segunda-feira, 25 de maio de 2026

Campanha convida população a escutar as aves da Mata Atlântica em parques de SP

 


Programação gratuita une observação de aves, educação ambiental e conscientização sobre conservação da biodiversidade
 


Antes mesmo de serem vistas, muitas aves da Mata Atlântica são percebidas pelo som. O canto vindo das copas, o movimento entre as árvores e a presença discreta da fauna ajudam a lembrar que, mesmo em meio às grandes cidades, a floresta ainda resiste e continua pedindo atenção. É com esse convite à escuta e à conexão com a natureza que a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), por meio das diretorias de Parques Urbanos e de Biodiversidade e Biotecnologia, participa da campanha nacional “Escute as Aves da Mata Atlântica”, lançada oficialmente no próximo dia 27 de maio, das 8h30 às 16h.

Ao longo da semana, os parques estaduais receberão atividades gratuitas de educação ambiental, observação de aves, rodas de conversa, trilhas guiadas, exposições e oficinas voltadas à conscientização sobre preservação da fauna e dos habitats naturais. A proposta é aproximar o público da biodiversidade presente nos parques urbanos e estimular a conexão das pessoas com a Mata Atlântica por meio da escuta, da observação e da experiência direta com a natureza.

Durante as atividades, os frequentadores serão orientados a manter silêncio para contemplar o som das aves, permitindo que o canto natural da fauna se destaque e proporcionando uma imersão sensorial mais profunda. Essa prática, além de enriquecer a experiência dos visitantes, reduz o estresse e favorece a observação das espécies em seu comportamento habitual.

No Parque Jequitibá, na divisa entre São Paulo e Cotia, a programação inclui atividades lúdicas com crianças sobre a redução da cobertura original da Mata Atlântica, plantio de mudas nativas, trilhas de avistamento de fauna e oficinas de bombas de sementes (argila e sementes de ipê). Já o Parque Ecológico do Tietê, no núcleo Engenheiro Goulart, na zona Leste da capital, promoverá a atividade “Asas do Tietê”, dedicada à observação de aves e à conscientização sobre a importância ecológica das várzeas urbanas.

No Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu, na zona Leste, os visitantes poderão participar de exposições sobre espécies ameaçadas da Mata Atlântica, caminhadas para reconhecimento de plantas nativas e atividades de avistamento de fauna. A programação também prevê ações no Parque Estadual Chácara da Baronesa, em Santo André, no ABC paulista, com rodas de conversa sobre identificação de aves, escuta de cantos em campo, trilhas de observação e atividades artísticas voltadas ao público infantil. As atividades foram estruturadas para dialogar com diferentes públicos e reforçar, de forma acessível, temas como conservação dos habitats, combate ao tráfico de animais silvestres e valorização da biodiversidade brasileira.

Conservação e conscientização

A campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica” foi criada de forma colaborativa por instituições públicas, pesquisadores, universidades e organizações da sociedade civil que integram o PAN Aves da Mata Atlântica. A iniciativa aborda temas como perda de habitat, caça e tráfico de animais, espécies exóticas invasoras e soltura inadequada de fauna silvestre, buscando ampliar o engajamento social em torno da conservação das aves do bioma.

“A participação da Semil nessa mobilização reforça o papel da educação ambiental na conservação da biodiversidade. Os parques urbanos são espaços estratégicos para aproximar as pessoas da natureza e despertar esse olhar de pertencimento e cuidado com a Mata Atlântica e suas espécies”, afirma Patrícia Locosque Ramos, diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil.

Para Ana Lúcia Seabra, diretora de Parques Urbanos, as atividades também ajudam a fortalecer a relação da população com os espaços verdes da cidade. “Os parques estaduais são ambientes de convivência, aprendizado e conexão com a biodiversidade. Ao promover ações de observação de aves e sensibilização ambiental, mostramos que esses espaços também são fundamentais para a conservação da fauna e para a qualidade de vida da população”, destaca.

Conservar para manter a vida
 

A Mata Atlântica abriga cerca de 890 espécies de aves, sendo mais de 200 exclusivas desse bioma. Apesar de sua importância ecológica, climática e hídrica, a floresta sofre pressão constante do desmatamento, da fragmentação de habitats e do tráfico de animais silvestres. A campanha pretende justamente ampliar a conscientização da sociedade sobre esses impactos e incentivar a participação da população na proteção da biodiversidade brasileira.
 

Serviço: Campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica”
Dia 27 de maio
Das 8h30 às 16h

Endereços dos parques:

Núcleo de Lazer Maria Cristina Hellmeister de Abreu - Av. Kumaki Aoki, nº 1389 - Jardim Helena - São Paulo. Telefone: (11) 2823-2475

Parque Ecológico do Tietê - Núcleo de Lazer Engenheiro Goulart - Rodovia Parque Nº 8055, Vila Santo Henrique - São Paulo. Telefone: (11) 2823-2250 / 2823-2266

Parque Jequitibá - Rua Sapucai 320-776 - Gramado - Cotia - São Paulo. Telefone: (11) 4613-6651

Parque Estadual Chácara da Baronesa - Avenida José Fernando Medina Braga, 8 - Santo André - SP, Bairro Jardim Las Vegas. Telefone: (11) 4422-9081

Gladys Maldaun retrata a memória urbana de São Paulo em nova exposição no Centro Cultural Olido

 

A mostra "Cidade Postal - Pinturas de Gladys Maldaun" convida o público a um percurso visual pelas transformações do centro da metrópole

“Pico do Jaraguá,” 2009, Gladys Maldaun

A memória de uma cidade é um tecido em constante mutação, moldado pelas escolhas de preservação e reconhecimento de sua história coletiva. Em São Paulo, uma metrópole marcada por intensas transformações urbanas, a arte emerge como um testemunho essencial. É nesse contexto que a exposição "CIDADE POSTAL – Pinturas de Gladys Maldaun" se apresenta, estabelecendo um diálogo profundo entre a produção artística, a memória urbana e as contínuas mudanças no coração da capital paulista.

Gladys Maldaun retorna com mais de 20 obras, incluindo pinturas, aquarelas e pastéis, a mostra oferece um panorama das paisagens urbanas, monumentos, estações ferroviárias, fábricas e cenas cotidianas que delinearam a cidade ao longo das últimas décadas. A escolha do Centro Cultural Olido, na Sala Mario Pedrosa, para abrigar a exposição, confere uma camada adicional de significado. Localizada em uma região central que passa por um importante processo de revitalização, a galeria se torna um ponto de encontro entre passado e presente, onde as obras de Gladys Maldaun permitem ao visitante compreender as permanências e transformações que atravessam São Paulo, reforçando o papel da ocupação cultural na construção de novos vínculos com o centro da cidade.

Os trabalhos expostos revelam uma São Paulo observada com sensibilidade e precisão. Peças como "Praça Ramos", "Viaduto do Chá", "Construção do Metrô", "Plataforma dos Trens", "Fábricas do Brás", "Beirando a Estação" e "Estação dos Trens – Brás" destacam a vitalidade dos espaços de circulação, trabalho e convivência que forjaram a identidade paulistana. As obras dedicadas à região do Brás revelam ainda um olhar atento para territórios historicamente ligados à imigração, ao trabalho e à formação industrial da capital, registrando espaços que hoje atravessam processos acelerados de transformação urbana. Em contraponto, trabalhos como "Porões e Poesias" e "Ousadia da Artista" introduzem uma perspectiva mais subjetiva e afetiva sobre a experiência de viver na cidade.

“Viaduto do Chá” por Gladys Maldaun (Foto: J.Mantovani.)

Gladys Maldaun, nascida em 1943, possui uma trajetória artística robusta, desenvolvendo pesquisas em desenho, pintura, pastel e aquarela desde o início da década de 1960. Sua formação inclui estudos com mestres como Lubra, Amadeo Scavone e Chen Kong Fang, além de aprofundamento na Escola Superior de Belas Artes de San Fernando, em Madri. Seu trabalho, predominantemente figurativo e frequentemente realizado in loco, tornou-se um importante documento visual da cidade, registrando bairros operários, transformações urbanas e espaços em risco de desaparecimento, especialmente na região do Brás. Ao longo de décadas, a artista construiu uma espécie de cartografia afetiva de São Paulo, transformando cenas cotidianas em testemunhos visuais da memória coletiva paulistana.

Com curadoria de Barbara Ivo de Freitas, produtora cultural, a exposição propõe uma reflexão sobre memória urbana, patrimônio e transformação da cidade, aproximando o olhar de Gladys Maldaun das discussões contemporâneas sobre revitalização e ocupação cultural do centro de São Paulo.

“Estação dos Trens - Brás” e “Construção do Metrô” por Gladys Maldaun (Foto: J.Mantovani.)

A exposição também dialoga com debates contemporâneos sobre revitalização urbana, preservação do patrimônio e reocupação cultural do centro de São Paulo. Ao reunir cenas de circulação, trabalho e convivência registradas ao longo de décadas, as obras de Gladys Maldaun evidenciam não apenas as transformações físicas da cidade, mas também as camadas afetivas, sociais e simbólicas que compõem a experiência urbana. Nesse contexto, "CIDADE POSTAL" convida o público a revisitar São Paulo não apenas como espaço físico, mas como território de experiências, histórias e pertencimento.

Gladys Maldaun com sua série “Praça Ramos I e II”, 1903  (Foto: J.Mantovani.)

A realização da mostra no Centro Cultural Olido reforça ainda o papel das artes visuais como instrumento de aproximação entre memória e cidade contemporânea, reafirmando a cultura como elemento fundamental na preservação da identidade urbana e na reocupação simbólica dos espaços centrais da capital paulista.

Serviço:

Exposição: CIDADE POSTAL – Pinturas de Gladys Maldaun

 

Abertura: 30 de maio de 2026, a partir das 11h

 

Período de visitação: 30 de maio de 2026 a 04 de julho de 2026

 

Local: Centro Cultural Olido – Galeria Olido | Sala Mario Pedrosa

 

Avenida São João, 473 – Centro Histórico, São Paulo/SP

Entrada gratuita

segunda-feira, 11 de maio de 2026

“AMAZÔNIA E MODERNISMO: A REVOLUÇÃO QUE VEM DA FLORESTA” CURSO ONLINE GRATUITO DESTACA PROTAGONISMO AMAZÔNICO NA LITERATURA BRASILEIRA

 


 
Novo curso livre do Sesc São Paulo propõe uma revisão crítica do Modernismo no Brasil, destacando a Amazônia como eixo fundamental dessa transformação cultural. 
 
Inscrições gratuitas em ead.sesc.digital

 

Paulo Vieira ressalta o protagonismo da Amazônia na literatura modernista brasileira. Foto: Particular Filmes (Altamira, PA)

 


 

O Modernismo brasileiro costuma ser associado à Semana de Arte Moderna de 1922, frequentemente apontada como seu ponto de origem. Mas forças decisivas de outras regiões do Brasil também impulsionaram a renovação estética e cultural do País. No curso online AMAZÔNIA E MODERNISMO: A REVOLUÇÃO QUE VEM DA FLORESTA, realizado e oferecido pelo Sesc São Paulo, o professor e poeta Paulo Vieira propõe deslocar esse olhar, revelando o protagonismo da Amazônia, seus autores e suas histórias, como território fértil de criação, pensamento e ruptura. Inscrições gratuitas e ilimitadas, disponíveis permanentemente.

Ao longo de cinco aulas, o curso convida o público a compreender como mitos, lendas, paisagens e experiências amazônicas, caboclas, indígenas e ribeirinhas atravessaram obras fundamentais da literatura brasileira, contribuindo para a construção de uma identidade nacional plural. Revela que, em paralelo aos movimentos do Sudeste, autores do Norte também estavam produzindo obras modernistas. Partindo do contexto histórico da região — do Brasil colônia ao ciclo da borracha e ao Modernismo local —, o curso percorre a produção de escritores como Bruno de Menezes, Eneida de Moraes e Dalcídio Jurandir, além de estabelecer conexões com obras centrais como Macunaíma, de Mário de Andrade, e Cobra Norato, de Raul Bopp. As aulas também apontam como a primeira fase modernista paraense influenciou outros autores mais tarde, como Maria Lúcia Medeiros, Edyr Augusto e Max Martins.

Para Paulo Vieira, poeta, engenheiro florestal e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Modernismo brasileiro deve ser compreendido como uma rede de influências e trocas, e não como um movimento centralizado. “A floresta não é cenário, mas força criadora. É dela que emergem narrativas, imagens e modos de pensar que transformaram profundamente a literatura brasileira”, aponta. As aulas foram gravadas na Amazônia, às margens do rio Xingu. A proposta do curso, segundo ele, é ampliar o repertório crítico e sensível dos participantes, conectando literatura, território e biodiversidade em uma abordagem acessível e interdisciplinar.

A cada aula, referências fundamentais do pensamento amazônico ajudam a aprofundar o debate, como Benedito Nunes e Vicente Salles. O conteúdo é enriquecido por materiais complementares — entre artigos acadêmicos, dissertações e teses —, além de leituras dramatizadas e registros visuais que aproximam o público das paisagens e da biodiversidade da floresta, integrando palavra e experiência sensível.

Aberto a diferentes públicos — de leitores interessados a estudantes, professores e pesquisadores —, o curso não exige conhecimentos prévios. As aulas são acompanhadas por conteúdos adicionais que expandem a reflexão e incentivam o aprofundamento nos estudos sobre o Modernismo e suas múltiplas origens.

Com vagas ilimitadas, o curso é gratuito e assíncrono, permitindo que cada participante organize seu próprio ritmo de aprendizagem. Ao final, o conteúdo sistematizado oferece um panorama crítico que convida à revisão de narrativas consolidadas, destacando a Amazônia como elemento central na construção da cultura brasileira. Não há emissão de certificado.
 

Currículo do curso

Aula 1 – A árvore do Modernismo brasileiro tem suas raízes na Amazônia
Aula 2 – Belém do Grão-Pará: Bruno de Menezes e o livro Batuque 
Aula 3 – Oswald Canibal, Macunaíma e a Cobra Grande
Aula 4 – Eneida, apenas Eneida
Aula 5 – De Dalcídio Jurandir a Max Martins: frutos do Modernismo na floresta

 

SOBRE O EDUCADOR

Paulo Vieira é poeta, engenheiro florestal, doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Pará (UFPA), no campus de Altamira, onde leciona desde 2016. Autor de 15 livros entre poesia, contos, literatura infantojuvenil, romance e crítica literária, recebeu diversos prêmios e teve obras traduzidas para o espanhol e o francês. Desenvolve uma prática pedagógica que entrelaça literatura, território e saberes da floresta, utilizando a palavra como instrumento de reflexão e defesa da Amazônia.

 

SERVIÇO

AMAZÔNIA E MODERNISMO: A REVOLUÇÃO QUE VEM DA FLORESTA
Curso EAD – Sesc São Paulo
Educador: Paulo Vieira
Formato: 5 videoaulas assíncronas, com materiais complementares
Vagas: ilimitadas
Plataforma: EAD Sesc Digital
Classificação indicativa: Livre
Inscrições e informações: ead.sesc.digital

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Municipal Circula” leva concerto gratuito do Coro Lírico para CEU Parque Novo Mundo na zona norte de São Paulo

 

Projeto da Fundação Theatro Municipal amplia acesso a expansão e promove concerto clássico em comunidades fora do centro de São Paulo

Coro Lírico; Theatro Municipal de São Paulo

 

São Paulo, maio de 2026 - No próximo dia 09 de maio, às 11h, o projeto “Municipal Circula” estará presente no CEU Parque Novo Mundo, na zona norte de São Paulo, com a apresentação gratuita do Coro Lírico Municipal. A iniciativa busca levar a experiência de música clássica e de concerto para diferentes regiões da cidade, além de apresentar um repertório acessível e pensado para o público.
 

Com uma programação diversa, o Coro Lírico de São Paulo convida a comunidade a vivenciar a arte com a apresentação de uma das principais formas artísticas da cidade. O projeto propõe dialogar e aproximar diferentes públicos com a música erudita ao vivo, promovendo também encontros entre artistas e público.
 

A iniciativa está integrada com o projeto “Fundação Expandida (FTM Expandida)” da Fundação Theatro Municipal de São Paulo (FTMSP), que busca levar os corpos artísticos, Escola Municipal de Música (EMM) e a Escola de Dança (EDASP), para além da região central da capital paulista, ampliando o acesso à cultura e ajudando na incentivação da democratização da artes.
 

“A cultura precisa estar presente em todos os territórios de São Paulo, criando um diálogo que faça o público se interessar por essa arte. O “Municipal Circula” é uma das formas que a Fundação Theatro Municipal conseguiu desenvolver para ampliar e levar o acesso a concertos musicais para diferentes públicos e aproximar essas regiões com os corpos artísticos da cidade”, afirma Abraão Mafra, diretor-geral da Fundação Theatro Municipal.
 

Serviço:
Onde: CEU Parque Novo Mundo
Data: 09/05
Horário: 11h
Gratuito

Clube de Leitura debate obras de Socorro Acioli no Sesc 24 de Maio

 

Atividade integra o projeto Leituras Circulantes e antecede bate-papo com a autora, no dia 28 de maio.

 

Na foto: Camila Dias (divulgação) | Socorro Acioli (Igor Melo) |

 

São Paulo, maio de 2026 – Integrado ao projeto Leituras Circulantes, o Sesc 24 de Maio realiza, nos dias 13 e 20 de maio, um Clube de Leitura dedicado aos romances A Cabeça do Santo e Oração para Desaparecer, de Socorro Acioli. Os encontros serão mediados por Camilla Dias, e propõem um espaço coletivo de escuta, troca e reflexão sobre as obras, antecedendo o bate-papo com a autora, que acontece na unidade no dia 28 de maio.
 

As leituras são organizadas em dois encontros, cada um voltado a um dos livros, estimulando o diálogo entre os participantes e o aprofundamento dos temas, narrativas e personagens criados por Socorro Acioli.
 

O primeiro encontro, no dia 13 de maio, será dedicado ao livro A Cabeça do Santo. Na narrativa, pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele procure a avó e o pai que nunca conheceu. Para cumprir a promessa, o jovem atravessa o sertão até a pequena cidade de Candeia, onde encontra abrigo dentro da cabeça oca de uma gigantesca estátua inacabada de Santo Antônio. É ali que Samuel passa a ouvir as preces amorosas das mulheres da cidade e descobre um dom inesperado, capaz de transformar a vida da comunidade.
 

No dia 20 de maio, será a vez de Oração para Desaparecer. A história acompanha Cida, uma mulher sem identidade nem memória, que reconstrói aos poucos uma nova vida em um lugar desconhecido. Seu encontro com Jorge inaugura uma relação inesperada, enquanto, do outro lado do Atlântico, Joana permanece como o fantasma de um amor antigo na vida de Miguel. Quando esses caminhos se cruzam, a narrativa se expande em uma trama que articula amor, memória, ancestralidade e pertencimento.
 

Encerrando a programação, no dia 28 de maio, a jornalista e escritora Socorro Acioli conversa com o público sobre sua trajetória literária e processo criativo. A partir de A Cabeça do Santo e Oração para Desaparecer, a autora compartilha bastidores da escrita, inspirações e reflexões sobre os personagens, conflitos e atmosferas que permeiam sua produção, marcada pelo trânsito entre o real e o imaginário.
 

Sobre as participantes

Camilla Dias é assistente social, mediadora e curadora literária. É pós-graduada em Docência em Literatura e Humanidades e mestranda no Programa de Literatura e Crítica Literária da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
 

Socorro Acioli é jornalista e professora, com mestrado em Literatura Brasileira e doutorado em Estudos de Literatura. Escreve para crianças, jovens e adultos e possui mais de 20 livros publicados. Foi vencedora do Prêmio Jabuti 2013, na categoria Infantil.
 

Serviço

Clube de Leitura: A Cabeça do Santo e Oração para Desaparecer, de Socorro Acioli 

Datas: 13 e 20/5, quartas, às 19h

Duração: 120 minutos

Classificação: 14 anos

Grátis: com retirada de senha 30 minutos antes no local.

 

Bate-papo com Socorro Acioli

Data: 28/5, quinta, às 19h

Classificação: 12 anos

Duração: 90 minutos

Grátis: com retirada de ingressos 1 hora antes no local.

Local: Sesc 24 de Maio Rua 24 de Maio, 109, República - SP - Tecnologias e Artes - 4º andar.

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

 

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Cinema do IMS Paulista recebe o diretor Gabriel Martins para sessão comentada do seu filme Marte Um, mediada por Kleber Mendonça Filho

 

 

A exibição acontece no dia 20 de maio, às 19h, com entrada gratuita. Também estarão em cartaz, neste mês, a Sessão INDETERMINAÇÕES, a retrospectiva em homenagem à cineasta Agnès Varda e obras do cineasta nigeriano Akinola Davies Jr.
 

No dia 20 de maio (quarta), às 19h, o Cinema do IMS Paulista realiza mais uma edição do evento Cinema comentado, desta vez com o filme Marte Um (2022). Na sessão, o diretor do longa-metragem, Gabriel Martins, comentará o filme em tempo real, com mediação de Kleber Mendonça Filho, curador de cinema do IMS. O longa será projetado em volume baixo, enquanto os convidados debatem a obra e o seu processo de produção. A entrada da sessão será gratuita, com distribuição de senhas 1 hora antes e limite de 1 senha por pessoa..


O longa acompanha uma família negra de classe média baixa, moradora da cidade mineira de Contagem. O cotidiano dos pais e dos dois filhos, Eunice e Deivinho, passa por momentos de tensão quando um presidente de extrema-direita é eleito. Enquanto Eunice se apaixona por uma mulher, Deivinho tenta agradar o pai, que sonha que o filho seja jogador de futebol – mas o sonho do menino é, na verdade, ser astrofísico e colonizar Marte. Marte Um é a estreia na direção solo de Gabriel Martins em longa-metragem. O filme estreou na edição daquele ano do Festival de Sundance, maior evento do cinema independente norte-americano.


A sessão é recomendada àqueles que já assistiram ao longa-metragem. Por esse motivo, outras sessões do filme serão exibidas nos dias 10 e 17 de maio, ambas às 20h. Realizado desde 2018, o projeto Cinema comentado já recebeu cineastas como Lucrécia Martel, para comentar O pântano, João Pedro Rodrigues e João Ruy Guerra da Mata, na exibição de O ornitólogo, e Lázaro Ramos e Adrian Teijido para discutir Medida provisória.
 

Sessão INDETERMINAÇÕES

 

Dedicada à crítica, pesquisa e exibição dos cinemas negros brasileiros, a Sessão INDETERMINAÇÕES realiza sua nova edição no IMS Paulista, nos dias 7 de maio, às 19h, e 30 de maio, às 16h, com o tema Tudo aquilo que ferve.

 

Serão exibidos o curta Inventário de um feudalismo cultural nordestino ou "Fricção histórico-existencial" (1978), de Jomard Muniz de Brito, projetado em cópia inédita restaurada em 2K, e o longa-metragem Aquele que viu o abismo (2024), de Gregorio Gananian e Negro Leo. A primeira sessão, do dia 7, será gratuita e seguida de um encontro cirativo com Gregorio Gananian e Negro Leo, mediado pelos curadores da sessão, Lorenna Rocha e Gabriel Araújo.

Fotografia AGNÈS VARDA Cinema
 

Imagem de divulgação da série Agnès Varda: Daqui para lá.


Neste mês, segue em cartaz a mostra retrospectiva em homenagem à cineasta Agnès Varda. Serão exibidos os filmes Ydessa, os ursos e etc (2004) e Nausicaa (1971) e os cinco episódios da série Agnès Varda: Daqui para lá (2011).

 

Agnès Varda escreveu o roteiro de Nausicaa como uma reação ao golpe militar na Grécia, em 1967. Após receber autorização para filmar para a televisão francesa em 1970, seus materiais foram confiscados, seu laboratório de pós-produção foi invadido, e o filme inteiro acabou sendo apreendido e suprimido. Varda nunca recebeu uma explicação formal do governo. A Cinemateca Real da Bélgica preservou o único copião existente do filme, que deu origem à cópia apresentada no Cinema do IMS, nos dias 12 e 23 de maio.

 

A série Agnès Varda: Daqui para lá, por sua vez, documenta algumas das viagens da cineasta entre os anos de 2008 e 2011. A pé, de metrô, de carro, de avião ou de barco, Varda capta com sua câmera todos os movimentos e efervescências da vida cotidiana artística, esportiva ou festiva, da Europa às Américas. Veiculados originalmente no canal Arte1, os episódios serão exibidos no Cinema do IMS no dia 9 de maio, um seguido do outro, e entre os dias 26 e 30 de maio, com um episódio por dia.

 

Foco Akinola Davies Jr.
 

Para acompanhar a estreia no circuito de A sombra do meu pai (2025) novo filme do diretor nigeriano Akinola Davies Jr., o Cinema do IMS Paulista exibirá, ao longo do mês, dois curtas-metragens do cineasta: Lagarto (2020) e X Us (2021).
 

O longa dramático A sombra do meu pai conta, com toques de autobiografia, a história do reencontro de dois irmãos, Remi e Akin, com o pai Folarin, em um único dia na cidade de Lagos, na Nigéria. O dia em questão é o que militares anularam o resultado das eleições de 1993 e instauraram um regime ditatorial.
 

Passado em Lagos, o curta Lagarto narra a história de uma menina de 8 anos que, após ser expulsa de uma aula da escola dominical, é confrontada com as contradições da igreja. O filme recebeu o Grande Prêmio do Júri de Curta-Metragem na edição de 2021 do Festival de Sundance. Já a ficção científica X Us acompanha dois irmãos que embarcam em uma jornada rumo a um novo assentamento na lua Titã.
 

Imagem de divulgação do filme A sombra do meu pai.

 

Serviço

Cinema | IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424. São Paulo

Tel.: 11 2842-9120

 

Para saber os dias, preços e horários das sessões, consulte o site do IMS.

Sesc 24 de Maio recebe a peça Meninos em curta temporada

 

Espetáculo do Grupo II aborda as relações masculinas no contexto familiar contemporâneo 

Créditos da foto: Douglas Fontes

 

São Paulo, maio de 2026 – O Sesc 24 de Maio recebe o espetáculo Meninos, do Grupo II, entre os dias 20 e 30 de maio, em curta temporada. A montagem lança um olhar sensível sobre a masculinidade contemporânea, investigando suas fraturas, afetos e possibilidades de reinvenção a partir das relações familiares. 

 
Dividida em três atos, a peça apresenta histórias marcadas pela ausência e pelo silêncio, traçando caminhos de afetividade entre tios e sobrinhos, irmãos, filhos e pais. A dramaturgia constrói um mosaico de vínculos masculinos, revelando tensões, heranças emocionais e formas possíveis de cuidado. 

 

A programação integra o projeto Cena Jovem, realizado pela unidade 24 de Maio desde 2019, com o objetivo de aproximar as juventudes da linguagem teatral. A iniciativa aposta em espetáculos que dialogam com temas de interesse dos jovens e valorizam diretores, dramaturgos e artistas emergentes, incentivando tanto a formação de público quanto o reconhecimento de novas vozes da cena contemporânea. 

 

Assinada por Lucas Mayor, Marcos Gomes e Rafael Cristiano, a dramaturgia dialoga com a obra Sendo um menino, de bell hooks, ao abordar a infância e a adolescência masculina sob a perspectiva do crescimento, da formação da identidade e das pressões sociais impostas aos homens desde cedo. 

 

Ficha Técnica:  
Direção: Lucas Mayor e Marcos Gomes
Dramaturgia: Lucas Mayor, Marcos Gomes e Rafael Cristiano
Atuação: Eduardo Guimarães, João Bourbonnais, João Filho, Lucas Laureno, Rafael Cristiano e Ricardo Teodoro
Iluminação: Matheus Brant
Cenografia e Figurino: Grupo II
Produção: Maísa Sousa De Castro
Fotografia: Douglas Fontes

 

Serviço

Meninos

Datas: 20 a 30/5, quarta a sábado, às 18, (Exceto dia 23/5, às 17h)  

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 14 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 12/05 e nas bilheterias das unidades Sesc SP a partir de 13/05 - R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc).

Acessibilidade: Tradução em Libras nos dias 22 e 29/5.

Duração do show: 60 minutos

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

 

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300

Peça Única, da House of Hands Up (MS), chega ao Sesc 24 de Maio pela programação do Palco Giratório

      Com nove artistas em cena, espetáculo combina criação coletiva e improvisação em performance marcada pela experimentação e pela afirma...