domingo, 28 de fevereiro de 2016

A partir de março Sesc Ipiranga abordará diferentes aspectos do cenário da moda, com exposição, instalações e performances


Os estilistas Fause Haten, Fernanda Yamamoto e Karlla Girotto estarão no projeto #ForadaModa - Uma exposição em construção, que também contemplará ações formativas com cursos e oficinas
  
Hibridismo entre moda e arte; resgate de técnicas de costura e valorização do fazer manual; debate sobre a indústria da moda: estas são as três referências temáticas norteadoras da programação #ForadaModa - Uma exposição em construção, que tem início no dia 6 de março no Sesc Ipiranga e estende-se até outubro, com exposição, instalações, performances, cursos e oficinas.

#ForadaModa foi idealizado pelo Sesc Ipiranga a partir da instalação A Fábrica do Dr. F, do artista multifacetado Fause Haten, também co-curador do projeto. Neste espaço, onde apresentou A Feia Lulu, sua primeira performance, Haten demonstrou a íntima relação existente entre a construção de uma obra de arte e uma roupa.

Isto suscitou um olhar às formas iniciais da produção têxtil, através do fazer artesanal e da valorização das tradições que formam o sentido original da 'moda'. O vestir, compreendido como manifestação artística e cultural, a efemeridade das criações e o estímulo ao consumo desenfreado passaram a ser objetos de análise e discussões. Surgiu, então, uma programação ampla e multidisciplinar, permeada por três vieses: o artístico, o político e o socioeducativo.

Por se tratar de uma exposição em construção, as ações formativas tem início em março, mas a noite festiva de abertura das instalações será 5 de abril.



PROGRAMAÇÃO



ocupação
Ocupaixão Baixa Costura
Criação de um ateliê que lembra os barracões de escolas de samba destinados à confecções dos mais variados acessórios de moda: chapéus, colares, adereços, bolsas, pulseiras, cintos, customização de roupas, máscaras, acessórios para cabeça etc. Todo o material produzido tem a finalidade de preparar as imagens de moda que os participantes e os integrantes do G>E usarão na  celebração final.
Criação: Grupo Maior Que Eu (G>E). Livre. Grátis
13/3 a 5/6. Domingos, às 12h


performances

Poeta escuta histórias referente a peças de roupas
Um poeta escuta histórias referentes a peças de roupa que os passantes tem alguma memória e cria poesias datilografadas em guardanapos na hora. Com Coletivo Ele Quer Um Nome. Hall de entrada. Livre. Grátis
12 a 19/3. Sábados, às 20h
Performers Recriam seus Corpos com Publicações de Moda
Um grupo de performers amparadas por dezenas de publicações referentes a moda recriam seu o corpo através do manuseio dessas revistas. Com Coletivo Ele Quer Um Nome. Hall de entrada. Livre. Grátis
26/3 a 24. Sábados, às 20h

curso
Moda-Arte - O Fantástico Imaginário em Arthur Bispo do Rosário
Com Fabiano Menna. A atividade destaca a importância deste artista sergipano na arte e na moda brasileira. Suas obras, que eram de vanguarda, mostraram que moda é arte, que ela é uma expressão individual e de identidade, que interage com o meio social e que relata o homem no seu momento histórico, no seu tempo e no seu espaço. Grátis
A partir de 60 anos.
10/3 a 19/4. Terças e quintas, das 14h às 17h
oficina
Ateliê Vivo: Faça Sua Bolsa
Introdução ao corte e costura. O objetivo é despertar o olhar para o fazer manual, refletir o processo de construção de uma bolsa-sacola e retomar a autonomia no processo do costurar. Os participantes se familiarizarão com materiais da costura, como os diferentes tecidos, agulhas, linhas etc. tendo o bairro como campo de inspiração. Com Danielle Yukari (formada em Desenho de Moda pela Faculdade Santa Marcelina, estilista e criadora do projeto KIIRO) e Gabriela Cherubini (formada em Desenho de Moda pela Faculdade Santa Marcelina, estilista, integrante do ateliê G>E e desenvolvedora de figurinos para teatro e cinema). Grátis
22/3 a 14/4. Terça e quinta, das 14h às 17h


instalações

A Dama do Mar
Conjunto de ações que apresentam a trajetória artística de Karlla Girotto. O fio condutor é uma adaptação da obra de Susan Sontag, que, por sua vez, adaptou uma peça de Henrik Ibsen, "A Dama do Mar".  Ao longo do projeto serão produzidas materialidades que serão expostas, bem como performances e intervenções.
Criação: Karlla Girotto. Diversos espaços. Livre. Grátis
18/3 a 30/10. Terça a sexta, das 8h às 21h30. Sábados, das 10h às 21h30.
Domingos, das 10h às 18h30


Lista de Cenas
Serão disponibilizados aos visitantes todo o material de produção da artista Karlla Girotto, seja em processo de trabalho ou pesquisa (caderno de anotações, textos,  desenhos, fotos e vídeos). Criação: Karlla Girotto. 3º Andar. Livre. Grátis
18/3 a 30/10. Terça a sexta, das 8h às 21h30. Sábados, das 10h às 21h30.
Domingos, das 10h às 18h30
Linha no Tempo
Peças de roupas representativas de períodos históricos revestirão as paredes do espaço expositivo. Cada uma dessas roupas conta uma história. Nesta obra, a discussão é: como a vestimenta tem uma história, desde sua criação, até o momento de seu descarte ou doação. As peças ficarão expostas no tempo, na chuva e sol, e serão retiradas ao término do projeto. Criação: Casa Juisi - Simone Pokropp e Junior Guarnieri. Livre. Grátis
22/3 a 30/10. Terça a sexta, das 8h às 20h. Sábados, das 10h às 20h. Domingos, das 10h às 18h30
50% Off
304 diferentes tênis, apenas os pés esquerdos, feitos em cerâmica. Nesta exposição se discute a indústria da moda, o fazer manual e as falsificações, já que entre os calçados existem modelos que não são de cerâmica, mas de marcas famosas falsificadas. 50% Off não é promoção. É a metade que falta em uma grande vitrine de esculturas em cerâmica "direitas" ou "esquerdas". Criação: Laerte Ramos. Livre. Grátis
29/3 a 30/10. Terça a sexta, das 8h às 20h. Sábados, das 10h às 20h. Domingos, das 10h às 18h30



Programação - início 5 de abril

Instalação A Fábrica do Dr. F
Neste espaço, Fause Haten apresentará A Feia Lulu, sua primeira criação na área da performance. Exibida na FAAP em 2013, a obra acompanha a trajetória do estilista francês Yves Saint Laurent, contada por um performer (Haten). Neste mesmo espaço serão criadas sua segunda performance, Lili Marlene, além das peças de sua próxima coleção, que serão feitas por um artesão. Com isto, Haten pretende relacionar a construção de uma performance cênica à  construção da roupa - e mostrar que o trabalho do artesão, tão desvalorizado, é, também, um trabalho artístico.

O estrangeiro está em pé no fundo do palco, de Karlla Girotto
Em uma área externa, roupas são suspensas por balões de gás. Uma estrutura de tule transparente é montada, permitindo que os vestidos se movimentem, mas sem exatamente voar e desaparecer. Esse desfile dura em média 12 dias - tempo estimado que demora para o gás hélio perder o efeito. Depois deste tempo os vestidos se deitam no chão.

Coleção, de Priscila Davanzo
A artista percorrerá o Ipiranga (arredores do Sesc Ipiranga) durante 1 ou 2 semanas em busca de objetos doados ou emprestados pelos moradores do bairro. Esses objetos serão acumulados, organizados e exibidos em coleção no Sesc. Ainda como parte da coleção, a artista gravará em áudio as conversas com as pessoas com as quais terá interação. No fim dos dias de coleção, a artista se sentará junto aos objetos e os prenderá no seu corpo, um a um, através de sutura. Esse acúmulo de objetos no seu corpo gera um misto entre a ideia de coleção e de decoração/design.

Programação - início junho
Grito mudo com a boca escancarada, de Karlla Girotto
Um casal é convidado para tricotar sua própria roupa. Para que isto aconteça, eles usam a linha um do outro, ou seja, para fazer uma das roupas, é necessário desmanchar o que o parceiro está construindo ao lado. Essa performance acontece ao vivo e gera um vídeo que ficará em exposição.

Programação - início julho
Resíduos têxteis, de Adriana Yazbek
A instalação aborda o tema da proteção e da intimidade. O vestir e o espaço atuam em camadas distintas, porém sobrepostas. É como se o espaço fosse uma ampliação da roupa, uma roupa maior, que ao invés de se moldar ao corpo, nos permite expandir (situar) o corpo. A instalação será construída a partir da reciclagem e reutilização de tecidos descartados. Estima-se que somente no Brás e Bom Retiro sejam descartadas 40 toneladas de resíduos têxteis por dia. Este refugo é o resto da indústria têxtil da moda. Resíduo daquilo que foi criado originalmente pra vestir e agora será usado para vestir não mais um corpo, mas sim um espaço, voltando a ser inserido no circuito.


#ForadaModa - Uma exposição em construção
A partir de 6 de março de 2016

Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga
Telefone para informações: (11) 3340-2000
Não temos estacionamento
Acesso para deficientes físicos

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Confira a programação do Cata-Bagulho para este sábado

Objetivo da ação é evitar a descarga clandestina de materiais de grande porte e melhorar a limpeza urbana

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Ajude a manter a cidade limpa
Neste sábado, dia 13 de fevereiro, a Subprefeitura Ipiranga realizará a Operação Cata-Bagulho no Vila São José, Vila Eulália, D. Pedro I, no quadrilátero formado pelas vias Av Dr Gentil de Moura, Rua Adriano Taunay, Rua Bom Pastor, Av Ricardo Jafet, Avenida Vergueiro, entre outras.

O serviço será realizado das 8h às 11h e os moradores deverão colocar nas calçadas: restos de madeiras, pneus, colchões, móveis velhos, metais, eletrodomésticos e outros objetos que não servem mais para uso. Vale lembrar que lixo orgânico, restos de construção, materiais tóxicos, resíduos industriais e materiais de jardim não serão recolhidos.

O descarte irregular de materiais, lixo e entulho é considerado crime ambiental passível de multa em RS 15.000,00 reais, por isso, se o munícipe quiser descartar algum item, mas a sua rua não foi contemplada na última Operação Cata-Bagulho, é possível solicitar diretamente na Subprefeitura de sua região ou comparecer a um dos Ecopontos espalhados pela cidade com, no máximo, 1m³ de entulho (volume equivalente a uma caixa d’água de mil litros).

Confira abaixo os endereços dos Ecopontos:
Rua Tereza Cristina, nº 10, esquina com Av. do Estado
Horário: 8h ás 22h, de segunda a sábado
8h ás 18h, domingos e feriados

Rua Santa Cruz, nº 1452, sob o Viaduto Santa Cruz
Horário: 8h ás 22h, de segunda a sábado
8h ás 18h, domingos e feriados
Vila das Mercês - Rua Italva, nº86 
Horário: 8h ás 22h, de segunda a sábado
8h ás 18h, domingos e feriados

Lugar de entulho é no Ecoponto


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Carnaval de rua do Ipiranga em 2016



Agremiações desfilarão pelas ruas do Ipiranga
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Desfile dos Blocos no Ipiranga
A Subprefeitura Ipiranga, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e membros da comunidade realizarão o desfile de blocos pelas ruas do Ipiranga. No dia 30 de janeiro três blocos vão animar os foliões ipiranguistas. O Bloco do Onze que no ano passado arrastou cerca de mil foliões pelas ruas da Vila Carioca, vai sair ás 13h da sede do Clube XI Primos na Rua Amadis com muita animação. A história do bloco começou no ano de 2007, com Jair, Devanir, Tute e Minhoca, mas só foi fundando em 19 de janeiro de 2008, por Beto Lessa e Rogerio.
No mesmo dia 30 de janeiro, o Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Manga Rosa também desfilará pelas ruas do Cursino arrastando um cordão de foliões animados. O Manga Rosa foi criado para resgatar os carnavais de rua e como forma de integração e diversão entre as famílias. Foi fundado em 26 de janeiro de 2008 por Paulo Cesar Duarte. O nome Manga Rosa é uma homenagem a duas escolas de samba: a Mangueira (RJ) e a Rosas de Ouro (SP).
Ainda no sábado (30/01), a partir das 14 horas, o Bloco do Fico irá desfilar pelas ruas do bairro do Ipiranga, com o objetivo de valorizar a história, a integração dos imigrantes e força da comunidade. O bloco recebeu este nome em analogia ao "Dia do Fico". No ano passado foi o desfile da fundação do Bloco que demonstra que veio para ficar e cerca de 500 foliões dançaram e pularam na maior animação. O desfile contou com a presença da bateria, da Velha Guarda, dos passistas e dos casais de Mestre Sala e Porta Bandeira da S.E.S Imperador do Ipiranga. A concentração será na Rua dos Sorocabanos, entre a Rua Agostinho Gomes e Bento Vieira.
No domingo (31/01) será a vez do Bloco Folia Sem Fim do bairro São João Clímaco. O bloco surgiu em 2004 despretensiosamente e aos poucos a ideia do bloco foi ganhando força. A concentração será às 13 horas na Rua Pacui e a folia vai até as 20h30.
A Folia em Heliópolis será no dia 12/02, das 13h30 às 16h, pelas ruas do bairro. Fundado há cinco anos a partir dos esforços da comunidade local e da Associação UNAS, o bloco objetiva levar a brincadeira de Carnaval descompromissada ao bairro. O desfile ocupou os espaços públicos com crianças, adolescentes e adultos, todos moradores de Heliópolis. O Foliópolis é uma festa de Carnaval promovida no Heliópolis com o objetivo de ser um bloco de rua sem álcool. Através de panfletos e conversas, os idealizadores incentivam os foliões a não consumirem bebidas alcoólicas. Com a mesma sistemática, a UNAS também realiza os desfiles do Quarteirão da Folia (região do Jd São Savério), das 13h30 às 16h; do Folistela (no Jardim Maria Estela), das 14h00 às 16h00 e o Boqueirão da Folia (na região do Boqueirão), das 13h30 às 15h.
Encerrando o ciclo de carnaval de rua da região, no domingo (14/02) quem sairá pelas ruas é o Bloco do Parque Bristol. O Grêmio Recreativo Bloco Acadêmicos do Parque Bristol foi criado em 1992 por um grupo de amigos que saíam em várias escolas em São Paulo. O grupo se juntou e criou um bloco só. Desde então, desfilam todo domingo pós-Carnaval nas ruas do bairro do Parque Bristol. A concentração será na Rua José Pinto Tavares, 120.
A Subprefeitura Ipiranga atuará na fiscalização do cumprimento da Lei Cidade Limpa durante o Carnaval de Rua, especialmente com relação à ativação irregular de marcas publicitárias. Já a Supervisão de Saúde disponibilizou ambulância em cada desfile para o atendimento da população durante o sábado e o domingo.
Lembrando que, a Supervisão de Limpeza colocará seus profissionais para atuarem na higienização das ruas do bairro. A Polícia Militar, a CET e a Guarda Civil Metropolitana organizará viaturas e profissionais para atuar junto aos blocos.
Veja a programação completa e mais detalhes do carnaval de rua em São Paulo:
http://carnavalderua.prefeitura.sp.gov.br/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Quem tem medo de Itália Fausta?”




Entre os dias 21 de janeiro e 25 de fevereiro de 2016, o Teatro Itália recebe a comédia “Quem tem medo de Itália Fausta?”, texto de Ricardo de Almeida e Miguel Magno, dirigida e protagonizada por Eduardo Martini. Compre o seu ingresso, sem pagar taxa de conveniência, pelo aplicativo Grabit, disponível em Android (https://goo.gl/IhT3r6) e iOS (https://goo.gl/iNidjz).

A comédia, fascinante pelas montagens e figurinos que vão desde os anos 80, faz uma tradução cômica e sofisticada de gêneros que fizeram parte da história do teatro como a comédia de costumes, o vaudeville, o melodrama, o teatro de revista e, também, das grandes damas que marcaram o teatro brasileiro.

Histórias divertidas com o inseparável “ponto” enfocam os bastidores. "Ponto", o bisavô do tele-prompter, era aquela pessoa que ficava em baixo do palco, com a cabeça saindo de dentro de uma concha na boca de cena, que acompanhava o texto e "soprava" ao ator quando ele esquecia alguma coisa.

Eduardo Martini leva o público aos risos quando interpreta em um conjunto de cenas intituladas, “Exercícios para atriz e ponto”, alguns quadros como: "Camila vai ao Baile", "Helena Abriu a Porta", "Aracy Caiu na Poça" e "D. Valderez, Professora de Inglês", entre outros.


Saiba mais:
Em 1979, Miguel Magno e Ricardo de Almeida apresentaram ao público o despretensioso espetáculo "Quem tem medo de Itália Fausta", que surpreendeu com um estrondoso sucesso que marcou o início do chamado "teatro besteirol". A peça se tornou um "cult" na época, por fazer uma tradução cômica e sofisticada de gêneros que fizeram parte da história do teatro como a comédia de costumes, o vaudeville, o melodrama e o teatro de revista.

A peça está em cartaz todas as quintas, às 21h, no teatro Itália (A. Ipiranga, 34

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

TV Cultura exibe documentário Tomie Ohtake no aniversário de São Paulo


Longa inédito, que recentemente esteva em cartaz no cinema, conta a história da grande dama da pintura. Vai ao ar no dia 25, às 23h30.


São Paulo, 20 de janeiro de 2016 – No dia em que São Paulo comemora 462 anos, nesta segunda-feira, 25 de janeiro, a TV Cultura leva ao ar o documentário inédito Tomie Ohtake, dirigido por Helio Goldsztejn, a partir das 23h30. O longa, que até o mês passado esteve em cartaz no cinema, foi produzido pela emissora com o apoio do Instituto Tomie Ohtake, e retrata a vida da grande dama da pintura que nos deixou em 2015, aos 101 anos.

Ao recontar a história da pintora por meio de uma grande saga, desde os tempos em que ela ainda vivia no Japão, passando por sua chegada ao Brasil ainda na década de 1930, a permanência no país por conta da eclosão da Guerra, o início de uma nova vida no bairro da Mooca até os tempos de reconhecimento artístico de público e crítica; o documentário propõe um olhar não só em relação à renomada pintora, escultora e gravurista, mas também em relação à mulher Tomie Ohtake; uma dona de casa que – após ter criado e educado os filhos Ruy e Ricardo – lança-se numa improvável aventura em direção à carreira de artista, fascinando o mundo das artes plásticas.

Por meio de um diálogo entre o vasto material de arquivo registrado pela emissora sobre a artista, depoimentos e reflexões de quem acompanhou Tomie ao longo da vida, o documentário traz ainda a presença de importantes figuras do pensamento e da arte contemporânea no Brasil, como o professor Miguel Chaia, o crítico Agnaldo Farias, artistas como Leda Catunda, Paulo Pasta, Jac Leirner, Carmela Gross e Regina Silveira, além de especialistas na obra de Tomie como Paulo Miyada e Olívio Tavares de Araújo, os filhos Ruy e Ricardo Ohtake, amigos e familiares.

Tal qual a travessia entre continentes realizada pela pintora, o longa faz uma grande viagem pela vida e obra de Tomie Ohtake, revelando angústias, certezas e incertezas. Sensações que fizeram de Tomie, uma artista em eterno movimento.


Ficha Técnica
Direção: HELIO GOLDSZTEJN
Roteiro: ENEAS CARLOS PEREIRA
Produção Executiva: ENEIDA BARBOSA
Edição e finalização: ALEXANDRE  SAJI
Imagens: JOSÉ ELIAS DA SILVA
Sonoplastia: JOSÉ ANTONIO LIPPO
Duração: 57 minutos

Casa Guilherme de Almeida promove visita temática em homenagem aos 462 anos de São Paulo



Que tal conhecer um novo museu e aprender mais sobre a capital paulista e seus ilustres moradores? No próximo sábado, dia 23, às 14h, a Casa Guilherme de Almeida promove uma visita temática para homenagear os 462 anos da cidade de São Paulo (que será celebrado no dia 25). O museu é uma instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciada pela Organização Social Poiesis. A entrada é gratuita.

Apesar de ter nascido em Campinas, o poeta modernista Guilherme de Almeida (1890 – 1969) mantinha uma grande paixão por São Paulo, que é expressa em diversas manifestações artísticas suas, como o brasão da cidade (1917), criado por ele em colaboração com Wasth Rodrigues. Durante o passeio os visitantes poderão ver de perto alguns registros da criação deste famoso brasão.

O acervo da Casa preserva a memória de um período especialmente importante de São Paulo, em que se criou e desenvolveu o movimento modernista. Durante a atividade poderão ser apreciadas edições originais de obras dos principais escritores participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, que estão expostas nas vitrines do museu.

Além disso, os visitantes poderão conferir crônicas de Guilherme de Almeida que revelam seu olhar sobre a metrópole e sua profunda ligação com ela, como pode ser observado em seus textos recolhidos nos livros Pela Cidade e Cosmópolis, todos escritos na década de 1920. Além do seu volume de poemas Rua, de 1961, em que será possível reviver a São Paulo de épocas diversas e ver o “nosso” momento urbano com um horizonte mais abrangente.
Para participar da visita temática, os interessados devem se inscrever por meio de um formulário online no site da Casa Guilherme de Almeida – www.casaguilhermedealmeida.org.br

Serviço:Casa Guilherme de AlmeidaRua Macapá, 187, Pacaembu
(11) 3673-1883 / 3672-1391
De terça a domingo, das 10h às 18h. Visitas espontâneas e agendadas.
Atende a escolas, mediante agendamento.
Entrada franca.
Site: www.casaguilhermedealmeida.org.br

Cinemateca Brasileira recebe mostra em homenagem ao centenário do mestre polonês Andrzej Wajda

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