas no meio de 2025. Anteriormente, dedicou mais de seis anos ao Teatro Vocacional no Céu Três Pontes, onde recebeu orientação de diversos artistas orientadores. Essa jornada enriquecedora proporcionou participar de projetos de conclusão de curso que circularam pela região, proporcionando suas primeiras experiências como atriz em formação. Diretora do espetáculo de teatro Nitrido ou a dramaturgia de Cavalo. “Desejo continuar a contribuir de maneira significativa para a cena cultural e artística, expandido novas formas de expressão e ampliando meu território e repertório criativo”.

Ficha técnica

Elenco: Abraão Kimberley, Dante Preto, Janderson Fundação, Jefferson Silvério, João Carlos.

Coordenação de Produção: Trinity.

Dramaturgia e Direção: Laís Cafari.

Orientaçao de Direção: Lúcia Kakazu.

Preparação corporal: Gisele Calazans.

Preparação vocal: Tâmara David.

Provocadora de elenco: Jhonnã Bao

Provocação corporal:  Nina Giovelli, Verônica Corpo Santos

Coreografia “Das trocas”: Claudiana Honório

Coreografia “Capoeira”: Rafael Oliveira e Laís Cafari

Criação e operação de som: Mica Matos

Criação e operação de Luz: Nayka Alexandre

Produção Executiva: Lisa Ferreira

Assistente de produção: Jéssica Oliveira e Vini Ranieri

Cenógrafo: Wanderley Wagner da Silva.

Arte caixotes: Julia Morinaga

Figurinista: Mara Carvalho.

Orientação de dramaturgia: Jessica Nascimento Olaegbe

Nutricionista: Melissa Tarrão.

Acessibilidades: Regiane Eufrausino, Dienani e Natália Belo

Intérpretes de Libras:  Ricieri Palha e Will Belarmino

Designer: Tamii e Melissa Centurion

Fotógrafia: Trinity, David Rodrigues e Trinity

Comunicação: Isabela Escudeiro

Filmaker: Gustrago

Criação de Músicas: Abraão Kimberley, Dante Preto, Janderson Fundação, Jefferson Silvério, João Carlos e Laís Cafari

Faixa das "trocas": Lucas F Paiva

Assessoria de Imprensa: Miriam Bemelmans.

Agradecimentos: Coletivo Estopô Balaio, Cia Quatro Ventos, Luzia Andrade, Movimento Cultural Ermelino Matarazzo.

Serviço

Peça Nitrido ou a dramaturgia de Cavalo
@cavaloteatro

Circulação por data

Junho

12 de junho, sexta-feira, às 21h
14 de junho, domingo, às 18h com Libras

Teatro Arthur Azevedo - Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca, São Paulo - 03115-020

18 de junho, quinta-feira, às 20h
20 de junho, sábado, às 20h com Libras
21 de junho, domingo, às 19h

Centro Cultural Penha
Largo do Rosário, 20 - Penha de França, São Paulo - SP, 03634-020

Classificação indicativa: Livre

Duração: 90 minutos

Grátis!

Peça Única, da House of Hands Up (MS), chega ao Sesc 24 de Maio pela programação do Palco Giratório

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