segunda-feira, 8 de junho de 2026

O tradicional Arraial do Pombas, teatro, circo e contação de histórias movimentam a programação junina na Zona Leste

Em Cidade Tiradentes, Centro Cultural Arte em Construção vira espaço de convivência, criatividade e cuidado coletivo


Arraial do Pombas, teatro, circo e contação de histórias movimentam a programação gratuita de junho no Centro Cultural Arte em Construção


O tradicional Arraial do Pombas Urbanas é opção de lazer para famílias no extremo da Zona Leste


Em um momento em que a maior parte das interações acontece por meio de telas, o Instituto Pombas Urbanas (@institutopombasurbanas) aposta na cultura como espaço de encontro, convivência e criação coletiva. Em Cidade Tiradentes, extremo da Zona Leste de São Paulo, o Centro Cultural Arte em Construção (CCAC) reafirma diariamente a importância da presença, da escuta e dos vínculos comunitários em um território que historicamente conviveu com a falta de equipamentos culturais. Durante o mês de junho, o espaço promove uma programação gratuita para todas as idades, reunindo festa junina, teatro, contação de histórias, circo e atividades que fortalecem o sentimento de pertencimento e estimulam a participação cultural da comunidade. 


Realizada pelo Instituto Pombas Urbanas, com patrocínio da Transpetro, a iniciativa transforma a cultura em uma ferramenta cotidiana de cuidado, pertencimento e fortalecimento das relações humanas. Assim, quem frequenta o Centro Cultural Arte em Construção encontra um espaço onde é possível conviver, compartilhar experiências e exercitar a criatividade em comunidade.


A programação tem como destaque o tradicional Arraial do Pombas, promovido pela Feira Fortalece Aí, que acontece nos dias 13 e 14 de junho. A festa reúne apresentações artísticas, música ao vivo, bingo, transmissão de jogo da Copa do Mundo, gastronomia típica e uma feira de artesanato produzida por empreendedores locais. O evento celebra as tradições populares e cria oportunidades para que moradores de diferentes gerações ocupem o espaço, convivam e construam memórias coletivas.


Ao longo do mês, o público também poderá acompanhar o espetáculo “Florilégio”, do Grupo Pombas Urbanas, a contação de histórias “No Meu Balaio Tem Histórias”, da Cia. Castelo das Artes, e o espetáculo circense “Xinfrim”, da Cia. Pé de Cana. As atrações dialogam com temas como memória, identidade, imaginação, território e cultura popular.


O projeto desenvolvido com patrocínio da Transpetro vai além da programação artística. Durante todo o ano, o Centro Cultural Arte em Construção oferece oficinas gratuitas de bordado, violão, teatro, circo e dançaterapia, criando oportunidades permanentes de aprendizado, convivência e expressão criativa.


Entre os frequentadores, destacam-se mulheres com mais de 60 anos que encontram nas oficinas um espaço de acolhimento, escuta e troca de experiências. No bordado, linhas e tecidos se transformam em pontes para novas amizades e histórias compartilhadas. Na dança, o movimento fortalece a conexão com o próprio corpo e amplia o sentimento de pertencimento ao grupo.


Para crianças e jovens, as atividades representam uma alternativa concreta ao isolamento provocado pelo consumo excessivo de conteúdos digitais. Para pessoas idosas, ajudam a combater a solidão e fortalecem redes de apoio. Para toda a comunidade, criam oportunidades de encontro em um território que historicamente enfrentou a escassez de equipamentos culturais.


"Um espaço cultural num território com uma população tão grande garante o direito fundamental de conviver, coexistir e aprender uns com os outros. É um lugar para celebrar a identidade, a diversidade local e sonhar coletivamente um futuro melhor", afirma Adriano Mauriz, presidente do Instituto Pombas Urbanas.


Com mais de três décadas de atuação, o Instituto Pombas Urbanas consolidou o Centro Cultural Arte em Construção como uma das principais referências culturais da periferia paulistana. Em 2026, a programação segue ampliando o acesso à cultura, fortalecendo artistas locais e demonstrando que a arte pode ser também um caminho para o cuidado coletivo, a criatividade e a construção de comunidades mais conectadas entre si e menos dependentes das telas.




Sobre a Transpetro

Operadora de 46 terminais (25 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 32 navios, a Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras e a maior companhia de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina. A Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 130 clientes.


SERVIÇO: Programação de Junho – Centro Cultural Arte em Construção

Onde: Centro Cultural Arte em Construção – Av. dos Metalúrgicos, 2100 – Cidade Tiradentes – Zona Leste/SP. Capacidade: 140 pessoas. Acessibilidade: Rampa de acesso e banheiro adaptado. Estacionamento: Não. Entrada gratuita. Classificação livre
Arraial do Pombas – Feira Fortalece Aí - 13 e 14 de junho de 2026 - A tradicional festa junina reúne apresentações artísticas, música ao vivo, bingo, transmissão de jogo da Copa do Mundo, gastronomia típica e feira de artesanato. Durante os dois dias haverá barracas de comidas típicas, opções veganas e vegetarianas, doces, bebidas tradicionais, artesanato, bordados, acessórios e brechó.

13 de junho (sábado) - Horário: 16h às 22h - 17h – Apresentação junina das oficinas de dança e zumba

18h – Show com Trio Marrom

19h – Transmissão do jogo Brasil x Marrocos

Bingo e sorteios durante o intervalo

14 de junho (domingo) - Horário: 15h às 21h

17h – Apresentação junina das oficinas de dança e zumba

18h – Bingo

19h – Show com Luara Brasileira

20h – Bingo

Florilégio – Grupo Pombas Urbanas - 16 e 25 de junho de 2026 | 10h | Teatro - Espetáculo que reflete sobre memória, pertencimento e organização comunitária, destacando as histórias, desafios e potências presentes no território.

No Meu Balaio Tem Histórias – Cia. Castelo das Artes - 18 de junho de 2026 | 15h | Contação de histórias - Atração inspirada na tradição oral brasileira que reúne causos, memórias e saberes populares transmitidos entre gerações.

Xinfrim – Cia. Pé de Cana - 27 de junho de 2026 | 15h | Circo e teatro - Espetáculo circense inspirado em viagens pelo Brasil, com números de circo, histórias e uma atmosfera lúdica criada a partir de uma Kombi transformada em cenário itinerante.

Oficinas culturais gratuitas: Violão, Dançaterapia (zumba e outros ritmos), Bordado, Teatro e Circo.

Inscrições e vagas: consultar disponibilidade diretamente no Centro Cultural Arte em Construção.

Informações: @institutopombasurbanas e @grupopombasurbanas 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

"Quando o sonho encontra o azul" reúne fotografias inéditas de Daniela Dib no MIS



Com direção artística de Marcelo Greco, a mostra apresenta cerca de 15 fotografias inéditas, produzidas entre 2021 e 2026, marcadas por atmosferas íntimas, jogos de luz e sombra, reflexos e paisagens suspensas no tempo, construindo uma narrativa visual entre sonho e realidade

A artista e fotógrafa Daniela Dib apresenta no Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, a exposição “Quando o sonho encontra o azul”, em cartaz entre os dias 23 de junho e 3 de agosto. Com direção artística de Marcelo Greco, a mostra apresenta cerca de 15 fotografias inéditas, produzidas entre 2021 e 2026, marcadas por atmosferas íntimas, jogos de luz e sombra, reflexos e paisagens suspensas no tempo, construindo uma narrativa visual entre sonho e realidade.

A exposição, que integra o programa Nova Fotografia 2026 do MIS, nasce do fascínio de Dib pela cor azul - não apenas como elemento visual, mas como estado emocional e simbólico. Inspirada em estudos linguísticos que apontam para a ausência da palavra “azul” em diversas civilizações antigas, a artista parte da ideia de que céu e mar eram percebidos como territórios vastos e mutáveis, ainda não nomeados pela linguagem. O azul surge, assim, como uma presença silenciosa e indefinível.

Nas fotografias, essa cor aparece menos como representação e mais como atmosfera. Entre sombras, reflexos e gestos sutis, a artista constrói imagens que transitam entre delicadeza e tensão, intimidade e vazio, contemplação e vertigem. 

“As fotos apresentadas na exposição representam muito do meu universo interior. Uma busca silenciosa, um olhar através de uma fresta, habitando uma dimensão entre o caos e a magia da vida cotidiana - um delicado equilíbrio entre as pulsões de vida e morte”, afirma a artista.

A mostra propõe ao público uma experiência contemplativa em contraponto à velocidade do mundo contemporâneo. A montagem reforça essa sensação: a forma com que as obras serão fixadas, darão a impressão de estarem flutuando, um leve som de água, complementa a imersão, concebida pela artista.

Nascida em Porto Alegre, Daniela Dib estudou Desenho Industrial na ULBRA. Após uma longa trajetória no universo da moda, passou a dedicar-se integralmente à fotografia autoral a partir de 2018, quando iniciou seus estudos no MAM São Paulo.

Em 2020, foi premiada pelo edital “Arte como Respiro”, do Itaú Cultural, projeto que deu origem ao livro “Aqueles Dias”, publicado em 2021 pela Editora Origem e finalista do Primeiro Prêmio Lovely House na categoria Fotolivro. Publicou também, de forma independente, dois livros: “Caminho de volta” (2019) e o zine “Paisagens Internas” (2022). 

Seu trabalho integrou exposições e publicações nacionais e internacionais, entre elas “Eye Mama Project” (Reino Unido, 2023), “The Annihilation of Space and Time” (Japão, 2023) e “Neptune Journal” (França, 2024). 

“Ser selecionada por uma instituição do tamanho e importância do MIS é uma imensa honra. É uma mistura de felicidade, insegurança e orgulho. Ver que meu olhar atravessa outros olhares e emociona as pessoas é algo muito especial”, afirma a artista.



Sobre o Nova Fotografia

O projeto anual do MIS seleciona, por meio de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no Museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.

Serviço

Quando o sonho encontra o azul”

Entrada gratuita

Abertura: 23 de junho, terça-feira, às 19h

Período de visitação: de 23 de junho a 3 de agosto 

Local: Museu da Imagem e do Som | Av. Europa, 158 - Jardim Europa - São Paulo/SP

Horário de funcionamento: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Mostra e exposição na Cinemateca Brasileira celebra mulheres tchecas

 


Em parceria com CzechArte, União Cultural Tcheco-Brasileira e Embaixada da República Eslovaca no Brasil, a mostra contempla diferentes épocas com a exibição de 40 títulos, entre longas e curtas

 

Em formato de painéis, a exposição HEROÍNAS TCHECAS traz retratos de cinquenta grandes mulheres ligadas à nação tcheca

 

 

MATERIAL IMPRENSA

 

 

Entre os dias 5 de junho e 14 de junho, a Cinemateca Brasileira apresenta a MOSTRA MULHERES DO CINEMA TCHECOSLOVACO, um panorama com quase quarenta filmes em torno da presença das mulheres na produção cinematográfica do país europeu.

 

Com entrada franca, a mostra destaca obras de diretoras de diferentes épocas, entre pioneiras que produziram no período silencioso, como Thea Červenková, Olga Rautenkranzová, Hermína Týrlová e Irena Dodalová, e a geração do cinema moderno dos anos 1960 e 1970, como Věra Chytilová, Jaroslava Havettová, Věra Plívová-Šimková, Ester Krumbachová e Drahomíra Vihanová, em cópias preservadas pelo Arquivo Nacional de Cinema da Tchéquia e pelo Instituto de Cinema da Eslováquia. Atrizes importantes na história do cinema tchecoslovaco, como Nataša Gollová, Hedy Lamarr, Jana Brejchová e Magda Vášáryová, também estarão em evidência ao longo da mostra.

 

No dia 5 de junho, a sessão de abertura exibirá dois filmes: O ASSASSINATO DO SR. DIABO, o único longa-metragem de Ester Krumbachová, e o curta-metragem de animação UMA HISTÓRIA COMUM, de Zlatica Vejchodská.

 

No último dia da programação, a pesquisadora Luiza Wollinger Delfino ministrará a palestra ESTER KRUMBACHOVÁ: A DAMA OCULTA DO CINEMA TCHECOSLOVACO, um mergulho na obra transdisciplinar da grande figurinista, roteirista e diretora de arte, a figura por trás de grandes filmes da chamada Nova Onda do Cinema Tcheco, que nos anos 1960 propõe filmes irreverentes diante da efervescência cultural que culmina na Primavera de Praga. A palestra tem entrada gratuita e os ingressos poderão ser retirados uma hora antes de seu início.


 

Exposição

A exposição HEROÍNAS TCHECAS traz retratos de cinquenta grandes mulheres tchecas, vistas através dos olhos de uma atual onda jovem de ilustradores e ilustradoras, alunos da Faculdade de Design e Artes Ladislav Sutnar da Universidade de Pilsen, que foram liderados pela professora Renáta Fučíková.

 

Em formato de painéis, a exposição apresenta mulheres ligadas à nação tcheca, atravessando o tempo e todos os campos da atividade humana. Mulheres que, apesar de circunstâncias históricas, expectativas sociais e convenções culturais estabelecidas, não tinham e não têm medo de serem fortes em atitudes, opiniões, responsabilidades assumidas e comprometimento. Algumas delas foram e são reconhecidas, outras caíram injustamente no esquecimento.

 

A exposição HEROÍNAS TCHECAS foi criada em 2020 por meio de cooperação entre a Faculdade de Design e Artse Ladislav Sutnar da Universidade da Boêmia Ocidental em Pilsen e os Centros Tchecos, que têm por objetivo promover a cultura do país no exterior.



Curadoria: Leonardo Bomfim, Věra Matysíková, Rastislav Steranka 
Assistência de programação: Thainá Maria da Silva, Luiza Wollinger Delfino 
Legendagem: João Boeira, Thainá Maria da Silva, Věra Matysíková, Cinemateca Capitólio 
Realização: CzechArte, União Cultural Tcheco-Brasileira, Embaixada da República Eslovaca no Brasil 

Apoio: Cinemateca Capitólio, Consulado Geral da República Tcheca em São Paulo, Signosoft, Slovenský filmový ústav, Národní filmový archiv 

 

 


CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

 

Horário de funcionamento

Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h

Salas de cinema: conforme a grade de programação.

Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados

 

Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)

Sala Oscarito (104 lugares)
Área externa (300 lugares)

Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão


 

 

Sexta-feira, 05 de maio

19h30 _ Sala Grande Otelo _ SESSÃO DUPLA | UMA HISTÓRIA COMUM E O ASSASSINATO DO SR. DIABO

 

 

Sábado, 06 de maio

14h45 _ Sala Grande Otelo _ SESSÃO O MUNDO ANIMADO DE HERMÍNA TÝRLOVÁ

16h15 _ Sala Grande Otelo _ KRAKONOŠ E OS ESQUIADORES

18h00 _ Sala Grande Otelo _ SESSÃO DUPLA | DINHEIRO E ATÉ QUE A NOITE ACABE

20h00 _ Sala Grande Otelo _ A ERA DOS SERVOS

 

 

Domingo, 07 de maio

15h00 _ Sala Grande Otelo _ SESSÃO PIONEIRAS DO CINEMA TCHECOSLOVACO

16h30 _ Sala Grande Otelo _ SESSÃO JAROSLAVA HAVETTOVÁ: A PRIMEIRA-DAMA DA ANIMAÇÃO TCHECOSLOVACA

18h00 _ Sala Grande Otelo _ CELEBRAÇÃO NO JARDIM BOTÂNICO

20h00 _ Sala Grande Otelo _ ÊXTASE

 

 

Quarta-feira, 10 de maio

19h00 _ Sala Grande Otelo _ OS AMORES DE UMA LOIRA

20h45 _ Sala Grande Otelo _ A NOITE DA FREIRA

 

 

Quinta-feira, 11 de maio

19h00 _ Sala Grande Otelo _ ALEGRIA SILENCIOSA

21h00 _ Sala Grande Otelo _ MORGIANA

 

 

Sexta-feira, 12 de maio

19h00 _ Sala Grande Otelo _ SESSÃO DUPLA | DONZELA DO SOL E CONDESSA SANGRENTA

20h45 _ Sala Grande Otelo _ ENCURTADO

 

 

Sábado, 13 de maio

14h00_ Sala Grande Otelo _ EVA ESTÁ APRONTANDO

15h30_ Sala Grande Otelo _ SESSÃO DUPLA | BALADA EM RENDA E ROMANETTO

 

 

Domingo, 14 de maio

13h00 _ Cursos e debates _ ESTER KRUMBACHOVÁ: A DAMA OCULTA DO CINEMA TCHECOSLOVACO

A palestra com a pesquisadora Luiza Wollinger Delfino é um mergulho na obra transdisciplinar de Ester Krumbachová, grande figurinista, roteirista e diretora de arte do cinema tcheco. Ester é a figura por trás de grandes filmes da chamada Nova Onda do Cinema Tchecoslovaco, que nos anos 1960 propõem filmes irreverentes diante da efervescência cultural que culmina na Primavera de Praga.

15h15_ Sala Grande Otelo _ SESSÃO DOCUMENTARISTAS TCHECAS: KRUMBACHOVÁ, VIHANOVÁ, TŘEŠTÍKOVÁ E SOMMEROVÁ

16h45_ Sala Grande Otelo _ O MUNDO É TÃO DIVERTIDO CONTIGO

18h45_ Sala Grande Otelo _ ALGO DIFERENTE

 

Vanessa Falabella revisita o “Clube da Esquina” no Sesc 24 de Maio com Toninho Horta

 

Cantora apresenta o projeto Goldmine ao lado de um dos nomes originais do movimento em dois shows na unidade
 

Créditos: Vanessa Falabella (Dede Fedrizz)| Toninho Horta (Vitor Maciel)
 

Fotos Divulgação
Ouça: Álbum Godmine
 

São Paulo, junho de 2026 – O Sesc 24 de Maio recebe a cantora Vanessa Falabella em shows nos dias 6 e 7 de junho. No palco, ela apresenta Goldmine, projeto que revisita o movimento Clube da Esquina e conta com a participação de Toninho Horta, músico que integrou as gravações do álbum Clube da Esquina, de Milton Nascimento e Lô Borges. 

 

Vanessa Falabella é atriz, dubladora, locutora e cantora, nascida em Belo Horizonte. Radicada nos Estados Unidos, propõe uma nova abordagem ao repertório do Clube da Esquina, movimento surgido na década de 1960, no bairro de Santa Tereza (BH), que revolucionou a MPB ao mesclar ritmos folclóricos regionais com influências do rock e do jazz. 

 

Em seus shows, interpreta canções de compositores mineiros como Fernando Brant, Márcio Borges e o próprio Toninho Horta, que a acompanha no palco. O guitarrista e compositor, vencedor do Grammy Latino e com cerca de 30 discos solo gravados, celebra a herança musical do Clube da Esquina e reafirma sua relevância para novas gerações de ouvintes.

 

Serviço

Vanessa Falabella part. Toninho Horta 
IG Vanessa | IG Toninho

Datas: 06/06 (sábado) às 20h e 07/06 (domingo) às 18h

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: disponíveis no site sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP - R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc).

Duração do show: 90 minutos

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

 

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300

quinta-feira, 28 de maio de 2026

CONPRESP aprova tombamento de três terreiros de religiões de matriz africana em São Paulo

 

A decisão reconheceu o valor histórico, cultural, religioso e cultural durante a 844ª Reunião Ordinária realizada em 25 de maio de 2026

Procissão Águas de Oxalá pelas ruas de Cangaíba.
(Acervo do Abassá, s/d)

São Paulo, maio de 2026 - O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo da Prefeitura de São Paulo, aprovou, durante a 844ª Reunião Ordinária realizada em 25 de maio de 2026, o tombamento de três importantes terreiros de religiões de matriz africana da capital paulista.
 

A decisão reconhece o valor histórico, cultural, religioso e social do Ilê Dara Asè Òsún Eyin, em Sapopemba; do Ilê Asé Omo Igbo Omi, em Ermelino Matarazzo; e do Terreiro de Candomblé Abassá Oxum Oxóssi, no Cangaíba.
 

Os processos de tombamento foram elaborados pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) e consideram os terreiros como referências culturais fundamentais para a preservação das tradições afro-brasileiras na cidade de São Paulo. Entre os critérios adotados estão a continuidade das práticas religiosas, a preservação da estrutura simbólica e religiosa do terreiro e arquitetura sagradas, a atuação comunitária e o papel histórico dessas casas no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.
 

O CONPRESP destacou, nas resoluções aprovadas, a contribuição das religiões de matriz africana para a formação cultural brasileira e o papel dos terreiros enquanto espaços de acolhimento, construção identitária, preservação da memória e resistência das culturas afro-brasileiras nas dinâmicas urbanas da cidade.
 

Entre os espaços reconhecidos está o Ilê Dara Asè Òsún Eyin, fundado pelo Babalorixá Pai Cido de Oxum, referência do candomblé queto em Sapopemba desde os anos 1980.
 

O terreiro também se destaca pela atuação de Pai Cido na difusão da cultura afro-brasileira por meio de rádios, jornais, livros e registros sonoros dos cânticos dos orixás.
 

O Ilê Asé Omo Igbo Omi, liderado por Mãe Izis de Logunedé, foi reconhecido pela preservação de elementos da tradição iorubá, pela configuração arquitetônica inspirada nos compounds tradicionais africanos e pela integração entre práticas do candomblé e da umbanda.
 

Já o Terreiro de Candomblé Abassá Oxum Oxóssi, fundado por Mãe Caçulinha e atualmente conduzido por Mãe Kátia, representa a preservação da tradição angola na cidade de São Paulo e a trajetória histórica de mulheres negras na consolidação do candomblé paulista.
 

As resoluções aprovadas pelo CONPRESP garantem a preservação dos espaços sagrados utilizados para culto e reconhecem os terreiros como patrimônios vivos, respeitando as transformações necessárias para a continuidade das práticas religiosas e comunitárias.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Fuvest 2026 escritas por mulheres

 Clube de leitura gratuito no Sesc Consolação debate obras da

Fuvest 2026 escritas por mulheres
 

Mediado por Camilla Dias, o projeto “Próxima Página” promove encontros mensais sobre títulos obrigatórios do vestibular, ampliando o acesso à literatura e incentivando a leitura crítica

 

Conceição Evaristo – Crédito: Mario Ladeira, Narcisa Amália – Crédito: Domínio Público, Djaimilia Pereira de Almeida – Crédito: José Carlos Carvalho, Sophia de Mello Breyner Andresen – Crédito: Antonio Pedro Ferreira, Julia Lopes de Almeida – Crédito: Arquivo Nacional / Domínio Público, Clarice Lispector – Crédito: Acervo Pessoal / Álbum de Família, e Paulina Chiziane- Crédito: Acervo Visão

 

 

Imagens para divulgação: acesse aqui

 

O Sesc Consolação realiza, de 30 de maio a 7 de novembro de 2026, o clube de leitura Próxima Página, uma série de encontros mensais voltados à literatura produzida por mulheres e inspirados na lista de livros obrigatórios da Fuvest 2026. Mediado pela assistente social e curadora literária Camilla Dias, o projeto acontece aos sábados, das 15h às 17h, no Espaço de Leitura (3º andar) da unidade.
 

Com entrada gratuita e retirada de ingressos 30 minutos antes do início das atividades, o clube busca ampliar o acesso à leitura literária e estimular o pensamento crítico por meio do debate coletivo. Além de reunir leitores interessados em literatura, a proposta também pode servir como espaço de aproximação com obras cobradas nos vestibulares, especialmente para jovens que não têm acesso a cursos preparatórios ou acompanhamento especializado em leitura e redação.
 

Em 2026, a curadoria é dedicada exclusivamente a obras escritas por mulheres presentes na bibliografia obrigatória da Fuvest. A seleção contempla autoras nacionais e internacionais, clássicas e contemporâneas, reunindo diferentes perspectivas sobre temas como desigualdade social, colonialismo, identidade, condição feminina, racismo, espiritualidade, memória e resistência.
 

Cada encontro propõe uma breve contextualização sobre a obra e a trajetória da autora, seguida por uma roda de conversa em que as pessoas participantes são convidadas a compartilhar impressões e interpretações de leitura. Cabe à mediação organizar o debate e aprofundar reflexões sobre os temas levantados pelos livros.

 

 

Camilla Dias – Crédito: Acervo pessoal

 

 

Sobre Camilla Dias

 

Camilla Dias é assistente social, curadora literária e mediadora de leitura. Ela é cocriadora do projeto Leituras Decoloniais e idealizadora do Lendo escritores negro-brasileiros, iniciativas voltadas à democratização do acesso à literatura e à valorização de narrativas historicamente invisibilizadas.
 

 

 

Programação

30/5 (sábado), às 15h 
Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo

Coletânea de poesias que teve grande impacto na época de sua publicação, abordando temas como abolição da escravidão, Proclamação da República, educação e a condição feminina.

 

27/6 (sábado), às 15h 
Nebulosas, de Narcisa Amália

Coletânea de poesias que teve grande impacto na época de sua publicação, abordando temas como abolição da escravidão, Proclamação da República, educação e a condição feminina.

 

25/7 (sábado), às 15h 
A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida

Um antigo capitão de navios negreiros decide cultivar um jardim em sua casa de infância após deixar seu trabalho marcado por sofrimento. O livro explora temas de culpa, redenção e a busca por sentido, refletindo sobre as contradições e violências do passado colonial português.

 

29/8 (sábado), às 15h 
Geografia, de Sophia de Mello Breyner Andresen 

Coletânea de poesias da escritora portuguesa, influenciada por João Cabral de Melo Neto, que aborda a religiosidade cristã e denuncia a iniquidade, o abuso e a opressão. A autora utiliza a poesia como uma ferramenta de transformação social, refletindo sobre temas profundos e universais.

 

26/9 (sábado), às 15h 
Memórias de Martha, de Julia Lopes de Almeida 

O romance apresenta a jornada de Martha, por meio de suas memórias desde a infância em um cortiço carioca até sua busca por um futuro melhor. A personagem desafia os padrões impostos às mulheres do século 19 e busca sua independência intelectual e emocional. A obra discute a condição feminina, a importância do ensino e os desafios de conquistar espaço em uma sociedade patriarcal.

 

31/10 (sábado), às 15h 
A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector 

G.H. é uma escultora da elite carioca. Após demitir sua empregada e terminar um relacionamento, decide arrumar o quarto de serviço e encontra uma barata, desencadeando uma crise existencial e uma jornada de autoconhecimento ao devorar o inseto para desvendar a vida crua, questionando a identidade e o sentido da existência humana.

 

7/11 (sábado), às 15h 
Balada de amor ao vento, de Paulina Chiziane 

A obra narra a história de amor e sofrimento de Sarnau, uma mulher moçambicana que enfrenta as dificuldades impostas pela sociedade patriarcal. Por meio de sua jornada, o romance aborda temas como a opressão feminina, a tradição, a luta pela liberdade e a busca por identidade e resistência em um contexto cultural e social complexo.

 

Serviço 
 

Clube de Leitura Próxima Página 
Com Camilla Dias (@camillaeseuslivros)
Quando: de 30/5 a 7/11/2026, sábados, das 15h às 17h
Onde: Espaço de Leitura – 3º andar | Sesc Consolação
Grátis – retirada de ingresso com 30 minutos de antecedência

Classificação: Livre

Peça Única, da House of Hands Up (MS), chega ao Sesc 24 de Maio pela programação do Palco Giratório

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