Orquestra Tom Jobim apresenta concerto dedicado ao violão brasileiro no Theatro São Pedro

 

 

Nos dias 09 e 10 de maio, programa homenageia nomes fundamentais como Baden Powell, Garoto, Guinga e Dilermando Reis, ao lado de criações autorais de Ana Clara Guerra e Alessandro Penezzi, que participarão dos concertos 

 



Concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim no Theatro São Pedro. Crédito: Robs Borges 

 


 

Para celebrar a riqueza e a sofisticação do violão brasileiro, a Orquestra Jovem Tom Jobim, grupo ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo - EMESP Tom Jobim, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela Santa Marcelina Cultura, apresenta, nos dias 09 e 10 de maio, às 20h e 11h, respectivamente, no Theatro São Pedro, o concerto Violões do Brasil.

 

Sob a regência dos maestros Nelson Ayres e Tiago Costa, as apresentações terão participações especiais das violonistas Ana Guerra e Alessandro Penezzi, dois dos mais expressivos nomes do violão nacional na atualidade. O programa irá mergulhar em composições que vão do choro à valsa, passando por suítes sinfônicas e peças de forte identidade popular.

 

A abertura traz Badenpower, suíte baseada em temas de Baden Powell, seguida de Duas Contas (Garoto), Di Menor (Guinga) e Chuva na Pintangueira, de Ana Clara Guerra. Alessandro Penezzi trará sua autoral Valsa Crioula, enquanto o repertório ainda reserva momentos como Uma Valsa Dois Amores, de Dilermando Reis, Lamentos do Morro (Garoto), e o expressivo Choro para Ana Clara, novamente assinado por Penezzi. O concerto encerra com Desvairada, de Garoto, fechando com chave de ouro essa travessia pela alma da música brasileira.

 

BILHETERIA 

Os ingressos custam de R$ 26 (meia-entrada) a R$ 52 (inteira) e podem ser adquiridos aqui. 

 

TRANSMISSÃO AO VIVO

O concerto do dia 09 de maio, sábado, às 20h, terá também transmissão ao vivo gratuita pelo canal de YouTube da EMESP Tom Jobim.

 

SERVIÇO 

 

ORQUESTRA JOVEM TOM JOBIM 

 

Violões do Brasil 

Nelson Ayres, regência

Tiago Costa, regência

Ana Guerra, violão

Alessandro Penezzi, violão

 

BADEN POWELL

Badenpower - Suite com temas de Baden Powell 

 

GAROTO

Duas contas 

 

GUINGA

Di menor 

 

ANA CLARA GUERRA

Chuva na Pintangueira 

 

ALESSANDRO PENEZZI

Valsa Crioula 

 

DILERMANDO REIS

Uma Valsa e Dois Amores 

 

GAROTO

Lamentos do Morro 

 

ALESSANDRO PENEZZI

Choro para Ana Clara 

 

GAROTO

Desvairada 

Datas: 09 de maio, sábado, às 20h, Theatro São Pedro

10 de maio, domingo, às 11h, Theatro São Pedro

Local: Theatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171, São Paulo/SP)

Ingressos: R$ 26 (meia-entrada) e R$ 52 (inteira), aqui 

Duração: 80 minutos

Classificação: Livre

 

Nelson Ayres, regência 

Iniciou seus estudos musicais com Paul Urbach entre os anos de 1959 e 1962. Foi aluno ainda de Luís Schiavo (1963-1965) e Conrad Bernhard (1966-1967). Sendo professor e diretor do Centro de Desenvolvimento Artístico, de São Paulo, de 1966 a 1969. No mesmo ano, fez o curso de regência com Diogo Pacheco e viajou para os EUA para estudar na Berklee School of Music (Boston), sendo o primeiro brasileiro a receber bolsa para a renomada escola de música. Ainda nos Estados Unidos, estudou piano com Margareth Chaloff e composição com John Adams. Em 1985, foi co-realizador do "Projeto Prisma" (disco e show) com César Camargo Mariano, realizando turnês de dois anos pelo Brasil. Em 1985, a convite de César Camargo Mariano, participou do projeto Prisma. Sete anos depois, o pianista assumiu a regência e a direção artística da Orquestra Jazz Sinfônica, função que ocupou por nove anos.

 

Tiago Costa, regência 

Pianista, compositor e arranjador vêm transitando entre a música instrumental, a canção e a música orquestral. Ganhou destaque como arranjador e teve suas peças gravadas dentro e fora do Brasil com obras registradas pela OSESP e Orquestra Jazz Sinfônica. Trabalhou ao lado de inúmeros artistas de primeira grandeza da música brasileira como Maria Rita, Zizi Possi, Chico Pinheiro, Gilberto Gil, Ivan Lins e Monica Salmaso, tendo já se apresentado nos cinco continentes.

 

ORQUESTRA JOVEM TOM JOBIM 

Dedicada especialmente à música popular brasileira orquestral, a Orquestra Jovem Tom Jobim tem uma sonoridade particular. Ao mesmo tempo em que se insere na tradição das orquestras de rádio e TV, também tem características muito peculiares e recentes. Além do jogo de cintura e polivalência dos grupos de antigamente, a Tom Jobim tem uma face contemporânea, fruto de um repertório formado majoritariamente por arranjos concebidos especialmente para o grupo. No palco, alia-se a potência e expressividade de uma orquestra sinfônica (com naipes de cordas, madeiras e metais), à força e energia da seção rítmica (piano, contrabaixo elétrico, guitarra, bateria e percussão). Dessa união, carregada de vitalidade, resulta um som distinto, uma pronúncia tipicamente brasileira da música de concerto. Criado em 2001, durante o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o grupo de difusão e formação musical da EMESP Tom Jobim, instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura, possibilita vivência orquestral erudita e popular aos bolsistas, por meio do resgate de obras tradicionais de grandes compositores nacionais, com especial dedicação à obra de Tom Jobim, além de pesquisa e experimentação musical. Toda sua programação, da escolha de repertório à dinâmica de ensaios, é realizada pensando na formação dos bolsistas. Os jovens músicos ensaiam e se apresentam com os solistas convidados, e usufruem de um rico intercâmbio de conhecimentos e vivências. A experiência completa – ensaios de alta intensidade, aulas com convidados que são referência em sua área, e exploração de um repertório versátil e inovador – proporcionam aos jovens músicos não apenas um aprimoramento técnico e estilístico, mas um conhecimento profundo do fazer musical.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA

CONPRESP aprova tombamento de três terreiros de religiões de matriz africana em São Paulo

Cinema do IMS Paulista recebe o diretor Gabriel Martins para sessão comentada do seu filme Marte Um, mediada por Kleber Mendonça Filho